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As empresas que venceram a licitação para oferecer o 4G têm de disponibilizar a rede 4G nas seis cidades-sede da Copa das Confederações até 30 de abril
A leitora Ana Maria entrou em contato com o Tecnologia
para saber se a instalação de antenas da rede 4G (quarta geração de
telefonia celular) poderia de alguma forma fazer com que o sinal da rede
atual de celular piorasse.
Segundo especialistas em telecomunicações, essa situação não vai
ocorrer porque as duas redes operam em frequências diferentes. A rede 4G
no Brasil vai funcionar na faixa de 2.500 GHz. Já as redes anteriores –
entre elas, a 3G – funcionam em faixas até 2.100 MHz. "Como a
frequência é mais baixa, não há como ter interferência", explica Ruy
Bottesi, presidente da AET (Associação dos Engenheiros de
Telecomunicações).
Porém, a demanda de consumidores pela internet 4G pode fazer com que
investimentos na expansão das redes com tecnologia antiga diminuam,
confirma Bottesi. "As operadoras vão seguir a rentabilidade maior. Se a
receita com o 4G pode aumentar, não há sentido em investir em 2G e 3G."
Sem a expansão dessas redes, segundo ele, poderia haver um
congestionamento de usuários dentro de uma mesma área de cobertura.
Já Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, discorda da
possibilidade de ocorrer esse cenário e acredita que a chegada da nova
rede possa ajudar a "desafogar" o acesso à internet móvel. "A tendência
com a chegada do 4G é a melhoria da rede como um todo. Quem usa mais
internet móvel vai para o 4G", diz. Tude destaca também que as
operadoras têm planos de investimentos, tanto para a rede 3G como 4G,
fiscalizados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), e que é
normal a priorização desses recursos para novas tecnologias.
4G até a Copa
As empresas que venceram a licitação para oferecer o 4G têm de disponibilizar a tecnologia nas seis cidades-sede da Copa das Confederações até 30 de abril deste ano, conforme cronograma da Anatel. São elas: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Já nas sedes e subsedes da Copa do Mundo, o prazo para implantação da rede é até 31 de dezembro deste ano.
Eduardo Levy, diretor-executivo do SinditeleBrasil, sindicato das operadoras de telecomunicações, disse em entrevista ao UOL Esporte que entraves nas legislações municipais para a instalação de antenas poderiam atrapalhar esse cronograma.
Ainda está em trâmite na Câmara dos Deputados a ''Lei das Antenas''
(Lei 5013/13), que pode garantir às operadoras de telefonia a licença
automática para instalação de antenas e infraestrutura. Isso ocorrerá
caso as prefeituras, responsáveis pela autorização, não apresentem
decisão em até 60 dias contados a partir da data do requerimento.
"No dia 30 de abril, haverá uma rede inicial, mas não com cobertura ampla", afirma Tude. Segundo o presidente da consultoria Teleco, outro problema será na cobertura da rede nos estádios, onde há maior concentração de usuários e necessidade de instalação de antenas locais. ''Há uma dependência da entrega dessas obras para só então ocorrer a instalação das antenas.'' Com o atraso da construções, é pouco provável que isso ocorra.
Bottesi critica essa "corrida contra o tempo" para o lançamento da tecnologia até a realização da Copa do Mundo no Brasil. "É preciso haver um crescimento responsável, sem a necessidade de atender a esses eventos esportivos, nem criação de uma lei [Lei 5013/13] só para atender à Copa", diz.
4G até a Copa
As empresas que venceram a licitação para oferecer o 4G têm de disponibilizar a tecnologia nas seis cidades-sede da Copa das Confederações até 30 de abril deste ano, conforme cronograma da Anatel. São elas: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Já nas sedes e subsedes da Copa do Mundo, o prazo para implantação da rede é até 31 de dezembro deste ano.
Eduardo Levy, diretor-executivo do SinditeleBrasil, sindicato das operadoras de telecomunicações, disse em entrevista ao UOL Esporte que entraves nas legislações municipais para a instalação de antenas poderiam atrapalhar esse cronograma.
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"No dia 30 de abril, haverá uma rede inicial, mas não com cobertura ampla", afirma Tude. Segundo o presidente da consultoria Teleco, outro problema será na cobertura da rede nos estádios, onde há maior concentração de usuários e necessidade de instalação de antenas locais. ''Há uma dependência da entrega dessas obras para só então ocorrer a instalação das antenas.'' Com o atraso da construções, é pouco provável que isso ocorra.
Bottesi critica essa "corrida contra o tempo" para o lançamento da tecnologia até a realização da Copa do Mundo no Brasil. "É preciso haver um crescimento responsável, sem a necessidade de atender a esses eventos esportivos, nem criação de uma lei [Lei 5013/13] só para atender à Copa", diz.
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