sábado, 23 de março de 2013

Confira os sacrifícios a que as mulheres se submetem em nome da beleza

A vaidade feminina sempre foi marcante nos diferentes períodos históricos. Se hoje em dia as mulheres entram na faca para aumentarem os seios, retirarem gordura do corpo e deixarem os lábios volumosos, nos tempos mais remotos, elas já se sacrificavam em nome da beleza.

No século XVI as mulheres se apertavam em espartilhos que simulavam uma cintura fininha e, até o século passado, o padrão de beleza para as mulheres chinesas solicitava pés pequenos, e para isso, os pés das meninas ainda crianças eram enfaixados para deformá-los propositadamente.

Atualmente, a moda também é outra maneira de se sacrificar para conseguir uma aparência impecável. Sapatos altos, roupas coladas e vestidos curtíssimos apostam no desconforto em nome da elegância.

Anna Dello Russo, a poderosa e excêntrica editora da Vogue Japão, dissemina uma regra que considera indispensável: “A moda é sempre desconfortável. Se você está confortável, você nunca consegue o look”.

Christian Louboutin, o aclamado designer de sapatos francês, também é outro que acredita que o conforto é supervalorizado e diz que essa não é sua prioridade na hora de criar seus caríssimos modelos.

“Eu odeio o conceito de conforto. É como quando as pessoas dizem ‘bem, nós não estamos exatamente apaixonados, mas sim numa relação confortável’. Você está abandonando um monte de ideias quando está muito confortável.”, disse à revista The New Yorker.

Confira na galeria acima os sacrifícios que as mulheres se submetem em nome da beleza!

Mega-Sena pode pagar R$ 15 milhões neste sábado

O concurso 1.479 da Mega-Sena, que será realizado neste sábado (23) em Pouso Alegre (MG), pode pagar um prêmio de R$ 15 milhões, estima a Caixa Econômica Federal. 
Se apenas um apostador acertar os seis números e aplicar o valor em poupança, receberá mais de R$ 62 mil por mês em rendimentos. Se optar em investir em bens poderá comprar 30 imóveis de R$ 500 mil cada, ou 120 carros de luxo.

Mais loterias

Na quarta-feira (20), ninguém acertou as seis dezenas e o prêmio acumulou. Os números que saíram foram: 10 - 27 - 37 - 40 - 47 - 55.
Na quina, houve 56 acertadores que ganharam R$ 35.716,33 cada um. Já os acertadores da quadra foram 4.924, cada um recebeu o prêmio de R$ 580,28.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica da Caixa. O valor da aposta mínima, com seis números, é de R$ 2.

Seus números já saíram alguma vez na história da Mega-Sena?

Nando Reis passa mal e deixa show em Porto Alegre

  • Ana Beatriz Elorza e Thiego Montiel
    Nando Reis sofreu uma indisposição estomacal Nando Reis sofreu uma indisposição estomacal
O cantor nando Reis sofreu uma indisposição estomacal nesta sexta-feira (22) em um show no bar Opinião, em Porto Alegre, e cancelou a apresentação.
Os dois shows que seriam realizados nessa data foram adiados. O Nando Reis & Os Infernais se apresentará no Pepsi on Stage no domingo (24) às 20h.
Segundo a assessoria de imprensa do Opinião, todos os ingressos do show das 21h e da sessão da meia noite continuam válidos para a nova apresentação, sem a necessidade de troca.
A página oficial do artista no Facebook diz que "o artista está repousando, já apresenta melhoras e cumprirá todos os seus próximos compromissos".
Segue abaixo o local da nova apresentação:
Serviço:
Quando: 24 de março, domingo, a partir das 20h
Onde: Pepsi on Stage - Avenida Severo Dullius, 1995
Quanto: Não haverá ingressos à venda. Nesse show, válidas somente as entradas adquiridas para os shows de sexta-feira, tanto das 21h como da meia noite. Para a compra feitas pela internet, a troca ocorrerá normalmente, na bilheteria do Pepsi on Stage.

Fabricante do AdeS reconhece erros e pede desculpas a clientes


"O operário não detectou o final da produção de um lote. Daí, colocou o equipamento para funcionar de novo. E o equipamento permitiu o envase de uma solução de higienização", disse à Folha.
Editoria de Arte/Folhapress
Após ter sido notificada por sua Central de Atendimento ao Consumidor, a Unilever demorou quatro dias para diagnosticar o problema.
A empresa recebeu e-mail de um cliente de Ribeirão Preto reclamando de ardência na boca no dia 7. Tentou contato no dia seguinte, mas só conseguiu localizar o consumidor e combinar o recolhimento do produto no dia 9.
A coleta foi feita no dia 11, e a análise, no dia 12. O anúncio público do recall e a retirada do produto das gôndolas viria no dia 13.
É a primeira vez em seus 83 anos no Brasil que a Unilever encara um problema de saúde pública.
Quatro mil pessoas, entre vendedores e operadores de estoque, foram mobilizadas para rastrear em três Estados (São Paulo, Rio e Paraná) as 96 unidades contaminadas -46 foram localizadas.
Ingerida, a solução pode causar queimaduras na boca e no sistema digestivo. Catorze já foram reportados.
"Temos que pedir desculpas. O AdeS no Brasil tem uma história de 15 anos que não merece um problema como esse", afirma Fernandez, que diz ter redobrado procedimentos de segurança.
Por ordem da Anvisa, toda a produção e comercialização de AdeS na linha que apresentou problema foi interrompida. Outras dez linhas de produção da mesma fábrica continuam em operação.
A vigilância sanitária determinou que a linha de produção fique paralisada até que seja comprovado o cumprimento das normas de segurança determinadas. O total de multas pode chegar a mais de R$ 8 milhões.
Leia os principais trechos da entrevista:
Folha - Por que a Unilever demorou quatro dias para realizar o exame do produto contaminado?
Fernando Fernandez - Sempre que há suspeita sobre danos de saúde, entramos em contato imediatamente. Recebemos 22 mil contatos por mês, nosso SAC tem 160 pessoas. Veio o final de semana e até localizar o consumidor e conseguir uma amostra da bebida, foram quatro dias. A análise evidenciou esse problema e decidimos retirar o produto do mercado.
Por que o problema não foi detectado na fábrica? Houve falha humana?
Foi uma combinação de falha humana e mecânica. Na verdade foram quatro erros. Primeiramente, o operário não detectou o final da produção de um lote. Depois, colocou o equipamento para funcionar de novo. E o equipamento permitiu o envaze de uma solução de limpeza. Por fim, o próprio operário percebeu o erro, e não recolheu os produtos.
Quais as consequências?
A consequência são queimaduras leves na boca. Mas ninguém foi hospitalizado e houve um só caso em que o consumidor precisou ser medicado com anti-ácido. Estamos oferecendo assistência médica premium em toxicologia para quem nos procurar.
Apenas 46 unidades foram localizadas. E as outras 50?
Mobilizamos mais de 4.000 pessoas para tentar localizá-las. Pedimos que os consumidores nos avisem. E pode ter acontecido de algumas terem sido jogadas no lixo por consumidores que souberam da notificação de nosso recall, mas não nos avisaram.
Que outras medidas estão sendo implementadas?
Houve uma revisão completa do equipamento e do software. Triplicamos nosso staff de atendimento no SAC. Também implementamos cinco novas medidas no processo de fabricação, como o aumento da quantidade de amostra de coletas.

Cinco redes estaduais não pagam o piso ao professor

Entre as 27 redes das unidades da federação, mais da metade não cumpre o tempo de um terço da jornada do professor para atividades de planejamento fora da sala de aula


Simone Harnik
Levantamento exclusivo realizado pela revista Educação junto às secretarias de educação das 27 unidades da federação brasileiras e a sindicatos dos professores revela que cinco estados - Amapá, Amazonas, Paraíba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul - não pagavam ao docente o valor estabelecido pela Lei do Piso Salarial do Magistério Público (Lei 11.738/2008). Os dados são referentes a dezembro de 2012, quando o vencimento básico para um docente da rede pública com formação de ensino médio era de R$ 1.451, por uma jornada de 40 horas de trabalho semanais.
A Lei do Piso também estabelece que um terço da jornada seja destinado a atividades fora da sala de aula, em planejamento pedagógico ou de atividades, por exemplo. Nesse quesito, 15 redes não cumpriam a lei federal. Em três casos (RJ, SP e TO), ocorreu uma divergência entre o sindicato da categoria e a secretaria de Educação do estado. Além disso, o Distrito Federal cumpre a lei, apenas no que se refere aos professores com jornadas de 40 horas semanais - os de 20 horas semanais têm 25% da jornada para atividades fora da sala de aula, segundo a secretaria.
Parte dos estados que não cumprem a destinação de um terço para jornada extraclasse está praticamente alcançando o que a lei federal determina. É o que acontece, por exemplo, no Acre, em Pernambuco e no Piauí, que destinam 30%, e não 33%, para atividades extraclasse. No segundo, o Estatuto do Magistério determina que esta seja a porcentagem de tempo destinada ao tempo para planejamento pedagógico e de aulas.

No Amazonas, de acordo com o sindicato da categoria, não está institucionalizado o tempo para planejamento, variando conforme o professor. A Secretaria do Estado de Educação (Seduc) do Amazonas informa que um projeto de lei será encaminhado para a Assembleia Legislativa para resolver a questão.
Na prática, a ampliação do tempo destinado à jornada extraclasse vem sendo alvo de negociações entre os sindicatos de professores e as secretarias estaduais de Educação em cada uma das unidades da federação. No Paraná, por exemplo, após negociações em dezembro, os professores deverão passar 25% do tempo fora da sala de aula.

Veja no infográfico abaixo quanto ganham os professores da Educação Básica em todo o Brasil:

Demanda históricaA criação de um piso nacional único para a educação pública é uma reivindicação histórica dos professores. Mas os problemas de remuneração e valorização do docente não foram resolvidos plenamente pela lei federal. As cinco secretarias que têm vencimentos abaixo do determinado justificam que complementam a remuneração do professor (e do aposentado), cujo vencimento básico não alcança o valor estipulado.
A maior distância entre o vencimento básico e o piso, conforme o levantamento, ocorre no Rio Grande do Sul. Em valores de dezembro de 2012, o professor com formação de nível médio recebia R$ 921,75 - uma diferença de mais de R$ 500 para o piso. A secretária-adjunta de Educação do Rio Grande do Sul contesta a assertiva de que o estado não cumpre a lei e afirma que a rede gaúcha vive uma "sinuca".
Segundo ela, a carreira do magistério estadual do Rio Grande do Sul tem diferentes vencimentos básicos conforme a formação do professor e, se o reajuste baseado na arrecadação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) fosse aplicado, a máquina administrativa não teria como arcar com a folha de pagamento.
"No Rio Grande do Sul, a diferença de remuneração entre os níveis de habilitação, sem contar tempo de serviço e promoções, entre o básico do nível médio para o básico do professor graduado chega a 85% do vencimento. Para pós-graduado, a 100%. Fizemos, no estado, uma opção de não desmontar a carreira, e de discutir judicialmente o índice de correção do piso", aponta.
No Amapá, há ainda docentes com vencimentos abaixo do piso, conforme explica a Secretaria de Estado da Educação (Seed). De acordo com e-mail da assessoria de comunicação, hoje um professor do estado inicia ganhando R$ 1.470. Os que ganham abaixo dessa remuneração são aqueles que cursaram o antigo magistério e que não fizeram graduação e especializações. O governo do Amapá afirma que, em 2012, enviou um projeto de lei para a Assembleia Legislativa propondo o pagamento do piso para os professores que ganham abaixo do valor, mas ele não foi aprovado.
Já em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Educação (SED) argumenta que passa por um problema formal, mas que todos os professores recebem acima do piso, após um complemento específico a fim de totalizar o que determina a lei. De acordo com a assessoria de comunicação da pasta, toda vez que vai haver ampliação de salário do docente, é necessária a aprovação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa. Em 2012, não houve aprovação e o valor permaneceu em R$ 1.281. A secretaria afirma ainda que os aposentados também recebem o complemento, mas que é muito difícil encontrar inativos com vencimentos mínimos, porque a maioria incorporou vantagens ao longo da carreira.

Leia mais:> A história da profissão docente no Brasil sempre esteve atrelada à baixa remuneração
Na prática, cada estado tem autonomia para elaborar o plano de carreira para os professores, que deve ser aprovado pelo Legislativo. Com isso, a lei federal é insuficiente para resolver a remuneração dos professores sozinha. Entretanto, é forte instrumento de pressão para os sindicatos, que tiveram conquistas nas negociações desde a aprovação do instrumento.
Perto do pisoNa Paraíba, o vencimento básico se encontrava, em 2012, em R$ 1.384,00 proporcionalmente à jornada de 40 horas semanais. Todos os professores recebem uma complementação variável, conforme o nível de escolaridade. Só então, o valor de R$ 1.451 era superado.

Saiba mais:> Duas professoras falam sobre a valorização docente por meio da remuneração
Já no Amazonas, a diferença para o cumprimento da Lei do Piso era muito pequena em 2012. O professor com nível médio tinha remuneração, em jornada de 40 horas, de 1.412,12. Como todos os docentes recebem uma gratificação de 43% em cima do vencimento básico, a situação está praticamente equacionada. Segundo a Seduc, há uma proposta para que a complementação da regência de classe seja incorporada ao salário, e a medida será encaminhada à Assembleia Legislativa.
Nada é tão simplesO Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) acrescenta esse estado à lista dos que não cumprem a Lei do Piso - informação que é contestada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) de Minas. "O governo transformou toda a remuneração do professor em parcela única, que é o subsídio. O estado acabou com o vencimento básico em Minas Gerais. Acabou com as tabelas de vencimento básico ao fixar as tabelas da remuneração cheia", explica a coordenadora-geral, Beatriz Cerqueira.
Em outras palavras, acabando com o vencimento básico, o governo teria incorporado as gratificações ao salário, fazendo com que o professor não tivesse aumento em sua remuneração base. "Quando o estado fez isso, também congelou qualquer benefício vinculado à formação acadêmica ou ao tempo de serviço", diz.

Abraço histórico entre dois papas marca visita de Francisco a Bento XVI



Francisco e Bento XVI se abraçam em encontro inédito de papas
Francisco e Bento XVI se abraçam em encontro inédito de papas
Cidade do Vaticano, 23 mar (EFE).- Pela primeira vez na história da Igreja Católica, pelo menos com referências escritas, um papa em plenos poderes e outro emérito se reuniram, se abraçaram e rezaram juntos 'como irmãos', como fizeram neste sábado Francisco e Bento XVI.
O encontro aconteceu na residência apostólica de Castel Gandolfo, a 30 quilômetros ao sul de Roma, onde Bento XVI vive desde que renunciou ao pontificado, em 28 de fevereiro, e para onde Francisco viajou dez dias após ser eleito pontífice.
O papa embarcou no Vaticano às 12h03 locais (8h03 de Brasília) em um helicóptero que aterrissou no heliporto da residência pontifícia 25 minutos depois.
Lá o esperava, apoiado em um bastão, Bento XVI, e ambos se abraçaram de forma 'belíssima', segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.
A imagem destes dois pontífices, ambos vestidos de branco, ficou para a história.
Bento XVI usava uma singela batina e um casaco brancos, enquanto Francisco também usava batina branca, sendo distinguido pela mantelete branca e uma faixa da mesma cor.
Eles foram de carro até o Palácio Apostólico, com Francisco do lado direito do automóvel, o lugar tradicional ocupado pelo papa, e Bento ficou à esquerda. À frente ia o prefeito regional da Casa Pontifícia e secretário do papa emérito, Georg Gänswein.
Já na residência, eles foram à capela para rezar. Bento XVI ofereceu o lugar de honra a Francisco, e este recusou dizendo 'somos irmãos'. Depois, ambos rezaram de joelhos no mesmo banco.
Após a oração, os papas se reuniram a sós na biblioteca privada, onde conversaram por 45 minutos.
Francisco presenteou Bento XVI com um quadro de Nossa Senhora da Humildade. Quando o entregou, o papa, que disse a Bento XVI: 'Me permita, quando o vi, pensei em ti por todos os exemplos de humildade e ternura que nos deu em seu pontificado'.
Depois do encontro a sós, eles almoçaram junto com os secretários Georg Gänswein e Alfred Xuereb. Após a refeição, Francisco retornou ao Vaticano e se despediu de Bento XVI no heliporto.
Ainda não foram divulgados os temas sobre os quais falaram, embora se saiba que Bento XVI ordenou que o dossiê sobre o Vatileaks - o escândalo de intrigas, enfrentamentos e supostos casos de corrupção no Vaticano - preparado por três cardeais fosse entregue diretamente ao futuro papa, ou seja, a Francisco.
Segundo o arcebispo Loris Capovilla, que foi secretário de João XXIII, Bento XVI também deixou para Francisco um dossiê de quase 300 páginas, escrito de próprio punho, sobre outros temas diferentes ao Vatileaks, disse o jornal italiano 'La Stampa'.
Sobre o Vatileaks, o porta-voz Lombardi confirmou há vários dias que o relatório já estava à disposição do papa Francisco.
Bento XVI criou na primavera do ano passado uma comissão formada por três cardeais para que averiguassem o vazamento e a publicação de documentos reservados do pontífice e do Vaticano.
Por esse caso foi detido, condenado e depois perdoado por Bento XVI aquele que foi seu mordomo, Paolo Gabriele.
Os três cardeais interrogaram mais de 30 pessoas, e entregaram toda a documentação em dezembro de 2012 ao agora papa emérito, que decidiu que a repassaria a seu sucessor.
Lombardi não descartou que durante as congregações preparatórias para o conclave (que definiu o argentino Jorge Mario Bergoglio como novo pontífice) os três cardeais informassem aos demais sobre o que verificaram, embora, segundo disseram à Agência Efe alguns dos participantes, entre eles o peruano Juan Luis Cipriani, receberam 'muito pouca' informação.
Esta foi a primeira vez que Bento XVI e Francisco se viram pessoalmente desde que o segundo se tornou pontífice, embora já tivessem conversado por telefone em várias ocasiões recentes.
Em todos os seus discursos, Francisco reservou palavras de afeto a Bento XVI, a quem sempre chama de 'meu antecessor, o querido e venerado papa Bento XVI'.
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sexta-feira, 22 de março de 2013

Nova técnica de tratamento contra câncer de próstata oferece menos efeitos colaterais

Segundo estudo, maioria dos homens submetidos à novidade manteve ereção após o tratamento


Uma pesquisa publicada na revista Lancet Oncology aponta uma nova técnica de tratamento contra o câncer de próstata que usa ondas de ultrassom concentradas só nas partes da próstata atingidas por tumores. A vantagem dessa novidade é que causa poucos efeitos colaterais em comparação ao tratamento tradicional.
A análise contou com 42 homens de idade entre 45 e 80 anos, com tumores localizados de grau inicial até agressivo. Todos foram submetidos a ressonâncias magnéticas. Por meio delas, foi possível identificar as regiões do órgão afetadas por tumores. Em seguida, deu-se início ao tratamento com ultrassom de alta frequência, que destrói o tecido doente pelo calor.
Os resultados mostraram que 90% dos homens que tinham ereção antes do tratamento mantiveram a função após os 12 meses de pesquisa, sendo que 14 indivíduos pertencentes a esse grupo precisavam da ajuda de remédios. Além disso, o tratamento não causou incontinência urinária.
Os dados são surpreendentes: 20% dos homens submetidos à radioterapia ou cirurgia de retirada da próstata sofrem disfunção erétil após o tratamento. A técnica padrão ainda causa problemas para conter a urina, que atingem de 30% a 70% dos pacientes.
No Brasil, a versão da máquina de ultrassom com foco de alta intensidade só pode ser encontrada no Hospital A. C. Camargo, em São Paulo. O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) tem um outro tipo de Hifu, usado para miomas e metástases ósseas. Após a descoberta e testes mais abrangentes, entretanto, deve aumentar a disponibilidade do novo tratamento.

Câncer de próstata: entenda os procedimentos quando a doença é descoberta

Segundo o urologista Ricardo La Roca, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, quando é detectado um câncer de próstata, o primeiro esforço é saber se o tumor está localizado, avançado ou metastático. Se está situado internamente, recorre-se à cirurgia, à radioterapia externa ou à braquiterapia, que também é uma forma de radioterapia.
Quando o tumor está avançado ou já existem metástases, o médico pode indicar o uso de hormônio e optar por fazer ou não a cirurgia e a radioterapia, dependendo de uma série de fatores.
A primeira opção de tratamento é a cirurgia, feita através de uma incisão no abdômen, abaixo do umbigo, pela qual a próstata é removida e, com ela, o tumor. O doente permanece no hospital por quatro ou cinco dias. A radioterapia externa é realizada através de múltiplas aplicações, uma por dia, de um feixe concentrado de irradiação que incide sobre a próstata.
É um tratamento prolongado, que se estende por seis ou sete semanas, mas um pouco mais simples do que a cirurgia, já que não envolve internação, nem anestesia. E por fim, o terceiro método é a braquiterapia, que consiste na colocação de agulhas na próstata do doente mantido sob leve anestesia, através das quais são inseridas sementes radioativas dentro da glândula.
A cirurgia é a opção de tratamento mais agressiva, pois é uma intervenção complexa. A radioterapia e a braquiterapia são procedimentos mais simples, embora a próstata permaneça no organismo e possa apresentar uma recidiva do tumor, além de manifestações obstrutivas como a hiperplasia benigna.
No caso do tratamento do câncer de próstata neste estado, a cirurgia pode acarretar impotência sexual por lesão dos feixes neurovasculares que passam ao lado da glândula, bem como incontinência urinária nos três primeiros meses. A opção radioterápica não leva à incontinência urinária, mas em alguns casos, pode causar algum déficit sobre a potência sexual.
No câncer de próstata, só é possível falar em cura, depois de 10 anos sem a doença. Quem sobrevive 5 anos provavelmente está curado, mas é preciso esperar 10 anos para a alta definitiva. Quando o tumor está dentro da próstata, com a cirurgia há cura entre 85% e 90% dos pacientes. Se já saiu da glândula, a eficiência do tratamento cai muito. Com a aplicação de radioterapia e braquiterapia, 70% dos pacientes estão curados, depois de 10 anos. Com o tratamento cirúrgico, a doença pode reaparecer em 10% a 15% dos casos. Quando isto ocorre, o urologista pode lançar mão de medicações antitumorais ou hormonais que controlarão a doença por outro longo período, se ela for diagnosticada a tempo.

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