Veja como as mulheres devem encarar as mudanças nos relacionamentos típicas do século XXI
Muita coisa mudou desde o tempo em que as mulheres eram apenas donas
de casa. Atualmente, elas desempenham diversos papéis fora e dentro do
lar. Por ter uma alta carga de responsabilidade, a mulher acaba
encontrando novos obstáculos ao construir ou manter um relacionamento a dois.
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A psicóloga Keli Rodrigues explicou ao Papo Feminino que “o papel da mulher se ampliou, mas de algum modo não se modificou”.
As mulheres continuam com tarefas similares às do século passado e
ainda complementaram os espaços de suas vidas com outras
responsabilidades.
O trabalho fora de casa possibilitou que as mulheres conseguissem
independência, tanto financeira quanto de escolhas. Historicamente,
houve um ganho de direitos e deveres. Fora do relacionamento, o homem e a mulher podem ser vistos como rivais. Keli diz que eles acabam “disputando o mesmo papel social”.
Muitas vezes os homens acreditam que estão sendo deixados de lado. A
independência social da mulher pode passar “a impressão de que eles só seriam úteis para bancar as contas”,
comenta a psicóloga Maria Frazon. Para evitar que isso aconteça, as
psicólogas aconselham que o companheiro participe de todas as pontas do
triângulo família, vida a dois e trabalho.
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Keli relembra uma situação comum na qual as reações
esperadas mudaram ao longo dos anos. “Há algum tempo atrás não se
esperava outro comportamento de um homem num jantar que não fosse pagar a
conta ao final. E hoje?”, questiona. As mulheres não esperam as mesmas atitudes e os homens também estão se adaptando à igualdade dos sexos.
Os principais dilemas do relacionamento a dois são:
Salários desiguais: quando o homem ganha mais que a mulher é comum que a sociedade aceite, mas quando a situação se inverte as opiniões mudam.
Filhos de outros relacionamentos: quando um
casamento acaba, os filhos acabam ficando na responsabilidade da mãe e
isso pode se tornar um empecilho na hora de encontrar um novo parceiro.
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Divisão das tarefas do lar: o pensamento típico dos
brasileiros designa essa responsabilidade às mulheres. Porém, o novo
padrão pede que o homem seja inserido nestes deveres.
Parceiros que não são prioridades: a independência feminina e a vontade de crescer profissionalmente podem fazer com que os homens fiquem em segundo plano.
Para superar os empecilhos em um relacionamento, Maria afirma que tudo é uma questão de preparo dos parceiros. “Os mais ‘descolados’ levam a relação adiante com mais leveza e maior chance de sucesso na adaptação”, conclui.


