quarta-feira, 27 de março de 2013

Estratégias para reduzir o açúcar do seu cardápio

 Cortar o refrigerante é o primeiro passo para moderar no consumo do alimento

Por Laura Tavares - atualizado em 21/03/2013

Em geral, quem está de dieta vive em pé de guerra com doces. Se, por um lado, é impossível evitá-los, por outro é muito difícil comê-los com moderação. Agora, entretanto, há mais um bom motivo para controlar a ingestão de açúcar. Um estudo da Stanford University School of Medicine, nos Estudos Unidos, descobriu que o diabetes pode estar diretamente ligado ao consumo desse alimento, independente do peso e do estilo de vida do indivíduo. Embora mais pesquisas sejam necessárias para comprovar a relação, sai ganhando quem, desde já adotar bons hábitos alimentares. Confira as principais medidas recomendadas por nutricionistas para não ultrapassar a recomendação diária de açúcar, que é de 200 calorias em uma dieta de 2.000 calorias por dia:
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Refrigerante - Foto Getty Images

Corte o refrigerante

"Abolir o refrigerante da alimentação é a primeira e mais eficiente medida para reduzir o consumo de açúcar", afirma a nutricionista Amanda Epifânio, do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), em São Paulo. Segundo a profissional, beber uma latinha de refrigerante todos os dias resulta na ingestão de um quilo de açúcar no fim do mês. Também devem ser evitados sucos de caixinha, que, apesar do nome, tem mais conservantes, açúcar e corante do que suco, de fato. "Para matar a sede, nada melhor do que água, sucos naturais diluídos ou isotônicos, quando se estiver praticando exercícios", complementa.
Frutas - Foto Getty Images

Escolha frutas como sobremesa durante a semana

Embora não sejam tão atraentes quanto uma torta de morango ou uma barra de chocolate, frutas são sempre a melhor opção de sobremesa no dia a dia, aponta a nutricionista Maria Fernanda Cortez, da clínica Nutri & Consult, em São Paulo. "Abacaxi e mamão, fontes das enzimas bromelina e papaína, respectivamente, são as mais indicadas para quem tem problemas digestivos já que elas facilitam o processo", explica. Como regra geral, entretanto, escolha as frutas que mais gosta e, claro, não adicione açúcar. Para não precisar passar vontade em festas de aniversário e outros eventos, vale escolher um único dia da semana para consumir variedades mais calóricas.
Alimentos processados - Foto Getty Images

Evite alimentos processados

O gosto salgado dos alimentos processados, como a salsicha, esconde a quantidade exorbitante de açúcar que eles contêm. "A aparência atraente e brilhante se dá graças ao açúcar, que forma uma espécie de calda em volta deles", alerta a nutricionista Amanda. Segundo ela, o açúcar também é bastante usado como conservante de alimentos. Para parecerem mais saudáveis, portanto, alguns produtos que adotam a estratégia anunciam serem livres de conservante, como se o açúcar fosse apenas mais um ingrediente de sua composição. Por isso, leia atentamente os rótulos e não se deixe enganar pelas propagandas.
Açúcar - Foto Getty Images

Maneire nas colheradas de açúcar

Algumas pessoas não são muito aficionadas por doces, mas não abdicam de um bom cafezinho e, sempre, com açúcar. No fim do dia, entretanto, todo aquele açúcar adicionado ao café, chás e outras bebidas pode resultar em um verdadeiro perigo para a saúde. Neste caso, reduza a ingestão da bebida ou ainda tente se acostumar ao seu sabor original. "Nosso paladar se adapta a determinados sabores e tende a rejeitar o que é diferente, por isso, reeduque-se para conhecer o verdadeiro gosto dos alimentos que, com o tempo, você começa a apreciar", recomenda a nutricionista Maria Fernanda. Uma dica é diminuir a adição de açúcar aos poucos para acostumar o paladar. Se usa três colheres de chá para adoçar o café, corte para duas e assim por diante até chegar a quantidade mínima.
Chiclete - Foto Getty Images

Engane a vontade com chiclete sem açúcar

Se mesmo comendo uma fruta depois do almoço não foi possível matar a vontade de comer algo doce, faça mais uma tentativa mascando chiclete sem açúcar. O sabor e a mastigação acabam enganando o desejo em muitas pessoas. "Só não é recomendado mascar chiclete de estômago vazio, pois isso leva à produção de ácido gástrico no estômago que, se estiver vazio, pode desencadear uma gastrite", explica a nutricionista Amanda.
Fast-food - Foto Getty Images

Diminua o consumo de fast-food

Mesmo evitando as opções industrializadas, nem sempre é possível conseguir uma refeição realmente saudável em um fast-food. Em alguns lugares, até mesmo a salada pode conter açúcar em função dos molhos que carregam. Além disso, dificilmente as lanchonetes têm à disposição temperos naturais. Para completar, a bebida que acompanha a refeição costuma ser suco de caixinha ou refrigerante, que, como mostrado, são riquíssimos em açúcar.

Priorize refeições em casa

Mesmo comendo em restaurantes que preparam a comida na hora, não é possível saber quais alimentos levam açúcar e em que quantidade. Por isso, dê sempre preferência a comer em sua própria casa, onde você pode ter maior controle, principalmente quando você cozinha. "Não se esqueça de usar temperos naturais e buscar produtos o mais naturais possível", recomenda a nutricionista Maria Fernanda.

segunda-feira, 25 de março de 2013

AULA DE ANATOMIA CORAÇÃO

Apesar de toda a sua potência, o coração, em forma de cone, é relativamente pequeno, aproximadamente do tamanho do punho fechado, cerca de 12 cm de comprimento, 9 cm de largura em sua parte mais ampla e 6 cm de espessura. Sua massa é, em média, de 250g, nas mulheres adultas, e 300g, nos homens adultos.


O coração fica apoiado sobre o diafragma, perto da linha média da cavidade torácica, no mediastino, a massa de tecido que se estende do esterno à coluna vertebral; e entre os revestimentos (pleuras) dos pulmões. Cerca de 2/3 de massa cardíaca ficam a esquerda da linha média do corpo. A posição do coração, no mediastino, é mais facilmente apreciada pelo exame de suas extremidades, superfícies e limites.
A extremidade pontuda do coração é o ápice, dirigida para frente, para baixo e para a esquerda. A porção mais larga do coração, oposta ao ápice, é a base, dirigida para trás, para cima e para a direita.



Limites do Coração: A superfície anterior fica logo abaixo do esterno e das costelas. A superfície inferior é a parte do coração que, em sua maior parte repousa sobre o diafragma, correspondendo a região entre o ápice e aborda direita. A borda direita está voltada para o pulmão direito e se estende da superfície inferior à base; a borda esquerda, também chamada borda pulmonar, fica voltada para o pulmão esquerdo, estendendo-se da base ao ápice. Como limite superior encontra-se os grandes vasos do coração e posteriormente a traquéia, o esôfago e a artéria aorta descendente.


Limites do Coração
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Camadas da Parede Cardíaca:


Pericárdio: a membrana que reveste e protege o coração. Ele restringe o coração à sua posição no mediastino, embora permita suficiente liberdade de movimentação para contrações vigorosas e rápidas. O pericárdio consiste em duas partes principais: pericárdio fibroso e pericárdio seroso.


O pericárdio fibroso superficial é um tecido conjuntivo irregular, denso, resistente e inelástico. Assemelha-se a um saco, que repousa sobre o diafragma e se prende a ele.
O pericárdio seroso, mais profundo, é uma membrana mais fina e mais delicada que forma uma dupla camada, circundando o coração. A camada parietal, mais externa, do pericárdio seroso está fundida ao pericárdio fibroso. A camada visceral, mais interna, do pericárdio seroso, também chamada epicárdio, adere fortemente à superfície do coração.

Saco Pericárdio
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Epicárdio: a camada externa do coração é uma delgada lâmina de tecido seroso. O epicárdio é contínuo, a partir da base do coração, com o revestimento interno do pericárdio, denominado camada visceral do pericárdio seroso.

Miocárdio: é a camada média e a mais espessa do coração. É composto de músculo estriado cardíaco. É esse tipo de músculo que permite que o coração se contraia e, portanto, impulsione sangue, ou o force para o interior dos vasos sangüíneos.

Endocárdio: é a camada mais interna do coração. É uma fina camada de tecido composto por epitélio pavimentoso simples sobre uma camada de tecido conjuntivo. A superfície lisa e brilhante permite que o sangue corra facilmente sobre ela. O endocárdio também reveste as valvas e é contínuo com o revestimento dos vasos sangüíneos que entram e saem do coração.


Clique aqui para ver a ilustração das Túnicas Cardíacas


Configuração Externa: o coração apresenta três faces e quatro margens:

FACES
Face Anterior (Esternocostal) - Formada principalmente pelo ventrículo direito.

Face Diafragmática (Inferior) - Formada principalmente pelo ventrículo esquerdo e parcialmente pelo ventrículo direito; ela está relacionada principalmente com o tendão central do diafragma.

Face Pulmonar (Esquerda) - Formada principalmente pelo ventrículo esquerdo; ela ocupa a impressão cárdica do pulmão esquerdo.

MARGENS
Margem Direita - Formada pelo átrio direito e estendendo-se entre as veias cavas superior e inferior.

Margem Inferior - Formada principalmente pelo ventrículo direito e, ligeiramente, pelo ventrículo esquerdo.

Margem Esquerda - Formada principalmente pelo ventrículo esquerdo e, ligeiramente, pela aurícula esquerda.

Margem Superior - Formada pelos átrios e pelas aurículas direita e esquerda em uma vista anterior; a parte ascendente da aorta e o tronco pulmonar emergem da margem superior, e a veia cava superior entra no seu lado direito. Posterior à aorta e ao tronco pulmonar e anterior à veia cava superior, a margem superior forma o limite inferior do seio transverso do pericárdio.

Externamente os óstios atrioventriculares correspondem ao sulco coronário, que é ocupado por artérias e veias coronárias, este sulco circunda o coração e é interrompido anteriormente pelas artérias aorta e pelo tronco pulmonar.

O septo interventricular na face anterior corresponde ao sulco interventricular anterior e na face diafragmática ao sulco interventricular posterior.

O sulco interventricular termina inferiormente a alguns centímetros do à direita do ápice do coração, em correspondência a incisura do ápice do coração.
O sulco interventricular anterior é ocupado pelos vasos interventriculares anteriores.

O sulco interventricular posterior parte do sulco coronário e desce em direção à incisura do ápice do coração.

Este sulco é ocupado pelos vasos interventriculares posteriores.

Configuração Interna:


O coração possui quatro câmaras: dois átrios e dois ventrículos. Os átrios (as câmaras superiores) recebem sangue; os ventrículos (câmaras inferiores) bombeiam o sangue para fora do coração.

Na face anterior de cada átrio existe uma estrutura enrugada, em forma de saco, chamada aurícula (semelhante a orelha do cão).

O átrio direito é separado do esquerdo por uma fina divisória chamada septo interatrial; o ventrículo direito é separado do esquerdo pelo septo interventricular.



Configuração Cardíaca Interna
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


ÁTRIO DIREITO

O átrio direito forma a borda direita do coração e recebe sangue rico em dióxido de carbono (venoso) de três veias: veia cava superior, veia cava inferior e seio coronário.

A veia cava superior, recolhe sangue da cabeça e parte superior do corpo, já a inferior recebe sangue das partes mais inferiores do corpo (abdômen e membros inferiores) e o seio coronário recebe o sangue que nutriu o miocárdio e leva o sangue ao átrio direito.

Enquanto a parede posterior do átrio direito é lisa, a parede anterior é rugosa, devido a presença de cristas musculares, chamados músculos pectinados.

O sangue passa do átrio direito para ventrículo direito através de uma válvula chamada tricúspide (formada por três folhetos - válvulas ou cúspides).

Na parede medial do átrio direito, que é constituída pelo septo interatrial, encontramos uma depressão que é a fossa oval.

Anteriormente, o átrio direito apresenta uma expansão piramidal denominada aurícula direita, que serve para amortecer o impulso do sangue ao penetrar no átrio.

Os orifícios onde as veias cavas desembocam têm os nomes de óstios das veias cavas.

O orifício de desembocadura do seio coronário é chamado de óstio do seio coronário e encontramos também uma lâmina que impede que o sangue retorne do átrio para o seio coronário que é denominada de válvula do seio coronário.


ÁTRIO ESQUERDO

O átrio esquerdo é uma cavidade de parede fina, com paredes posteriores e anteriores lisas, que recebe o sangue já oxigenado; por meio de quatro veias pulmonares. O sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo, através da valva bicúspide (mitral), que tem apenas duas cúspides.

O átrio esquerdo também apresenta uma expansão piramidal chamada aurícula esquerda.


VENTRÍCULO DIREITO

O ventrículo direito forma a maior parte da superfície anterior do coração. O seu interior apresenta uma série de feixes elevados de fibras musculares cardíacas chamadas trabéculas carnosas.

No óstio atrioventricular direito existe um aparelho denominado valva tricúspide que serve para impedir que o sangue retorne do ventrículo para o átrio direito. Essa valva é constituída por três lâminas membranáceas, esbranquiçadas e irregularmente triangulares, de base implantada nas bordas do óstio e o ápice dirigido para baixo e preso ás paredes do ventrículo por intermédio de filamentos.

Cada lâmina é denominada cúspide. Temos uma cúspide anterior, outra posterior e outra septal.

O ápice das cúspides é preso por filamentos denominados cordas tendíneas, as quais se inserem em pequenas colunas cárneas chamadas de músculos papilares.

A valva do tronco pulmonar também é constituída por pequenas lâminas, porém estas estão dispostas em concha, denominadas válvulas semilunares (anterior, esquerda e direita).


No centro da borda livre de cada uma das válvulas encontramos pequenos nódulos denominados nódulos das válvulas semilunares (pulmonares).


VENTRÍCULO ESQUERDO

O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração. No óstio atrioventricular esquerdo, encontramos a valva atrioventricular esquerda, constituída apenas por duas laminas denominadas cúspides (anterior e posterior). Essas valvas são denominadas bicúspides. Como o ventrículo direito, também tem trabéculas carnosas e cordas tendíneas, que fixam as cúspides da valva bicúspide aos músculos papilares.

O sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo através do óstio atrioventricular esquerdo onde localiza-se a valva bicúspide (mitral). Do ventrículo esquerdo o sangue sai para a maior artéria do corpo, a aorta ascendente, passando pela valva aórtica - constituída por três válvulas semilunares: direita, esquerda e posterior. Daí, parte do sangue flui para as artérias coronárias, que se ramificam a partir da aorta ascendente, levando sangue para a parede cardíaca; o restante do sangue passa para o arco da aorta e para a aorta descendente (aorta torácica e aorta abdominal). Ramos do arco da aorta e da aorta descendente levam sangue para todo o corpo.

O ventrículo esquerdo recebe sangue oxigenado do átrio esquerdo. A principal função do ventrículo esquerdo é bombear sangue para a circulação sistêmica (corpo). A parede ventricular esquerda é mais espessa que a do ventrículo direito. Essa diferença se deve à maior força necessária para bombear sangue para a circulação sistêmica.
Grandes Vasos Cardíacos
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Ciclo Cardíaco

Um ciclo cardíaco único inclui todos os eventos associados a um batimento cardíaco. No ciclo cardíaco normal os dois átrios se contraem, enquanto os dois ventrículos relaxam e vice versa. O termo sístole designa a fase de contração; a fase de relaxamento é designada como diástole.



Quando o coração bate, os átrios contraem-se primeiramente (sístole atrial), forçando o sangue para os ventrículos. Um vez preenchidos, os dois ventrículos contraem-se (sístole ventricular) e forçam o sangue para fora do coração.

Valvas na Diástole Ventricular
Dinamismo das Valvas
Valvas na Sístole Ventricular


Para que o coração seja eficiente na sua ação de bombeamento, é necessário mais que a contração rítmica de suas fibras musculares. A direção do fluxo sangüíneo deve ser orientada e controlada, o que é obtido por quatro valvas já citadas anteriormente: duas localizadas entre o átrio e o ventrículo - atrioventriculares (valva tricúspide e bicúspide); e duas localizadas entre os ventrículos e as grandes artérias que transportam sangue para fora do coração - semilunares (valva pulmonar e aórtica).

Complemento: As valvas e válvulas são para impedir este comportamento anormal do sangue, para impedir que ocorra o refluxo elas fecham após a passagem do sangue.


Sístole é a contração do músculo cardíaco, temos a sístole atrial que impulsiona sangue para os ventrículos. Assim as valvas atrioventriculares estão abertas à passagem de sangue e a pulmonar e a aórtica estão fechadas. Na sístole ventricular as valvas atrioventriculares estão fechadas e as semilunares abertas a passagem de sangue.

Sístole Ventrícular - Ação das Valvas Átrio-ventriculares
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Diástole é o relaxamento do músculo cardíaco, é quando os ventrículos se enchem de sangue, neste momento as valvas atrioventriculares estão abertas e as semilunares estão fechadas.

Diástole Ventrícular - Ação das Valvas Átrio-ventriculares
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Em conclusão disso podemos dizer que o ciclo cardíaco compreende:
                        1- Sístole atrial
                        2- Sístole ventricular
                        3- Diástole ventricular




Vascularização: a irrigação do coração é assegurada pelas artérias coronárias e pelo seio coronário.

As artérias coronárias são duas, uma direita e outra esquerda. Elas têm este nome porque ambas percorrem o sulco coronário e são as duas originadas da artéria aortas.

Esta artéria, logo depois da sua origem, dirige-se para o sulco coronário percorrendo-o da direita para a esquerda, até ir se anastomosar com o ramo circunflexo, que é o ramo terminal da artéria coronária esquerda que faz continuação desta circundado o sulco coronário.

A artéria coronária direita: da origem a duas artérias que vão irrigar a margem direita e a parte posterior do coração, são ela artéria marginal direita e artéria interventricular posterior.

A artéria coronária esquerda, de início, passa por um ramo por trás do tronco pulmonar para atingir o sulco coronário, evidenciando-se nas proximidades do ápice da aurícula esquerda.

Logo em seguida, emite um ramo interventricular anterior e um ramo circunflexo que da origem a artéria marginal esquerda.

Na face diafragmática as duas artéria se anastomosam formando um ramo circunflexo.

O sangue venoso é coletado por diversas veias que desembocam na veia magna do coração, que inicia ao nível do ápice do coração, sobe o sulco interventricular anterior e segue o sulco coronário da esquerda para a direita passando pela face diafragmática, para ir desembocar no átrio direito.

A porção terminal deste vaso, representada por seus últimos 3 cm forma uma dilatação que recebe o nome de seio coronário.

O seio coronário recebe ainda a veia média do coração, que percorre de baixo para cima o sulco interventricular posterior e a veia pequena do coração que margeia a borda direita do coração.

Há ainda veias mínimas, muito pequenas, as quais desembocam diretamente nas cavidades cardíacas.

Inervação:

A inervação do músculo cardíaco é de duas formas: extrínseca que provém de nervos situados fora do coração e outra intrínseca que constitui um sistema só encontrado no coração e que se localiza no seu interior.

A inervação extrínseca deriva do sistema nervoso autônomo, isto é, simpático e parassimpático.

Do simpático, o coração recebe os nervos cardíacos simpáticos, sendo três cervicais e quatro ou cinco torácicos.

As fibras parassimpáticas que vão ter ao coração seguem pelo nervo vago (X par craniano), do qual derivam nervos cardíacos parassimpáticos, sendo dois cervicais e um torácico.

Fisiologicamente o simpático acelera e o parassimpático retarda os batimentos cardíacos.

A inervação intrínseca ou sistema de condução do coração é a razão dos batimentos contínuos do coração. É uma atividade elétrica, intrínseca e rítmica, que se origina em uma rede de fibras musculares cardíacas especializadas, chamadas células auto-rítmicas (marca passo cardíaco), por serem auto-excitáveis.

A excitação cardíaca começa no nodo sino-atrial (SA), situado na parede atrial direita, inferior a abertura da veia cava superior. Propagando-se ao longo das fibras musculares atriais, o potencial de ação atinge o nodo atrioventricular (AV), situado no septo interatrial, anterior a abertura do seio coronário. Do nodo AV, o potencial de ação chega ao feixe atrioventricular (feixe de His), que é a única conexão elétrica entre os átrios e os ventrículos. Após ser conduzido ao longo do feixe AV, o potencial de ação entra nos ramos direito e esquerdo, que cruzam o septo interventricular, em direção ao ápice cardíaco. Finalmente, as miofibras condutoras (fibras de Purkinge), conduzem rapidamente o potencial de ação, primeiro para o ápice do ventrículo e após para o restante do miocárdio ventricular.



Sistema Elétrico do Coração
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.




Localização do Coração Humano


O coração é um dos órgãos vitais no corpo humano. Muitas vezes encontramos médicos aconselham-nos sobre a manutenção da saúde cardíaca adequada, mantendo a pressão arterial sob controle, ter uma dieta adequada, mantendo peso adequado, etc Então, você deve estar se perguntando quais são as funções do coração? Qual é a localização exata do coração humano no corpo? Vamos ter um breve panorama sobre o coração antes de encontrar respostas para estas perguntas.

Resumo do Coração Humano

O coração humano é um órgão pequeno, de forma semelhante a uma pêra de cabeça para baixo. Grosso modo, o tamanho do coração humano é aproximadamente o tamanho do punho da pessoa. O peso do coração humano pode ser qualquer coisa entre 200-400 gramas. O coração humano é dividido em 4 câmaras ou partes: os dois ventrículos (parte inferior) e dois átrios (parte superior). O coração desempenha um papel importante na circulação sanguínea, por bombeamento sangue desoxigenado para os pulmões, e fornecimento de sangue oxigenado dos pulmões para outras partes do corpo. Se você der uma olhada no diagrama do coração, você vai descobrir que existem caminhos diferentes, como a válvula tricúspide, a válvula mitral, a válvula aórtica e da válvula pulmonar através do qual o sangue flui para a purificação. Vamos dar uma olhada em informações sobre a localização do coração humano no corpo.

Localização Coração Humano

Em termos mais simples, se deseja saber onde está localizado o seu coração, em seguida, notar que ele está localizado na parte superior do corpo, do lado esquerdo do peito. O coração humano é colocada em ligeiramente para a esquerda ou meio do peito, mesmo atrás do esterno e em frente da coluna vertebral. Em suma, o coração humano está localizado anterior à coluna vertebral nas costas, e posterior ao esterno no peito. Portanto, em termos científicos pode-se dizer que o coração está localizado sub-esternal centro, torácica, e superior para o estômago. Se você der uma olhada na anatomia do coração humano e do corpo humano, você vai descobrir que o coração está localizado entre os dois pulmões. Sabendo o local do coração humano também irá ajudar na compreensão apropriada do sistema circulatório e da função dos pulmões.

Em 99% dos casos, o coração está localizado no lado esquerdo do peito. No entanto, de acordo com fatos cardíacas humanas, em casos raros, o coração pode também ser encontrado no lado direito do peito. Esta condição é conhecida como dextrocardia. Dextrocardia é dividido em dois tipos: dextrocardia de prisão embrionário, e dextrocardia com situs inversus. No primeiro tipo, o coração está localizado no extremo direito do peito, na posição semelhante à encontrada no lado esquerdo. Considerando que, no outro tipo, isto é, no caso de dextrocardia com situs inversus, o coração no direito é a imagem de espelho da estrutura do coração no lado esquerdo. Juntamente com a localização anormal de coração, existem vários outros defeitos encontrados nestas pessoas. No entanto, deve notar-se que a possibilidade de o coração a ser localizado no lado direito é muito raro.

Os batimentos cardíacos ou bombas 72 vezes / min, que é conhecido como o ritmo cardíaco normal. Frequência cardíaca anormalmente rápida, ie, mais de 100 batimentos por minuto, é conhecido como taquicardia. Pelo contrário, a frequência cardíaca anormalmente lenta é conhecido como bradicardia. Heartbeats ou até mesmo palpitações pode ser sentida no peito, pescoço e garganta.

Espero que você tenha obtido informações satisfatórias sobre a localização do coração humano. Você também pode dar uma olhada no diagrama marcado do coração humano para saber mais sobre a anatomia do coração humano local, e as funções. Por último, lembre-se que seguir uma dieta adequada, fazer exercícios regularmente e manter um estilo de vida adequado ajuda a manter as doenças cardíacas na baía. Tome cuidado!

Anatomia Geral do Coração


A base do coração é formada pelos átrios D/E que ficam separados dos ventrículos por um sulco coronário circundante, que contém os principais troncos dos vasos coronários.
Os átrios unem-se em uma formação em U que envolve a origem da Aorta, a formação é interrompida onde cada átrio termina em um apêndice livre, a aurícula.
Os ventrículos constituem uma parte muito maior do coração e possuem as paredes mais firmes devido a sua maior espessura, possuem sulcos internos que seguem em direção ao ápice (sulco paraconal e sulco subsinuoso), ambos conduzem vasos que acompanham as bordas do septo interventricular.
Os vasos coronários estendem-se por uma certa distância sobre a superfície ventricular.
Coração
O Átrio Direito
Forma uma câmara (seio venoso), onde desembocam as principais veias sistêmicas. A Veia Cava Caudal entra na parte caudodorsal desta câmara acima da veio muito menor (seio coronário) que drena o coração. A Veia Cava Cranial abre-se craniodorsalmente na crista terminal. O interior do átrio é liso entre as entradas venosas, seu teto penetra entra as aberturas das cavas, sendo denteado pela passagem de veias pulmonares que retornam sobre o átrio direito e entram no átrio esquerdo. No interior da aurícula teremos uma série de cristas (músculos pectinados), que se ramificam da crista terminal, marcando o limite entre a aurícula e o principal compartimento.
O Átrio Esquerdo
Possui forma semelhante, recebe as veias pulmonares que entram, separadamente ou em grupos, em dois ou três locais. A aurícula é semelhante à do lado direito.
O Ventrículo Direito
Tem forma de meia lua em corte transversal. É dividido por um feixe muscular (crista supraventricular), que se projeta do teto cranial ao óstio atrioventricular. A principal parte da câmara situa-se sob esta grande abertura alongada, enquanto o prolongamento à esquerda, o cone arterial, leva diretamente à saída circular muito menos no tronco pulmonar. A valva atrioventricular direita (tricúspide) é compostas de três abas ou cúspides que se unem a um anel fibroso que circunda a abertura.
As cúspides fundem-se em sua fixação, mas separam-se ao centro da abertura, onde suas bordas livres são espessas e irregulares. Cada cúspide é unida por estrias (cordas tendíneas) que descem pela cavidade ventricular e inserem-se em projeções das paredes (músculos papilares). Este arranjo impede a eversão das cúspides para o átrio durante a contração ventricular (sístole). A luz do ventrículo é atravessada por uma faixa fina de músculo (trabécula septomarginal) que liga a parede septal a parede externa. Proporciona um caminho mais curto para um feixe de tecido condutor, assegurando assim uma contração simultânea de todas as partes do ventrículo. Uma posterior modificação do músculo é produzida pelas muitas cristas irregulares (trabéculas cárneas), que conferem a parte inferior da parede um aspecto esponjoso. Essas trabéculas reduzem a turbulência sangüínea. A abertura no tronco pulmonar situa-se em um nível mais dorsal que o óstio atrioventricular e é cranial a origem da aorta. É fechada durante o relaxamento ventricular (diástole) pelo refluxo sangüíneo, forçando simultaneamente as três cúspides que constituem a valva pulmonar. As cúspides são semilunares e côncavas no lado arterial ajustando-se quando a valva se fecha.
O Ventrículo Esquerdo
Coração
( clique para ampliar )
É circular ao corte e forma o ápice do coração como um todo. Sua parede á muito mais espessa com relação ao Ventrículo Direito, de acordo com o trabalho maior que desempenha. A valva atrioventricular esquerda (bicúspide ou mitral), eu fecha o óstio atrioventricular, possui duas cúspides principais comparável à do lado direito.
A saída para a Aorta assume uma posição mais central no coração. A valva aórtica, geralmente semelhante à valva pulmonar, apresenta uma orientação diferente de suas cúspides. Os espessamentos nodulares nas bordas livres das cúspides aórticas são conspícuos.
Luiz Bolfer
Fonte: br.geocities.com
Coração

Localização do Coração

Antes de descrever a anatomia do coração, é desejável rever brevemente algumas das características anatômicas da cavidade torácica a os órgãos nela contidos. O tórax constitui-se na porção mais superior do tronco e é dividido da porção inferior, que é o abdome, por uma camada muscular chamada diafragma.
As costelas são a proteção óssea que resguarda tanto o coração como os pulmões de possíveis traumas físicos externos. As costelas originam-se a partir das vértebras torácicas unindo-se anteriormente ao osso esterno. Este osso tem características especiais, pois permite a mobilidade das costelas e a expansão torácica durante a inspiração.
Os órgãos e estruturas contidas no interior da cavidade torácica, além do coração, são os seguintes:
Os pulmões - são em número de dois, o direito contém três lobos e o esquerdo dois. Sua função é realizar a troca de gases (respiração), função essencial para a sobrevivência.
O timo - é uma glândula de importância para o sistema imunológico e que praticamente desaparece depois dos 12 anos de idade, ficando em seu lugar uma pequena camada fina de tecido gorduroso. Localiza-se anteriormente aos grandes vasos que deriva do coração.
Os grandes vasos: são os vasos de maior calibre que deixam ou levam o sangue do coração. Os principais são: veias subclávias direita e esquerda. veias cavas superior e inferior, artéria pulmonar, aorta, tronco braqui-cefálico (crista aórtica), artérias subclávias direita e esquerda e artérias carótidas direita e esquerda.
Coração
(clique para ampliar)
Posteriormente ao coração, no centro do tórax, no sentido longitudinal, passa o esôfago. O espaço existente centralmente entre os pulmões é chamado mediastino.
O coração é um órgão muscular oco em forma de cone, contendo quatro câmaras internas e que fica posicionado dentro do saco pericárdico e abrigado bilateralmente pelos pulmões. Normalmente sua posição é inclinada a mais ou menos 30 graus para a esquerda e para baixo. É envolvido externamente pelo pericárdio e dentro deste envoltório é secretado um fluido que tem a finalidade de evitar o atrito do coração dentro do saco pericárdico, assim que o coração trabalha.
O coração recebe o sangue venoso através das veias cavas inferior e superior, e ejeta o sangue oxigenado através da aorta.

Miocárdio

O miocárdio é o nome do músculo que forma o coração. Trata-se de um tecido composto de células musculares estriadas especializadas que o diferem do tecido muscular esquelético, por exemplo. Esta diferença está na capacidade de contrair-se e relaxar-se rapidamente, algo que não acontece nos músculos esqueléticos. Cada célula do miocárdio possui um núcleo central, uma membrana plasmática chamada de sarcolema, e numerosas fibras musculares (miofibrilas) que são separadas por variáveis quantidades de sarcoplasma. A unidade miocárdica funcional é chamada de sarcômero.
É nesta unidade funcional de contração que reside a diferença entre uma fibra muscular miocárdica e uma esquelética. Para que aconteça o fenômeno da contração, é preciso existir condições favoráveis, como uma ótima irrigação e aporte eletrolítico adequado. Estas condições são providas através de uma irrigação otimizada, o que verifica-se pela alta capilarização entre as inúmeras fibras miocárdicas.
Coração
Abertura do Ventrículo Esquerdo
A camada mais externa do miocárdio é chamada de epicárdio. Sua função é revestir o miocárdio, delimitando-o como se fosse uma bainha, ou capa. Internamente, a camada que delimita o miocárdio, é chamada de endocárdio. A característica deste tecido é semelhante ao endotélio que reveste os vasos sanguíneos.

Os Átrios

Os átrios são as câmaras cardíacas superiores. Ambos os átrios são constituídos por uma camada miocárdica de espessura fina. Uma camada muscular chamada de septo, divide o átrio direito do átrio esquerdo. O átrio direito comunica-se lateralmente com as veias cavas inferior e superior. Inferiormente, comunica-se com o ventrículo direito, sendo separado pela válvula tricúspide. Na porção posterior superior do átrio direito está localizado o nodo sino-atrial que é o marca-passo natural, estrutura que rege os batimentos normais do coração.
Coração
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O átrio esquerdo comunica-se posteriormente com as quatro veias pulmonares e inferiormente com o ventrículo esquerdo, sendo separado pela válvula mitral. A função dos átrios é receber o sangue e conduzí-lo para os ventrículos.

Ventrículos

Os ventrículos são as câmaras cardíacas inferiores. Como os átrios, são em número de dois. No lado direito, o ventrículo se comunica com o átrio direito através da válvula tricúspide e com o tronco da artéria pulmonar através da válvula pulmonar.
A parede muscular no ventrículo direito (VD) é mais espessa do que a parede dos átrios. Isso se deve ao esforço que o ventrículo realiza durante a contração. A cada contração o VD tem que vencer a resistência apresentada pela artéria pulmonar; essa resistência é traduzida por uma pressão. Um camada muscular chamada de septo interventricular separa os dois ventrículos.
Coração
O ventrículo esquerdo (VE) se comunica com o átrio esquerdo através da válvula mitral e com a aorta através da válvula aórtica. A parede do VE é duas vezes mais espessa que a parede do VD porque a pressão de resistência encontrada pelo VE na aorta é muito mais alta. O trabalho ventricular é diferente em cada lado. No lado direito, o VD irriga os pulmões e no lado esquerdo, o VE irriga todos os órgãos.
De dentro dos ventrículos surgem as fibras tendinosas onde se inserem as cordoalhas das válvulas de entrada, do lado direito a válvula tricúspide e do lado esquerdo a válvula mitral. Durante a contração ventricular estas fibras se distendem e dão a sustentação necessária para segurar os folhetos das válvulas, evitando o retorno do sangue para os átrios.

Válvulas Cardíacas

As válvulas cardíacas são estruturas de material fibroso posicionadas na entrada e saída de ambos os ventrículos. As válvulas cardíacas são assim denominadas:

Válvula Tricúspide

É uma válvula posicionada entre o átrio e o ventrículo direito. Possui três folhetos que se fecham no início da contração ventricular, evitando que o sangue retorne do ventrículo ao átrio direito. Os folhetos são sustentados em forma de um guarda-chuva pelas cordoalhas tendinosas. As cordoalhas são fibras miocárdicas altamente resistentes que se originam do interior do VD.

Válvula Pulmonar

É a válvula posicionada na saída do fluxo sanguíneo do VD para o tronco da artéria pulmonar. Seus folhetos se fecham no final da contração ventricular, evitando que o sangue que atingiu a AP retorne para o VD. O diâmetro dessa válvula é menor do que a válvula tricúspide.

Vávula Mitral

É a válvula posicionada entre o átrio e o ventrículo esquerdo. Sua função é a de evitar o refluxo de sangue do ventrículo para o átrio esquerdo. Como acontece no lado direito com a válvula tricúspide, a válvula mitral se fecha no início da contração ventricular. A sustentação dos folhetos se dá graças às cordoalhas tendinosas que se originam no interior do VE.

Válvula Aórtica

É a válvula posicionada na saída do VE para a aorta. O fechamento dos folhetos desta válvula ocorre no final da contração ventricular com a função de evitar que o sangue que foi para a aorta retorne para o VE.
Corte transversal expondo as válvulas cardíacas. Válvulas de entrada em posição aberta e válvulas de saída em posição fechada.
1. Válvula Trícúspide
2. Válvula Pulmonar
3. Válvula Mitral
4. Válvula Aórtica
É importante notar que tanto as válvulas de entrada, bem como as de saída, em condições normais, se fecham em perfeita sincronia a cada batimento cardíaco.

Sistema de Condução

O sistema de condução elétrica do coração é uma das mais maravilhosas estruturas do corpo humano. Enquanto dormimos, conversamos, caminhamos, corremos ou realizamos qualquer atividade, o nosso coração não pára de funcionar. Para entender a grandiosidade deste fenômeno, que ocorre a cada segundo de nossa vida, é preciso parar e refletir no quanto dependemos do mesmo para nos mantermos vivos.

Estruturas do Sistema de Condução

1. Nodo Sinoatrial - fica localizado na região superior do átrio direito, tem a função de marca-passo do coração, isto é, comanda o ritmo e frequência do coração.
2. Feixes Internodais - são ramificações que derivam do nodo sino-atrial que têm a finalidade de conduzir o estímulo elétrico até o nodo átrio-ventricular. Para o átrio esquerdo existe o ramo de Bachman que faz com que o estímulo se dissipe nesta região, fazendo com que os dois átrios se contraiam simultaneamente.
3. Nodo Átrio-Ventricular - fica localizado no assoalho do átrio direito.
Fonte: www.unifesp.br

Coração - anatomia e fisiologia

Aspecto e localização

O coração é um órgão oco de paredes musculosas, situado no centro do tórax, entre os dois pulmões e por trás do osso esterno, num espaço denominado mediastino. Tem a forma de um cone irregular e encontra-se numa posição oblíqua. A base está direccionada para cima e para a direita, enquanto que o vértice aponta para baixo e para a esquerda. A face inferior está apoiada sobre o diafragma, músculo que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal.O tamanho do coração corresponde aproximadamente ao da mão fechada da própria pessoa - porém, pode variar segundo a idade, o sexo, as características físicas e até os hábitos de vida de cada um, sendo um pouco maior nos homens, especialmente nos que têm uma constituição física forte e nos que praticam desporto, e mais pequeno nas mulheres, em particular nas que apresentam uma constituição mais fraca e nas que levam uma vida mais sedentária. Em média, o coração pesa cerca de 280 g nos homens e cerca de 230 g nas mulheres.

Estrutura interna

No interior do coração existem dois septos de tecido muscular e membranoso, um vertical e um horizontal, os quais determinam quatro compartimentos cardíacos diferentes. O septo vertical atravessa o coração desde a sua base até cima e divide-o em duas metades, a direita e a esquerda, normalmente incomunicáveis entre si. O septo horizontal, por seu lado, separa as duas cavidades superiores, denominadas aurículas, dos compartimentos inferiores, designados ventrículos, mas apresenta orifícios que permitem a comunicação das aurículas com o ventrículo do seu lado.Aurículas. As duas aurículas ocupam apenas uma pequena porção do coração e estão situadas na parte superior do órgão. Estão separadas entre si pelo septo vertical, designado de septo interauricular, e dos respectivos ventrículos pelo septo horizontal, denominado septo auriculoventricular. A sua missão é acolher o sangue que lhes chega através das veias, desde os pulmões e restante organismo, para imediatamente impulsioná-lo para os respectivos ventrículos.A aurícula direita apresenta dois orifícios por onde entram a veia cava superior e a veia cava inferior, que conduzem o sangue pobre em oxigénio, proveniente de todo o organismo, para o coração. A parte inferior comunica com o ventrículo direito através de um orifício composto por uma válvula que apenas deixa passar o sangue em direcção ao ventrículo.A aurícula esquerda apresenta quatro pequenos orifícios, por onde entram as quatro veias pulmonares que trazem para o coração o sangue já oxigenado nos pulmões. A parte inferior comunica com o ventrículo esquerdo através de um orifício igualmente composto por uma válvula unidireccional.Ventrículos. Os dois ventrículos constituem grande parte do coração e estão situados na parte inferior do órgão, separados entre si pelo septo vertical, que aqui se designa septo interventricular. A sua missão é receber o sangue das respectivas aurículas, de modo a impulsioná-lo imediatamente para as artérias que o levarão até aos pulmões e a todo o organismo. Cada um dos ventrículos está separado da aurícula do seu lado pelo septo horizontal, comunicando entre si pela correspondente válvula.O ventrículo direito apresenta um orifício de saída que comunica com a artéria pulmonar, a qual pouco depois de abandonar o coração se divide em duas ramificações, encarregues de transportar o sangue pobre em oxigénio até aos dois pulmões para que se abasteça deste precioso gás.O ventrículo esquerdo, o maior e com paredes mais musculosas, apresenta um orifício de saída que comunica com a artéria aorta, na qual entra o sangue previamente oxigenado nos pulmões para, então, ser levado a todo o organismo.

Parede cardíaca

As paredes do coração são formadas por três camadas:• A camada mais interna denomina-se endocárdio, uma fina e delicada túnica de tecido epitelial que reveste por completo as aurículas, os ventrículos e as válvulas cardíacas.• A camada intermédia é o miocárdio, ou seja, o músculo cardíaco a que corresponde a maioria da espessura da parede do coração. Este tecido é formado por inúmeras estruturas de fibras musculares estriadas, semelhantes às que constituem os músculos esqueléticos, mas que ao contrário destas não são controladas pela vontade. • A camada externa é o epicárdio, uma fina membrana serosa que reveste exteriormente todo o órgão e que faz parte do saco que envolve o coração, fixando-o no seu sítio, denominado pericárdio

Válvulas cardíacas

O sangue circula pelo interior do coração num único sentido, ou seja, desde cada aurícula até ao respectivo ventrículo e daí até à artéria correspondente, quer seja a pulmonar, no lado direito, ou a aorta, no esquerdo. Esta circulação unidireccional, indispensável para o bom funcionamento cardíaco, é garantida por um sistema de válvulas que permite a passagem do sangue de um sector para o outro, impedindo ao mesmo tempo o seu refluxo.Válvulas auriculoventriculares. A passagem do sangue da aurícula para o ventrículo de cada lado é regulada por um sofisticado aparelho valvular. Cada uma destas válvulas é formada por pequenos folhetos de forma trapezoidal ou triangular, denominados valvas, cuja base é inserida num anel fibroso que rodeia o orifício de comunicação auriculoventricular. As bordas livres destas valvas projectam-se para o centro do orifício, para que fiquem sobrepostas, cobrindo-o por completo. De modo a assegurar a sua função, pende da parte inferior uma série de longas fibras resistentes, denominadas cordas tendinosas, que se inserem nos músculos papilares das paredes do ventrículo. Quando a aurícula se contrai, as valvas projectam-se para o ventrículo, desbloqueando o orifício e permitindo, assim, a passagem da corrente sanguínea até à cavidade ventricular. Uma vez o ventrículo cheio, as valvas regressam à sua posição anterior, fechando hermeticamente o orifício, ao mesmo tempo que os músculos papilares se contraem e esticam as cordas tendinosas, de modo a impedir que se projectem até ao interior da aurícula, evitando o refluxo durante a contracção ventricular.Existem duas válvulas aurículoventriculares, uma em cada lado do coração:• A válvula auriculoventricular direita ou válvula tricúspide, assim denominada por conter três valvas.• A válvula auriculoventricular esquerda ou válvula mitral, assim designada por ser formada por duas valvas principais e pelo seu aspecto recordar a mitra que cobre a cabeça de certas dignidades eclesiásticas.Válvulas aórtica e pulmonar. Estas duas válvulas, denominadas em conjunto válvulas semilunares ou sigmóides, encontram-se nos orifícios que permitem a comunicação entre o ventrículo esquerdo e a artéria aorta e o ventrículo direito e a artéria pulmonar, respectivamente, deixando passar apenas o fluxo sanguíneo do ventrículo para a correspondente artéria. Cada válvula é formada por três pequenas valvas de forma semiesférica, com a convexidade orientada para o ventrículo, cuja base está fixada à parede arterial e cujo bordo livre é móvel. Por cima da inserção de cada uma das duas válvulas existem pequenas dilatações, conhecidas como seios aórticos e seios pulmonares, respectivamente, cuja função é muito importante, pois quando o ventrículo se contrai impulsiona o sangue com força até às valvas, fazendo com que estas o projectem até à artéria, o que permite a passagem da corrente sanguínea; então, o sangue acumula-se nos seios, impedindo que adiram às paredes arteriais, e quando a contracção acaba o próprio peso do sangue acumulado nos seios faz com que as valvas regressem à sua posição original, de modo a obstruirem a passagem do sangue na direcção contrária. Além disso, é nos seios aórticos que se encontram os orifícios de saída das artérias coronárias, as artérias que irrigam o coração.

Pericárdio

O pericárdio é um saco fibroso, ou seja, uma espécie de bolsa resistente que envolve todo o coração e que constitui a base dos grandes vasos que saem do órgão, protegendo o conjunto e mantendo-o no seu sítio através de fixações que o unem ao diafragma e à parede anterior do tórax. Na verdade, trata-se de um saco duplo, pois é formado por duas camadas bem distintas. A camada externa é constituída por um tecido fibroso duro, denominado pericárdio fibroso. Por outro lado, a camada interna é uma membrana delgada, transparente e mole, denominada pericárdio seroso, que reveste completamente o interior da camada externa e logo se reflecte para recobrir o exterior do coração, ao qual está intimamente unida, pois constitui a sua camada externa, o epicárdio. O conjunto formado pelo pericárdio fibroso e pelo folheto de pericárdio seroso, que reveste o seu interior, denomina-se pericárdio parietal, enquanto que o folheto de pericárdio seroso que reveste o exterior do coração se designa pericárdio visceral.É possível detectar entre as duas camadas um espaço fechado, a cavidade pericárdica, onde existe uma delgada camada de líquido lubrificante, o líquido pericárdico, segregado pelo pericárdio seroso. A função deste líquido é evitar os atritos e as fricções das paredes do coração com o saco duro que o envolve durante as suas contínuas dilatações e contracções. Existem diversas patologias inflamatórias e infecciosas que podem provocar um aumento da quantidade de líquido pericárdico, ou seja, um derrame pericárdico, originando alguma dificuldade nos movimentos do coração, o que pode colocar em perigo o seu funcionamento. Nestes casos, uma das soluções é drenar o excesso através de uma punção efectuada pela parede do tórax.

Automatismo cardíaco

Ao contrário do resto dos músculos estriados do corpo, pertencentes ao aparelho locomotor, a actividade do tecido miocárdico não é controlada pela vontade, pois os estímulos eléctricos responsáveis pelo funcionamento do músculo cardíaco geram-se espontânea e ritmicamente em algumas das suas próprias fibras, propagando-se aos restantes de maneira a garantir a contracção e a dilatação sequencial dos diferentes compartimentos. O sistema nervoso, embora possa acelerar ou reduzir a actividade cardíaca, devido à sua influência, não pode desencadeá-la, pois o coração é um órgão funcionalmente autónomo.Na verdade, as fibras musculares do coração são muito específicas, pois têm uma membrana capaz de modificar a sua permeabilidade consoante os diferentes iões, ou seja, as moléculas carregadas electricamente, como o sódio (Na+), o potássio (K+) ou o cálcio (Ca++). Devido à progressiva concentração destas partículas nos dois lados da membrana (polarização), produz-se uma diferença da carga eléctrica entre o interior e o exterior da célula (potencial da membrana). Quando essa diferença alcança um determinado limiar é desencadeada uma verdadeira corrente eléctrica (potencial de acção), que avança ao longo de toda a fibra muscular, determinando a sua contracção, a qual se propaga inclusivamente às fibras adjacentes. Após o cessar do impulso eléctrico, o potencial da membrana regressa ao seu nível anterior (repolarização) e a fibra relaxa-se, ficando à espera de um novo estímulo que provoque a contracção seguinte.De qualquer forma, nem todas as células miocárdicas são capazes, em condições normais, de gerar estes estímulos, apesar de existirem algumas especializadas na produção de impulsos eléctricos rítmicos a uma determinada frequência, embora variável segundo as necessidades. Em princípio, o centro que comanda a actividade cardíaca é o nódulo sinusal, localizado na aurícula direita, onde em condições normais se produzem cerca de 60 a 100 estímulos por minuto.Estes estímulos propagam-se ao resto da aurícula direita e também à esquerda, provocando a contracção de ambas as câmaras, em direcção aos ventrículos, sobretudo através de três estruturas de fibras de condução especializadas que constituem os denominados feixes auriculares internodais. Estes fazem parte do nódulo sinusal e chegam a outro centro específico, o nódulo auriculoventricular (ou nódulo de Aschoff-Tavara), localizado junto ao orifício auriculoventricular do lado direito. Neste local, o impulso eléctrico sofre um pequeno atraso antes de prosseguir o seu caminho através de outro grupo de fibras de condução, o feixe de His, que por sua vez se dirige para o septo interventricular. Depois de chegar a este septo, o feixe de His divide-se em dois ramos, o direito e o esquerdo, que finalmente se subdividem em inúmeras ramificações que se expandem pelas paredes de ambos os ventrículos, formando a designada rede de Purkinje. A partir do momento em que surge o impulso no nódulo sinusal, um verdadeiro pacemaker cardíaco, desencadeia-se a contracção de ambas as aurículas e, depois, a contracção dos ventrículos, sendo as últimas fibras ventriculares activadas ao fim de aproximadamente 0.22 segundos. Caso o nódulo sinusal não seja activado, por algum motivo, o nódulo auriculoventricular é encarregue da função cardíaca, mas fá-lo com cerca de 40 a 60 estímulos por minuto. Se este também permanecer inactivo, é igualmente possível que seja a rede de Purkinje a coordenar este processo, embora seja numa frequência inferior. De qualquer forma, pode acontecer que uma zona específica desencadeie impulsos atípicos, irregulares ou mais frequentes do que o normal, provocando as denominadas arritmias cardíacas.

Ciclo cardíaco

As sucessivas dilatações e contracções das diversas câmaras cardíacas determinam a passagem do sangue de cada aurícula para o ventrículo do seu lado e deste para a artéria correspondente. Este ciclo repete-se incessantemente ao longo de toda a vida e sempre com o mesmo ritmo sincrónico de dilatações e contracções dos diferentes compartimentos cardíacos. A fase de dilatação, quando o coração se enche de sangue, denomina-se diástole; por sua vez, a fase de contracção, quando o coração expulsa o seu conteúdo, designa-se sístole. Considera-se que um ciclo cardíaco começa no final de uma contracção e termina no final da seguinte, abrangendo uma diástole e uma sístole.Diástole. As aurículas relaxam-se e recebem o sangue proveniente das veias, enchendo-se progressivamente. As válvulas auriculoventriculares abrem-se e deixam passar o sangue de cada aurícula para o ventrículo correspondente. Por fim, as aurículas, que se vão esvaziando à medida que os ventrículos se enchem, contraem-se com força, o que se denomina sístole auricular, impulsionando o resto do seu conteúdo para os ventrículos.Sístole. Após os ventrículos se encherem, as válvulas auriculoventriculares fecham-se, impedindo o refluxo de sangue até às aurículas. As paredes dos ventrículos distendem-se, o que aumenta a pressão no seu interior - a força é tal que o sangue acaba por forçar a abertura das válvulas arteriais. Então, as paredes ventriculares contraem-se e impulsionam o sangue para as artérias da seguinte forma: do ventrículo direito para a artéria pulmonar e do ventrículo esquerdo para a aorta.
Informações adicionais

Coração de atleta


O  coração é formado basicamente por tecido muscular e, como todos os músculos, responde ao treino intenso e regular que provoca um aumento da espessura das suas paredes. Desta forma, o coração consegue expulsar, cada vez que se contrai, uma maior quantidade de sangue, não tendo que aumentar exageradamente a frequência dos batimentos cardíacos, sempre que o organismo necessite, devido a exigências físicas pontuais, de uma maior oxigenação dos seus tecidos. É por este motivo que o coração de um desportista profissional costuma ser maior do que o normal - embora trabalhe, em condições normais, a um ritmo mais lento do que o comum -, já que assim o moderado aumento da frequência dos batimentos, em plena competição, consegue cobrir todas as necessidades orgânicas. De qualquer forma, o "coração de atleta" não é problemático e é importante que se diferencie esta situação daquelas em que o coração se dilata ou as suas paredes se engrossam em consequência de uma doença.

Sinais e sintomas de doença cardíaca


• Palpitações.

• Sensação de dificuldade respiratória (dispneia).

• Dor torácica.

• Coloração arroxeada da pele e das mucosas (cianose).

• Retenção de líquidos nos tecidos (edemas).

Os grandes vasos


Esta denominação é atribuída aos vasos que saem e chegam ao coração, pois como têm que acolher um considerável volume sanguíneo são evidentemente os maiores e os que têm maior diâmetro no organismo. Estes grandes vasos são:

• A artéria aorta, que surge do ventrículo esquerdo e para onde o coração envia todo o sangue oxigenado.

• A artéria pulmonar, que surge do ventrículo direito e se divide nas duas artérias pulmonares que conduzem o sangue pobre em oxigénio até cada um dos pulmões.

• A veia cava superior e a veia cava inferior, que conduzem até à aurícula direita o sangue pobre em oxigénio proveniente, respectivamente, da parte superior e da parte inferior do organismo.

• As veias pulmonares, duas provenientes do pulmão direito e outras duas provenientes do pulmão esquerdo, conduzem até à aurícula esquerda o sangue oxigenado nos pulmões.

Inervação do coração


O coração é inervado pelo sistema nervoso autónomo ou vegetativo, ou seja, a parte do sistema nervoso central que controla automaticamente o funcionamento dos órgãos internos. Ao coração chegam fibras provenientes das duas partes do sistema nervoso autónomo, nomeadamente do sistema simpático, através de nervos provenientes das cadeias ganglionares situadas junto à medula espinal torácica, e do sistema parassimpático, através do nervo vago. Ambos os tipos de fibras reúnem-se na base do coração, formando o plexo cardíaco, onde são largamente distribuídos a todo o órgão. Os seus estímulos são opostos: o simpático pode, por exemplo, activar o aumento da frequência cardíaca, enquanto que o parassimpático predomina em situações de repouso e em estados de acalmia, determinando uma diminuição dos batimentos.

O débito cardíaco

Denomina-se de "débito cardíaco" o volume de sangue que o coração bombeia num minuto, sendo um parâmetro muito útil para avaliar a eficiência funcional do órgão. Este débito cardíaco depende de dois factores: do volume sistólico, ou seja, da quantidade de sangue expulsa pelo coração em cada batimento, e da frequência cardíaca, ou seja, da quantidade de batimentos que se produzem por minuto.

O volume sistólico, ou seja, a quantidade de sangue que o coração expulsa até às artérias em cada batimento, equivale à capacidade do ventrículo esquerdo. Por exemplo, num homem adulto de peso médio, cada contracção do ventrículo esquerdo transporta para a aorta cerca de 70 ml de sangue. Este volume é, logicamente, inferior nas crianças, sendo também menor nas mulheres, e é reduzido como é óbvio, em casos de doença. Pelo contrário, é maior nos praticantes regulares de uma actividade física intensa (como, por exemplo, os desportistas), cujo coração chega a alcançar dimensões bem consideráveis; por outro lado, praticamente não aumenta em quem sofre de uma dilatação cardíaca, devido a uma falha funcional do coração.

A frequência cardíaca, ou seja, o número de batimentos que se sucedem ao longo de um minuto, corresponde ao número de vezes que o nódulo sinusal é activado neste período, precisamente entre 60 a 100 vezes por minuto em condições de repouso. Este ritmo é um pouco mais elevado nas crianças e tende a diminuir na velhice. Além disso, pode aumentar consideravelmente sempre que seja realizado um esforço físico ou em situações de stress. E, como é óbvio, também podem surgir modificações mais ou menos graves em diversas situações patológicas, desde um simples estado febril a uma grave doença cardíaca. Ainda assim, num adulto saudável e em condições de repouso, o débito cardíaco situa-se entre os 5 e os 6 1 de sangue por minuto, aproximadamente a quantidade total de sangue presente no aparelho cardiovascular. Em caso de necessidade, como acontece quando se pratica um exercício físico muito intenso, o débito cardíaco pode chegar aos 25 1 por minuto, assegurando assim a adequada perfusão de todos os tecidos.

Coração


No homem, a circulação é feita através de um sistema fechado de vasos sanguíneos, cujo centro funcional é o coração.
O coração é um órgão musculoso oco, o miocárdio, com fibras estriadas, revestido externamente pelo pericárdio (serosa). O coração é do tamanho aproximado de um punho fechado e com peso em média de 400 g, tem cerca de 12 cm de comprimento por 8 a 9 cm de largura. O coração quase sempre continua a crescer em massa e tamanho até um período avançado da vida; este aumento pode ser patológico.

Localização e funcionamento

O coração se localiza no meio do peito, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a esquerda. Ocupa no tórax, a região conhecida como mediastino médio. O coração funciona como uma bomba, recebendo o sangue das veias e impulsionando-o para as artérias.

Divisão do coração

O coração é dividido por um septo vertical em duas metades. Cada metade é formada de duas câmaras; uma aurícula superior e um ventrículo inferior. Entre cada câmara há uma válvula, a tricúspide do lado direito, e a bicúspide do lado esquerdo. Estas válvulas abrem-se em direção dos ventrículos, durante a contração das aurículas. Na aurícula direita chegam as veias cava superior e inferior, e na aurícula esquerda, as quatro veias pulmonares. Do ventrículo direito sai a artéria pulmonar e do ventrículo esquerdo sai a artéria aorta.
Coração.

Estrutura e funções

A atividade do coração consiste na alternância da contração (sístole) e do relaxamento (diástole) das paredes musculares das aurículas e ventrículos. Durante o período de relaxamento, o sangue flui das veias para as duas aurículas, dilatando-as de forma gradual. Ao final deste período, suas paredes se contraem e impulsionam todo o seu conteúdo para os ventrículos.
A sístole ventricular segue-se imediatamente a sístole auricular. A contração ventricular é mais lenta e mais energética. As cavidades ventriculares se esvaziam quase que por completo com cada sístole, depois, o coração fica em um completo repouso durante um breve espaço de tempo. A freqüência cardíaca normal é de 72 batimentos por minuto, em situação de repouso.
Para evitar que o sangue, impulsionado dos ventrículos durante a sístole, reflua durante a diástole, há válvulas localizadas junto aos orifícios de abertura da artéria aorta e da artéria pulmonar, chamadas válvulas semilunares. Outras válvulas que impedem o refluxo do sangue são a válvula tricúspide, situada entre a aurícula e o ventrículo direito, e a válvula bicúspide ou mitral, entre a aurícula e o ventrículo esquerdo.
A freqüência das batidas do coração é controlada pelo sistema nervoso vegetativo, de modo que o simpático aacelera e o sistema parassimpático a retarda.

Doenças do coração

Doenças do Coração. As doenças cardíacas são as principais causas de mortalidade nos países desenvolvidos. Podem ocorrer em conseqüência de defeitos congênitos, infecções, estreitamento das artérias coronárias, hipertensão ou alterações no ritmo cardíaco.
A principal forma de doença cardíaca nos países ocidentais é a arteriosclerose. O acúmulo de depósito de material lipídico - colesterol - pode causar uma obstrução que tampa as artérias (trombose). Esta é a causa mais importante de um ataque cardíaco, ou infarto do miocárdio, que tem conseqüências mortais com freqüência.
A alteração do ritmo cardíaco normal (arritmia) é a causa imediata de morte em muitos infartos do miocárdio.
O problema mais grave é o bloqueio cardíaco completo. Este pode ser corrigido pela implantação de um marcapasso artificial (um dispositivo que emite descargas elétricas rítmicas), para provocar a contração regular do músculo cardíaco.

Eletrocardiograma

Doar é humano. Um Eletrocardiograma (ECG) registra a atividade elétrica do coração. Um impulso elétrico, gerado no nódulo sino-auricular, precede cada contração do músculo cardíaco; as ondas desenhadas em um ECG traçam o trajeto desses impulsos tal como se propagam no coração. As irregularidades do ECG refletem afecções no músculo, no fornecimento de sangue ou no controle neural do coração.

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