quarta-feira, 17 de abril de 2013

93% dos paulistanos querem redução da maioridade penal

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DE SÃO PAULO
Se dependesse apenas dos paulistanos, a maioridade penal no Brasil, que hoje é de 18 anos, seria reduzida para 16.
Pesquisa Datafolha mostra que 93% dos moradores da capital paulista concordam com a diminuição da idade em que uma pessoa deve responder criminalmente por seus atos. Outros 6% são contra, e 1% não soube responder.
Editoria de arte/Folhapress
Os pesquisadores ouviram anteontem 600 pessoas. A margem de erro é de quatro pontos (para mais ou menos).
Em consultas anteriores, em 2003 e 2006, a aprovação à medida pelos moradores da cidade foi de 83% e 88%, respectivamente --a margem de erro era de dois pontos.
Sobre a idade a partir da qual um adolescente deveria passar a ser responsabilizado criminalmente, parte dos entrevistados, em respostas espontâneas (sem haver opções no questionário), defende que menores de 16 anos sejam enquadrados.
Para 35%, jovens de 13 a 15 anos deveriam ser considerados pela lei como adultos. Para 9%, até menores de 13 anos deveriam ter esse tratamento.
Quando é dada a opção de escolher o que seria mais eficaz para reduzir a criminalidade, há divisão: 42% dizem que seria ideal criar políticas públicas mais eficientes para jovens.
Outros 52% afirmam que a redução da maioridade penal já implicaria na melhoria dos índices criminais. Há ainda 5% que acreditam que ambas as medidas são necessárias.
"A demonstração de apoio à redução da maioridade penal revela um apoio a uma solução mais imediatista, mas a população também mostra que tem consciência de que é preciso que haja políticas públicas mais eficientes", afirmou Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Um levantamento da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República em 53 países aponta que 42 adotam a maioridade penal a partir dos 18 anos.
Entre os que responsabilizam mais jovens estão os EUA --a partir dos 12 anos, dependendo do Estado.
O debate sobre a alteração na legislação voltou à tona depois do assassinato do universitário Victor Hugo Deppman, 19, mesmo sem ter reagido a um roubo de celular no último dia 9 em São Paulo.
O suspeito pelo crime é um jovem que estava a três dias de fazer 18 anos. Ele foi detido e levado para a Fundação Casa (antiga Febem).
Na avaliação de Paulino, a alta aprovação à redução da maioridade penal está dentro do contexto de violência praticada por um adolescente.
O levantamento feito em 2003 também foi realizado pouco tempo depois da morte de um casal de namorados (Liana Friedenbach, 16, e Felipe Caffé, 19) por um jovem que na época tinha 16 anos --conhecido como Champinha.
"Há um acúmulo de eventos dessa natureza, que tiveram grande repercussão e geram sensação de impunidade que influenciam na opinião da população." (AFONSO BENITES)

Veja cinco exigências para trabalhador se enquadrar na PEC das Domésticas


SAIBA MAIS

  • Arte/UOL Passo a passo: saiba como contratar uma doméstica
  • Evelson de Freitas/Folhapress Veja quais são os dez direitos básicos de todo trabalhador
  • Evelson de Freitas/Folhapress Patrão não é obrigado a dar a mesma comida para doméstico
  • Divulgação Confira dez empregados domésticos da televisão brasileira

A Emenda Constitucional 72, que ficou conhecida como PEC das Domésticas, entrou em vigor no dia 3 de abril e gerou uma série de discussões, inclusive, sobre quem são os empregados domésticos. De acordo com o professor e especialista em direito do trabalho, Ricardo Pereira de Freitas Guimarães, os domésticos são profissionais que trabalham em residências e que têm, como empregador, uma pessoa física proprietária ou locatária de imóvel para moradia própria e da família.
Para o professor, podem ser considerados empregados domésticos: babás, caseiros, cozinheiros, cuidadores de idoso, governantas, lavadeiras/passadeiras, jardineiros, motoristas particulares, vigias, piscineiros. Estas funções têm os mesmos direitos trabalhistas assegurados aos demais trabalhadores.

Guimarães alerta para o fato de que a diarista não faz jus aos mesmos direitos dos domésticos, já que não se enquadra na questão da habitualidade “e a jurisprudência tem entendido que somente o trabalho em três ou mais vezes por semana configura vínculo empregatício”.

Outro ponto importante, destacado pelo professor, é que os profissionais somente se enquadrarão como trabalhadores domésticos se tiverem cinco requisitos básicos da relação de trabalho:

- Habitualidade: a prestação dos serviços não pode ocorrer de forma descontínua, ou seja, com afastamentos temporários razoáveis, fragmentação dos períodos de trabalho. Deve haver, no caso de empregados domésticos, pelo menos uma escala de três dias da semana com horários e dias iguais. Por exemplo: segunda, quarta e sexta, das 8h às 17h;

- Subordinação: receber ordens diretas e seguir normas determinadas pelo empregador.

- Onerosidade: receber um salário mensal acordado previamente com o empregador;

- Pessoalidade: o trabalhador presta seus serviços pessoalmente a terceiros, exercendo atividade direta sem poder delegá-la a outras pessoas;

- Ser pessoa natural: pessoa física e não jurídica. Ou seja, é proibida a figura do "PJ" (trabalhador que abre uma microempresa para prestar serviços ao empregador).

Vírus modifica boleto bancário e seu pagamento não vai para onde devia ir


Golpe inutiliza código de barras e altera linha digitável para enviar dinheiro a outra conta.







Shuttershock/lolloj
Shuttershock/lolloj
Se você não confia em internet banking e prefere imprimir boletos e pagar direto na agência do banco, é bom tomar cuidado: um vírus altera dados do boleto e faz o pagamento cair em outra conta, não na que você desejava.
Segundo o Linha Defensiva, o vírus detecta quando um boleto é aberto no navegador e altera números da linha digitável para alterar a conta que receberá o dinheiro. Assim, você imprime um boleto com data de vencimento e valor corretos, mas com destino alterado.
Ele age em qualquer site com linha digitável e a palavra “boleto”. O Linha Defensiva explica que os dados do boleto são enviados para um servidor, que informa novos dados para serem substituído. Isso causa uma pequena demora para abrir o boleto no seu browser.
O vírus também torna o código de barras inutilizável. Ele só altera a linha digitável, e não consegue modificar o código para alterar a conta de destino. Então ele quebra o código de barras para o leitor do caixa não conseguir identificar, forçando quem quiser fazer o pagamento a digitar a sequência numérica – essa sim alterada.
Boleto Falso
Nem o logo do banco é alterado. O exemplo acima mostra um boleto com o logo da Caixa, mas o código do banco (033-7) é do Santander (em destaque está a linha digitável com o código original da Caixa e, abaixo, o código de barras alterado para não ser reconhecido pelo caixa).
O vírus também tenta desabilitar o firewall do Windows e softwares de segurança dos bancos, além de roubar senha do Facebook e Hotmail.
Para evitar o vírus, a primeira coisa é ter o antivírus atualizado. Ele está em circulação há cerca de três semanas e é facilmente detectado por antivírus. Ainda assim, caso você perceba uma lentidão na hora de abrir um boleto, perceba que o código de barras tem um buraco branco e as linhas digitáveis dos seus boletos são bem parecidas, é possível que você esteja infectado por ele.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cientistas desenvolvem rim de laboratório


  • Reuters via BBC
    Rim de rato desenvolvido em laboratório Rim de rato desenvolvido em laboratório
Um rim "criado" em laboratório foi transplantado para animais onde começou a produzir urina, afirmam cientistas norte-americanos.

A técnica, desenvolvida pelo Hospital Geral de Massachusetts e apresentada na publicação Nature Medicine, resulta em rins menos eficazes do que os naturais. Mesmo assim, os pesquisadores de medicina regenerativa afirmam que ela representa uma enorme promessa.

Técnicas semelhantes para desenvolver partes do corpo mais simples já tinham sido utilizadas antes, mas o rim é um dos órgãos mais complicados de ser desenvolvido.

Os rins filtram o sangue para remover resíduos e excesso de água. Eles também são o órgão com o maior número de pacientes na fila de espera de transplantes.

A técnica dos cientistas americanos consiste em usar um rim velho, retirar todas as suas células antigas e deixar apenas uma espécie de esqueleto, uma estrutura básica, que funcione como uma espécie de armação. A partir daí, o rim seria então reconstruído com células retiradas do paciente.

Isso teria duas grandes vantagens sobre os habituais transplantes de rim.

Como o novo tecido será formado com células do paciente, não será necessário o uso de drogas antirrejeição, que evitam que o sistema imunológico bloqueie o funcionamento do órgão "estranho" ao corpo.

Seria possível também aumentar consideravelmente o número de órgãos disponíveis para transplante. A maioria dos órgãos usados atualmente acaba rejeitada.

Teia de células

Nesse estudo, os pesquisadores usaram um rim de rato e aplicaram um detergente para retirar as células velhas.

A teia de células restante, formada por proteínas, tem a forma do rim, e inclui uma intrincada rede de vasos sanguíneos e tubos de drenagem.

Esta rede de tubos foi utilizada para bombear as células adequadas para a parte direita do rim, onde se juntaram com a "armação" para reconstruir o órgão.

O órgão reconstituído foi mantido em um forno especial por 12 dias para imitar as condições no corpo de um rato.

Quando os rins foram testadas em laboratório, a produção de urina chegou a 23% das estruturas naturais.

A equipe, então, transplantou o órgão para um rato. Uma vez dentro do corpo, a eficácia do rim caiu para 5%.

No entanto, o pesquisador principal, Harald Ott, disse à BBC que a restauração de uma pequena fração da função normal já pode ser suficiente: "Se você estiver em hemodiálise, uma função renal de 10% a 15% já seria suficiente para livrar o paciente da hemodiálise. Ou seja, não temos que ir até o fim (garantir os 100% da função renal)."

Ele disse que o potencial é enorme: "Se você pensar sobre os Estados Unidos, há 100 mil pacientes aguardando por transplantes de rim e há apenas cerca de 18 mil transplantes realizados por ano."

"O impacto clínico de um tratamento bem-sucedido seria enorme."

'Realmente impressionante'

Seriam necessárias ainda várias pesquisas antes de que o procedimento fosse aprovado para uso em pessoas.

A técnica necessita ser mais eficiente, para a restauração de um maior nível de função renal. Os pesquisadores também precisam provar que o rim continuaria a funcionar por um longo tempo.

Haverá também os desafios impostos pelo tamanho de um rim humano. É mais difícil colocar as células novas no lugar certo em um órgão maior.

O professor Martin Birchall, cirurgião do University College de Londres, envolveu-se em transplantes de traqueia produzidos a partir de armações desenvolvidas em laboratório.

Sobre a pesquisa com o rim, ele disse: "É extremamente interessante, e realmente impressionante."

"Eles (os pesquisadores que desenvolveram o rim de rato) abordaram algumas das principais barreiras técnicas para tornar possível a utilização de medicina regenerativa para tratar de uma necessidade médica muito importante."

Ele disse que tornar o desenvolvimento de órgãos acessível a pessoas que necessitam de um transplante de órgão poderia revolucionar a medicina: "Do ponto de vista cirúrgico, é quase o nirvana da medicina regenerativa que você possa atender à maior necessidade de órgãos para transplante no mundo - o rim."
 

Pânico exibe cena polêmica de Gerald Thomas e Nicole Bahls e critica "sensacionalismo da imprensa"


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Gerald Thomas tenta levantar saia de Nicole Bahls durante lançamento de livro20 fotos

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10.abr.2013 - Diretor teatral Gerald Thomas tenta levantar vestido de Nicole Bahls durante lançamento de novo livro e a deixa constrangida. Nicole, que já foi panicat, retornou ao "Pânico na Band" como repórter e o evento foi seu primeiro dia de gravação. No Twitter, ela comentou o caso, em resposta a um seguidor: "Fiquei muito triste com isso. Obrigada de coração [pelo apoio], amanhã é outro dia, vai passar" Anderson Borde/AgNews
O programa "Pânico na Band" transmitiu neste domingo (15) a polêmica cena em que o diretor teatral Gerald Thomas coloca a mão por baixo do vestido da repórter Nicole Bahls. Durante e logo após a reportagem, os integrantes do dominical e o diretor atacaram a imprensa e disseram que tudo não passou de uma brincadeira.

"Essa imprensa careta de um sensacionalismo careta. A gente leva tudo da brincadeira e eles não", disse Gerald em uma entrevista dada ao programa sobre a repercussão dada ao caso. O apresentador Emílio Surita declarou que o programa não quis incitar nenhum tipo de violência. "Não queremos violência alguma. Estamos em um programa de humor e vamos fazer brincadeiras", disse.

Diretor diz que imprensa é careta

Nicole Bahls concordou com Eduardo Sterblitch e disse que Gerald é um "cara polêmico". "Assistindo a matéria percebemos que não foi bem assim [como foi divulgado pela imprensa]. Ele é polêmico", disse ela insinuando que a cena não passou de uma brincadeira. No entanto, no mesmo dia da gravação, a repórter respondeu a um dos seus fãs na rede social Twitter lamentando o episódio: "Fiquei muito triste com isso", e acrescentou: "Obrigada de coração. Amanhã é outro dia. Vai passar."
Durante a reportagem, o programa mostrou a cena, que ocorreu na sessão de autógrafos do último livro do diretor, "Arranhando a Superfície", e mesclou com uma entrevista dada pelo diretor depois do episódio. Segundo ele, não houve uma tentativa de abuso. "Eu compro essa brincadeira o tempo todo. No Rio eu riu. Em São Paulo, não. Ai veio essa menina que tem o sobrenome Bahls, que é saco em inglês. Eu fui na brincadeira, achava que era uma brincadeira", disse.
No entanto, na cena, ele pede para descobrir a sexualidade de Nicole ao colocar a mão por baixo do vestido: "Deixa eu ver o sexo dela". E, no final, Daniel Zukerman provoca Gerald novamente pedindo um conselho à ela para a sua reestreia no Pânico. "Chupe bem um p***. Três vezes ao dia e gargarejo depois", concluiu o diretor. 

Nicole diz que por Gerald ser gay, o ato não foi agressivo

Entenda o caso
Acompanhada dos humoristas Ceará e Daniel Zukerman, Nicole Bahls gravou entrevista com Gerald Thomas para o "Pânico na Band". Durante as gravações, o diretor teatral tentou colocar a mão por baixo do vestido da ex-panicat. As imagens geraram burburinho nas redes sociais e Nicole chegou a lamentar: "Fiquei muito triste com isso".
Não acho que foi uma situação constrangedora
Bola sobre "brincadeira" com Nicole Bahls
O humorista do "Pânico" Bola encarou com naturalidade o episódio. "As pessoas têm o direito de fazer o que quiserem, porque nós também brincamos com elas", disse ele. Alan Rapp, diretor da atração, amenizou o fato. "Foi uma brincadeira. O Gerald é dos nossos. Não acho que foi uma situação constrangedora".
A única com uma opinião diferente dos colegas foi a repórter Amanda Ramalho, que condenou a atitude do diretor de teatro. "Eu vi as fotos e acho que ele passou dos limites. Prefiro não falar porque não sei o que aconteceu direito, mas não foi legal. Nunca deixaria acontecer isso comigo. Adoro a Nicole, não sei qual foi a reação dela, mas comigo não aconteceria, até porque não dou liberdade pra isso".
Assuntos: Nicole Bahls

Clipe de "Gentleman" de Psy ultrapassa 58 milhões de visualizações no Youtube



O novo trabalho do rapper sul-coreano, cujas visualizações continuam subindo subindo após passar de 58 milhões, apresenta uma sátira sobre um homem vulgar que se define como um "gentleman" (cavalheiro).
Desde que na sexta-feira passada foi lançada em 120 países, Gentleman ficou no primeiro lugar na lista de downloads de iTunes de 16 mercados nacionais, como a Bélgica, a Tailândia e Cingapura.
O novo single, que aposta mais nos termos em inglês e menos em coreano em comparação com Gangnam Style, tem ritmo e bases eletrônicas parecidos com os da música com que o sul-coreano, antes um músico desconhecido no exterior e com uma modesta popularidade em seu próprio país, foi alçado à fama mundial.
O cantor sul-coreano começará em breve uma turnê internacional para promover seu novo vídeo, e deu uma amostra em Seul no sábado passado, com um show assistido por 50 mil pessoas.
Psy, cujo nome real é Park Jae-sang, se tornou um ídolo nacional na Coreia do Sul depois que Gangnam Style alcançou o maior número de reproduções da história do Youtube, algo até então impensável para uma música em coreano.
Após dar a volta ao mundo através da rede com o hit-chiclete e divertidas imagens, o clipe de Gangnam Style bateu em dezembro do ano passado a marca de 1 bilhão de reproduções - e hoje já passa de 1,52 bilhão.

Gol estabelece bônus polêmico para pilotos por economia de combustível

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RICARDO GALLO
DE SÃO PAULO
Com um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2012, a Gol encontrou um maneira polêmica para tentar reduzir gastos: a empresa decidiu pagar um bônus salarial para pilotos e comissários de bordo se eles economizarem combustível.
Entre analistas de segurança de voo, não há consenso. Alguns afirmam que o bônus abre um precedente que, no limite, pode levar um piloto a tomar decisões baseadas não só na segurança mas também no que ganhará se poupar combustível.
Outros especialistas, mais a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), dizem não haver risco se os procedimentos de segurança forem seguidos.
A Gol nega risco. Diz que os pilotos são bem treinados e que monitora os voos para detectar eventuais desvios.
Afirma também que, entre economia e segurança, a prioridade será sempre a segurança. E diz que as metas não são individuais (leia abaixo).
comunicado
A política de bônus foi divulgada por meio de um informe que a Folha obteve.
Datado de 27 de fevereiro, ele diz que a meta é economizar 700 t de combustível por mês. Para isso, seria preciso reduzir em 40 segundos o tempo de cada voo e manter 55,1% dos voos sem atraso.
Se a meta for atingida, a Gol economizará R$ 1,9 milhão por mês, dos quais R$ 820 mil serão divididos entre pilotos e comissários. Isso dá 3,3% a mais no salário mensal, para os pilotos; o primeiro pagamento será em julho.
O combustível é o maior gasto de uma linha aérea. Na Gol, são 43% das despesas.
O resultado, segundo a Gol, poderá ser obtido com algumas medidas, como não acionar o reverso (dispositivo que ajuda a frear) em aeroportos com pistas mais longas, como Cumbica (Guarulhos), se elas estiverem secas.
Um avião é preparado para pousar sem o reverso. Em Congonhas e no Santos Dumont, de pistas mais curtas, o procedimento é proibido.
Os pilotos foram encorajados também a pedir ao controle de tráfego aéreo rotas mais diretas entre um destino e outro, o que acelera a viagem. Nem sempre é possível, em razão do movimento.
Outra ação foi incentivar que o avião desça de maneira mais direta possível da altitude de cruzeiro (12 mil metros) até o pouso. Era comum o avião descer em degraus.
lá fora
Essas ações de economia são aplicadas em outras empresas do mundo todo, como a Lufthansa --sem o bônus.
A empresa alemã disse que não recorre à bonificação por questões de segurança --para não envolver o piloto em uma questão econômica.
As companhias dos EUA tampouco pagam bônus. A Folha consultou a American Airlines, a United, a US Airways e a Southwest.
A Continental, hoje incorporada à United, chegou a fazê-lo entre os anos 1980 e 1990. Abandonou a ideia, entre outras razões, por constatar o mau uso da medida pelos pilotos, como voar mais lentamente ou desligar o ar-condicionado da cabine.

Editoria de arte/Folhapress

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