segunda-feira, 18 de março de 2013

Após contaminação, Anvisa suspende produtos com soja da marca Ades

  • Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização e consumo, em todo o território nacional, de todos os lotes de vários produtos da marca Ades por "suspeita de não atenderem às exigências legais e regulamentares" do órgão.

A medida, válida para todo o território nacional, engloba todos os sabores do produto. De acordo com a Anvisa, o consumidor que tiver adquirido os produtos não deve consumi-los.

"Apesar de a Unilever já ter realizado o recall do lote do produto com sabor maçã (96 unidades, segundo informações da empresa), a Anvisa decidiu suspender todos os lotes de todos os sabores, produzidos na linha de produção em que foi identificada a falha, até que a Agência tenha mais informações sobre a verdadeira extensão do problema", disse a Anvisa em nota.
A Unilever se posicionou sobre a suspensão imposta pela Anvisa afirmando que apenas os lotes com o suco de maçã anunciados na semana passada tiveram contaminação (lote com as iniciais AGB 25, fabricado em 25/02/2013, com validade até 22/12/2013).
Em nota, a empresa considera que "todos os demais produtos Ades não correspondentes aos lotes com iniciais 'AG'" estão em "perfeitas condições para consumo".  Mas, obedecendo à ordem da Anvisa, a empresa informou que já iniciou a retirada dos produtos do mercado.
A Unilever afirmou que está passando à Anvisa todas as informações necessárias para tentar revogar a proibição da venda da bebida.

Anvisa vai fiscalizar fábrica com problema

De acordo com a Anvisa, está programada para esta segunda-feira (18), uma inspeção sanitária na fábrica da empresa em Pouso Alegre (MG), na qual serão verificadas as condições de produção do alimento.

A medida foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU). A Anvisa não informou por quanto tempo vale a suspensão.

A suspensão abrange todos os lotes dos seguintes produtos:
  • sabor abacaxi (embalagem de 1 litro);
  • cereais com mel (1 litro); 
  • chá verde com tangerina (1 litro);
  • chá verde com limão (1 litro);
  • chocolate clássico (1 litro);
  • chocolate com coco (1 litro);
  • frapê de coco (1 litro);
  • laranja (1 litro), (1 litro promocional, leve 1 litro pague 900 ml), (1,5 litro); 
  • maçã (1 litro), (1 litro promocional, leve 1 litro pague 900 ml), (1,5 litro);
  • manga (1 litro);
  • maracujá (1 litro);
  • melão (1 litro);
  • morango (1 litro);
  • original (1 litro), (1,5 litro);
  • pêssego (1 litro);
  • shake morango (1 litro);
  • uva (1 litro), (1 litro promocional, leve 1 litro pague 900 ml), (1,5 litro);
  • vitamina banana (1 litro);
  • zero frapê de coco (1 litro);
  • zero laranja (1 litro);
  • zero maçã (1 litro);
  • zero original (1 litro);
  • zero pêssego (1 litro);
  • zero vitamina banana (1 litro);
  • zero uva (1 litro).
Ainda de acordo com a Anvisa, "caso seja verificado que o problema tenha, de fato, sido solucionado  e que não atingiu outros lotes e sabores, os produtos poderão ser, novamente, liberados".

Na semana passada, recall de Ades de maçã de 1,5 litro

Na semana passada, a Unilever já tinha anunciado um recall por contaminação com produtos de limpeza. A empresa alertou que a ingestão da substância poderia provocar queimaduras.
De acordo com a empresa, cerca de 96 unidades do produto estavam impróprias para o consumo humano (lote com as iniciais AGB 25, fabricado em 25/02/2013, com validade até 22/12/2013). As embalagens com o produto contaminado foram distribuídas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
A empresa solicitou que os consumidores verificassem o produto já adquirido e, caso se tratasse do lote mencionado, não o consumissem e entrassem em contato gratuitamente pelo SAC (0800 707 0044), das 8h às 20h, ou pelo e-mail (sac@ades.com.br).
O telefone do SAC estava instável na tarde desta segunda-feira. O UOL tentou entrar em contato e não conseguiu. Em algumas tentativas, ficou mudo, em outras a ligação não foi atendida. Um leitor relatou que ouviu uma mensagem de que o número "foi desativado".
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Veja casos de alimentos impróprios para consumo21 fotos

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20.mar.2012 - Franquia da rede McDonald"s do shopping Praia de Belas, zona sul de Porto Alegre, é interditada após a Vigilância Sanitária vistoriar o local e encontrar sujeira e insetos, incluindo baratas Leia mais Thomas Peter/Reuters

Projeto quer permitir ingresso de aluno em universidade sem concluir ensino médio

Da Agência Câmara de Notícias
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4870/12, que permite a estudantes maiores de 16 anos de idade, aprovados em processo seletivo para universidades públicas, ingressar na graduação, mesmo que não tenham terminado o ensino médio. A condição prevista pelo texto do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) é a conclusão do segundo ano.
Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - 9.394/96) exige que o aluno tenha concluído o ensino médio para ingressar na universidade. Patriota argumenta que a lei não acompanhou a evolução dos processos seletivos, e essa exigência não faz mais sentido. “Se o estudante logrou êxito em processo seletivo para universidade pública, não merece ter sua aprovação frustrada”, argumenta.

Maturidade

Para o deputado, a aprovação mostra que o candidato está completo o suficiente para ingressar na graduação. “Esse aluno não merece perder uma conquista tão difícil e importante pelo fato de não ter concluído uma etapa que já demonstrou ter superado”, acrescenta.
Ainda segundo o parlamentar, a lei atual é constantemente questionada na Justiça por candidatos aprovados que não terminaram o nível médio. Na maioria das vezes, os juízes decidem em favor do aluno. “Somente para a Universidade de Brasília [UnB] encontramos 600 ações decididas a favor dos requerentes que pleiteavam uma vaga”, relata.

Tramitação

O projeto tramita em conjunto com o PL 6834/10, que tem caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Conheça histórias de gente que se superou25 fotos

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Nascida em 5 de maio de 1998, Nathaly Gomes Tenório, 14, se tornou a mais jovem estudante da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Após conseguir boas notas no Enem 2012, ela recorreu à Justiça para ter o direito de se matricular em artes visuais Leia mais Gerson Oliveira/Correio do Estado

sábado, 16 de março de 2013

A igreja 'não funciona mais', afirma d. Claudio Hummes


D. Cláudio (à dir.) durante apresentação do papa Francisco, no Vaticano



Sucessão Papal Apontado como o cardeal brasileiro mais próximo do novo papa, dom Claudio Hummes, 78, diz que a igreja "não funciona" do jeito que está e pede mudanças em toda sua estrutura.
Na sua apresentação ao mundo, Francisco convidou dom Cláudio, arcebispo emérito de São Paulo, a ficar do seu lado no balcão da basílica de São Pedro.
Emocionado com o convite e com a homenagem ao fundador de sua ordem, o franciscano d. Cláudio disse à Folha que a escolha do nome é por si só uma encíclica.
O ex-bispo de Santo André disse ainda que as acusações de que o novo papa colaborou com a ditadura militar argentina são "grande equívoco, senão uma falsificação".
*
Folha - O sr. foi convidado pelo papa Francisco a estar ao seu lado na primeira aparição. Como é a relação entre vocês?
D.Claudio Hummes - Nós nos conhecemos de tantas oportunidades, porque fui arcebispo de São Paulo, e ele, arcebispo de Buenos Aires. Mas sobretudo foi em Aparecida (SP) onde estivemos mais tempo trabalhando juntos, na 5ª Conferência Latino-americana, em 2007. Existia ali a comissão da redação, a mais importante porque ali que se formulava o documento para depois ser votado. Ele era o presidente, e eu, um dos membros. Admirei muito a sua sabedoria, serenidade, santidade divina, espiritualidade. Muito lúcido e muito pastoral, grande zelo missionário, de querer que a igreja seja mais evangelizadora, mais aberta.
Como foi o convite para o balcão?
Quando se começou a organizar a procissão da Capela Sistina para o balcão na praça, ele chamou o cardeal Vallini, que faz as vezes do bispo de Roma, o vigário da cidade, e me chamou também. Disse: "D.Cláudio, vem você também, fica comigo neste momento". Disse até: "Busca o teu barrete [chapéu eclesiástico]", bem informalmente. Fui lá buscar o meu barrete e estava todo feliz....
Porque não é o costume, quem vai junto são os cerimonários, nunca tem cardeais com o papa, eles estão nos outros balcões. E o fato de que ele nos convidou acabou rompendo um monte de rituais. Mas foi realmente, para mim, muito gratificante. E também pelo fato de ele ter recém-escolhido o nome de Francisco. Eu sou franciscano, então isso me envolvia muito pessoalmente.
Como o sr. interpreta esse gesto?
Como um gesto pessoal dele, muito espontâneo, muito simples. Não sei quais os significados que ele queria dar. Eu digo que fiquei muito feliz, estava ali com o primeiro papa chamado Francisco.
O papa recusou a limusine, foi pagar a conta do hotel....
São gestos simples, mas que mostram quem ele é e como ele vê as coisas. A minha maravilha foi que esses gestos foram compreendidos pelo povo simples e pela mídia. A mídia também interpretou esplendidamente, entendeu as mensagens que o papa queria dizer.
Qual é o significado de ter um papa de fora da Europa depois de mais mil anos e além disso latino-americano?
Os outros papas que não foram exatamente europeus vinham da região do Mediterrâneo. Nesse sentido, era a Europa da época, era uma grande realidade geopolítica.
Mas o fato de que hoje venha um papa de fora da Europa tem um significado muito grande porque mostra o que a igreja sempre tem dito: a igreja é universal, para a humanidade. Não é para a Europa.
Ter um papa é o sinal maior. É o gesto de dizer: o papa pode vir de qualquer parte do mundo.
Também acho importante que tenha vindo da periferia ainda pobre, emergente. Isso é uma confirmação para todos os católicos de lá: "Nós temos um papa que vem daqui".
E não só para os católicos, até os países se sentem muito mais em pé de igualdade com os outros.
São Francisco também é lembrado pela missão de reformar a igreja como um todo. A escolha do nome também tem essa abrangência?
Certamente, para o papa, o nome é todo esse programa. Hoje, a igreja precisa, de fato, de uma reforma em todas as suas estruturas. Organizar a vida da igreja, a Cúria Romana, que tanto se falou e que precisa urgente e estruturalmente ser reformada, isso é pacífico entre nós. Porém uma coisa é entender que precisa ser feito e outra coisa é fazê-lo.
Será uma obra gigantesca. Não porque seja uma estrutura gigantesca, mas por um mundo de dificuldades que há dentro de uma estrutura como essa, que foi crescendo nos últimos séculos.
Alguém disse já que a escolha do nome Francisco já é uma encíclica [mensagens do papa à igreja], não precisa nem escrever. Isso é muito bonito, é muito promissor.
Em que sentido a reforma é necessária?
Não é só da Cúria, são muitas outras coisas: o nosso jeito de fazer missa, de fazer evangelização, essa nova evangelização precisa de novos métodos. O papa falou no encontro com os cardeais sobre novos métodos, nós precisamos encontrar novos métodos.
Mas se falou sobretudo da Cúria Romana, que precisa ser reformada estruturalmente. É muito grande, mas tudo isso precisa de um estudo, a gente não tem muitas coordenadas.
Muitos dizem que é grande demais, que foi feito um puxadinho aqui, um puxadinho lá, mais uma sala aqui, mais uma comissão lá, mas essa aqui não tem suficiente prestígio.... Essas coisas todas que acontecem numa estrutura dessas.
A igreja não funciona mais. Toda essa questão que aconteceu ultimamente mostra como ela não funciona. E depois, uma vez feito esse novo desenho, você tem de procurar as pessoas adaptadas para ocuparem esses cargos, esses serviços.
Reza a lenda de que o papa Francisco não gosta de vir a Roma, que sua formação foi longe daqui. Isso contribuiu para a sua escolha?
Não sei se contribui para a sua escolha, mas contribui agora, que ele é papa, a ser mais independente, a ser uma visão mais objetiva. É muito diferente ver um jogo da arquibancada e ver um jogo jogando futebol. Ele não jogou futebol. Vai ajudar, certamente.
Mas ele também vai ouvir pessoas que jogaram, porque é importante ouvir do jogador como ele viu o jogo e quais são as necessidades dentro da forma como se joga.
Continuando a metáfora, o sr. jogou aqui por quatro anos e já foi convocado por ele. O que o sr. pode dizer a ele sobre o que precisa ser feito?
Se um dia me perguntarem sobre isso... Claro, todos nós já falamos sobre isso nas congregações gerais [reuniões pré-conclave], em que ele estava presente. E estamos disponíveis sempre pra ajudar e precisamos ajudar. Os cardeais são o conselho que deve ajudar o papa.
Há relatos na imprensa argentina sobre o envolvimento --por omissão ou colaboração-- do papa Francisco com a ditadura militar. O que tem sr. pode falar sobre isso?
Certamente, isso não é real. Pode ser que alguém tenha se equivocado em certos discernimentos, mas conhecendo toda a pessoa dele.... Não conheço os detalhes, mas, conhecendo a pessoa, nem é possível imaginar isso. Ele é um homem extremamente dos pobres, dos direitos da gente, dos mais simples, dos mais oprimidos, dos mais humilhados, ele é um exemplo de defesa, de estar junto dos pobres.... É inimaginável. Tenho certeza de que tudo isso de fato é um grande equívoco, senão uma falsificação.
A igreja no Brasil, incluindo o sr., teve um papel muito importante na defesa dos direitos humanos durante a ditadura. Como isso se deu na Argentina, sem levar em conta o papa Francisco?
As igrejas pelo mundo afora tiveram as suas próprias avaliações e seu próprio modo de ser. Não me sinto autorizado para fazer um juízo sobre a igreja nesse ou naquele país.
Fala-se muito que a herança da Teologia da Libertação para a igreja na América Latina é o discurso em favor dos pobres. No caso do papa Francisco, qual é a relação dele com esse movimento?
Basta olhar como ele foi arcebispo em Buenos Aires e o documento de Aparecida, que diz tudo isso. Ele está nessa linha, certamente. Se a gente quer descobrir qual é a linha dele de pastoral social, de relação com os pobres, nós vamos encontrá-lo lá, sim.
A Teologia da Libertação foi uma fase histórica que, obviamente, tem essa questão da consciência que temos dos pobres e da necessidade de sermos solidários em termos construtivos da justiça social. Tudo isso a Teologia da Libertação também reforçou.
Eu acho que hoje, se a gente quer ver como as pessoas se relacionam com esse passado, é preciso olhar os documentos de hoje. Senão, você começa a transportar o passado, que não é mais uma resposta para hoje. O mundo já mudou, e as respostas são diferenciadas.
A primeira viagem do papa deve ser ao Brasil, onde a igreja enfrenta desafios muito grandes, como a evasão de jovens e o avanço das igrejas neopentecostais. O sr. tem uma ideia do que o papa pretende orientar sobre o futuro da igreja no país?
Ainda não transpirou nada sobre as mensagens que ele vai levar, mas a gente sabe, tem certeza de que ele vai falar, em primeiro lugar, da importância dos jovens, de que devemos estar do lado dele, devemos ser compreensíveis. Ele quer que a igreja seja compreensiva, misericordiosa, saiba caminhar juntos e que isso é um percurso que tem de fazer, não se pode exigir que amanhã alguém já seja um cristão perfeito. É um caminho, um processo.
É dar a certeza aos jovens de que a igreja os entende e quer acompanhá-los e também quer mostrar a luz. Quer dizer: "Prestem atenção, existe, sim, um sentido para a vida, existe alguém pelo qual vale a pena viver e dar a vida. Há alguém, que é Jesus Cristo, ele é uma luz que vocês deveriam seguir." Isto é, não deixar de mostrar o caminho, mas, ao mesmo tempo, ser compreensivo de onde o jovem ainda está nesse caminho.
E depois a nova evangelização certamente será um outro tema forte dele.
Desde o Concílio Vaticano 2º, há um grande esforço para o diálogo interreligioso, principalmente com as religiões mais antigas. No caso da América Latina, como é o diálogo neste momento entre a igreja e o neopentecostalismo, que não para de crescer?
O diálogo ecumênico com as outras igrejas cristãs não católicas existe de forma muito forte, sobretudo a partir do Concílio Vaticano 2º. Com as grandes igrejas: ortodoxa, oriental, as igrejas protestantes de origem luterana, calvinistas, que são igrejas históricas. Mesmo com o judaísmo, há um grande diálogo. E também com o islamismo, mas isso é outro setor porque, para eles, Jesus Cristo não é como para nós cristãos. Esse diálogo é lento, mas vai caminhando.
Com as igrejas neopentecostais, onde existe muito uma teologia da prosperidade, se dá muito acento ao exorcismo, ao dízimo e coisas assim, elas se diferenciam das igrejas pentecostais. Mas tanto uma com a outra são muito semelhantes. Com elas, é mais difícil, porque muitas delas simplesmente não aceitam o diálogo, mesmo se nós quiséssemos dialogar. Porque não aceitam pensar numa unidade um dia. E muitas vezes são agressivamente anticatólicas, então é muito complicado.
O sr. já é emérito, mas vai ficar no Vaticano em alguma função?
Não, não, eu vou ficar aqui até o dia 22, vou participar da cerimônia pública religiosa e vou participar de uma reunião no dia 21. E aí volto para os meus trabalhos.
Há relatos na imprensa italiana de que o sr. contribuiu durante o conclave para eleger o papa Francisco. O sr. confirma?
Tudo o que aconteceu dentro do conclave, eu não posso falar.
Voltando ao seu trabalho na cúria, de 2006 a 2010, na Congregação para o Clero, houve uma entrevista em que o sr. falava que o celibato era uma questão disciplinar e que, por isso, estava aberto à discussão. O sr. teria sofrido uma reprimenda quando chegou ao Vaticano. Está na hora de questões como celibato e a ordenação de mulheres serem menos ortodoxas?
Isso de reprimenda, você é quem está dizendo. Eu apenas digo que todas essas questões, todos esses desafios hoje, grandes questões que estão aí em aberto, a igreja não se fecha a discutir aquilo que é necessário ser discutido, ser aprofundado. E isso significa uma igreja capaz de dialogar, capaz de ouvir, capaz de aprofundar, discutir e procurar caminhos. É o que ela vai fazer, certamente.
E esse papa é muito aberto a ouvir. Ele mesmo disse que quer ouvir o mundo, e não só os cardeais e os bispos.



Quanta esperteza! Para enganar polícia, chineses usam camiseta que imita cinto de segurança

  • Reprodução/Car News China
    Os espertinhos preferem gastar o valor que pagariam na multa nesta bonita camiseta. Que sejam multados e gastem o dobro! RÁ! Os espertinhos preferem gastar o valor que pagariam na multa nesta bonita camiseta. Que sejam multados e gastem o dobro! RÁ!
Em vez de pagar uma multa de cerca de 50 yuans (cerca de 16 reais) e perder dois pontos na carteira de motorista, diversos motoristas chineses estão pagando esse mesmo valor em uma camiseta "inovadora" que engana os policiais mais distraídos, segundo o site chinês especializado em veículos "Car News China".
"Motoristas chineses que não gostam de usar o cinto de segurança podem agora comprar uma inovadora 'camiseta cinto de segurança', pagando entre 35 yuans e 50 yuans" (entre 11 e 16 reais) , anuncia o site chinês.
Um chinês viajante teve a brilhante ideia porque "a polícia do país está mais alerta sobre o uso do cinto depois de alguns acidentes graves, onde os ocupantes foram lançados pela janela do carro e acabaram mortos", explica o site, em um tom de "quem avisa amigo é".
Os motoristas esperam que a invenção engane "os ocupados policias que olham rapidamente para dentro dos veículos".
As camisetas atraíram a atenção da imprensa chinesa que perguntou à polícia o que eles pensavam sobre o assunto.
O porta-voz Xue Fengxian, da Polícia do Trânsito de Xangai, disse que "o motorista de um veículo é obrigado por lei a usar cintos de segurança" e que "a camiseta não é ilegal por si só". Outro porta-voz, da província de Heilongjiang, afirmou que as camisetas são "auto-enganosas", mas que seu uso apenas para "fins de entretenimento" é permitido.
Que nenhum usuário da linda camiseta (só que não) seja lançado para fora da janela de um carro.

Uso de antidepressivos na gravidez pode afetar o bebê, diz estudo

Parto prematuro e baixo peso ao nascer são alguns dos problemas



Uma análise de 23 estudos feita por pesquisadores da University of British Columbia, no Canadá, descobriu que mulheres que tomam antidepressivos durante a gravidez apresentam um risco de maior de terem um parto prematuro ou acarretar outros problemas ao bebê. As conclusões foram publicadas em março no JAMA Psychiatry.

O levantamento agrupou estudos que examinaram tratamentos antidepressivos durante a gravidez, incluindo antidepressivos mais antigos e os que são comumente usados hoje. Os cientistas notaram que a exposição aos antidepressivos durante a gravidez pode levar ao parto prematuro, menor tempo de gestação (idade gestacional), menor peso do bebê ao nascer e menor pontuação no teste de Apgar (usado para verificar a saúde do bebê logo após o nascimento), em comparação com bebês que não foram expostos.

De acordo com os pesquisadores, mães com histórico de depressão não devem parar de tomar a medicação subitamente, pois isso traria riscos a elas e ao bebê. Eles afirmam que o mais correto é fazer um acompanhamento psiquiátrico desde o pré-natal para descobrir em conjunto com o médico qual o tratamento mais adequado para se fazer durante a gravidez.

Quais especialistas consultar na gravidez?
A cada fase da gestação, as exigências do seu corpo mudam e o acompanhamento médico deve ser feito desde antes da gravidez. Ficar atenta às mudanças e olhar de perto as doenças que podem aparecer evita uma série de problemas para você e o bebê. Confira o que especialistas indicam como cuidados para cada trimestre da gestação.  
de 6
Grávida e médica dermatologista - Foto: Getty Images
No dermatologista
As mudanças na pele assustam muitas grávidas. Mas não é preciso pânico, porque a maioria delas é passageira. Escurecimento nas axilas e nas virilhas, a formação de uma linha do umbigo até o púbis e a formação de acene são algumas das queixas mais comuns. "Em geral, após o parto, tudo é normalizado sem a necessidade de intervenções médicas", afirma o dermatologista Gilvan Alves, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. De qualquer forma, se você sentir algum incômodo mais intenso, veja como agir em cada fase:

Primeiro trimestre: nenhum produto químico pode ser usado. E mesmo os hidratantes devem ser específicos para gestantes, evitando complicações. Nem mesmo os cremes à base de uréia têm passe livre, porque podem prejudicar a formação do bebê.

Segundo trimestre: o uso dos cosméticos tradicionais está liberado, um alívio para quem está acostumada a uma linha de produtos e não sente o mesmo efeito com outras marcas. As mulheres que sofrem com a acne também podem buscar um tratamento mais forte, incluindo o uso de antibióticos tópicos (e não comprimidos, capazes de prejudicar os dentes do bebê). "Mas nada de agir por conta própria ou seguindo a receita da vizinha. Qualquer tratamento precisa de orientação médica personalizada", afirma o dermatologista.

Terceiro trimestre: as restrições valem apenas para aplicações de peeling, laser e preenchimentos (proibidos, aliás, para todos os noves meses). Cremes à base de ácidos podem ser usados desde que seu dermatologista autorize (em geral, a concentração deles é bem menor do que a empregada num peeling, por exemplo). De qualquer forma o ideal é esperar a criança nascer antes de fazer tratamentos mais fortes, porque a alteração hormonal continua influenciando sua pele e seus cabelos na fase de amamentação. 

Dormir pouco te faz engordar até 1kg por semana

Dormir pouco te faz engordar até 1kg por semana


Dormir pouco engorda – e todo mundo sabe disso. Os pesquisadores só não sabiam ainda os motivos e quantos quilos uma noite mal dormida poderia render. E a notícia não é das melhores: em uma semana com poucas horas de sono você pode engordar até um quilo.

Numa pesquisa realizada pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, 16 adultos jovens e saudáveis passaram duas semanas no hospital universitário. As suítes de lá eram equipadas com aparelhos que controlavam os momentos de sono (ambiente silencioso ou barulhento e luzes acesas ou não). E como os quartos eram fechados, os pesquisadores puderam calcular onível de energia gasto por cada voluntário – era só medir a quantidade de oxigênio inspirado e quanto dióxido de carbono soltavam.

Enquanto metade deles teve o privilégio de dormir até nove horas por noite, o outro grupo podia descansar por apenas cinco horas. Em média, quem dormia por menos tempo queimava 5% a mais de energia. Só que, por outro lado, consumiam 6% a mais de calorias. Aí o corpo não dava conta e, em uma semana, ganhava um quilinho extra.

Isso só acontece porque quem passa mais horas acordado come mais a noite – e, geralmente, comem porcarias, tipo salgadinho ou bolacha. Segundo a pesquisa, esse pessoal toma um café da manhã menos calórico, mas exagera nas comidinhas depois do jantar. Ou seja, o problema mesmo é o ataque à geladeira. E não a falta de sono.



Super Abril

Papa Francisco diz que decidiu nome após frase de cardeal brasileiro


O Papa Francisco disse, neste sábado (16), em um encontro com a imprensa na sala Paulo VI, no Vaticano, que escolheu seu nome de líder da Igreja Católica após falar com o cardeal brasileiro Dom Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, que participou do conclave que o elegeu.
"Na eleição, eu tinha ao meu lado o arcebispo emérito de São Paulo, um grande amigo. Quando a coisa começou a ficar um pouco perigosa, ele começou a me tranquilizar. E quando os votos chegaram a 2/3, aconteceu o aplauso esperado, pois, afinal, havia sido eleito o Papa. [...] Ele me abraçou, me beijou e disse: 'Não se esqueça dos pobres'. Aquilo entrou na minha cabeça. Imediatamente lembrei de São Francisco de Assis."
O Papa também relembrou que Francisco de Assis era um homem da pobreza e da paz. “Como eu queria uma Igreja pobre, e para os pobres”, afirmou.
Fonte: G1

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