quinta-feira, 21 de março de 2013

Aumenta expectativa de vida de pessoas com Síndrome de Down

Avanço nos tratamentos médicos eleva de 20 para 60 anos vida do paciente

Por Minha Vida - publicado em 21/03/2013

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui hoje 300 mil pessoas com Síndrome de Down. No passado, pacientes com a alteração genética viviam até os 20 anos, em média, sendo a cardiopatia uma das principais causas da morte precoce, que é uma disfunção no coração que acomete até 60% dos nascidos com Síndrome de Down. No Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março), novos dados, porém, mostram que essa expectativa de vida aumentou significativamente.

A fonoaudióloga Cristina Fonseca Pires, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, conta que era comum as crianças ficarem dependentes de remédios, o que diminuía a expectativa de vida. ?Hoje, a operação para corrigir esse problema acontece nos primeiros anos de vida?, diz. Em virtude do avanço dos tratamentos médicos, existem hoje casos de indivíduos que ultrapassam os 60 anos de idade.

A Síndrome de Down é uma alteração genética resultante da presença de um cromossomo a mais, o par 21. Por isso, também é conhecida como trissomia 21. A maioria das pessoas com o problema apresenta a denominada trissomia 21 simples, o que significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo. Existem outros mecanismos que levam à ocorrência da trissomia do cromossomo 21: mosaicismo, que ocorre quando a trissomia está presente somente em algumas células, ou por translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo.

Segundo a fonoaudióloga Cristina, pessoas com Síndrome de Down devem ter o acompanhamento de médico clínico, endocrinologista, oftalmologista, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. ?O psicólogo também é importante, principalmente, para ajudar o paciente na passagem para a adolescência e posteriormente para a fase adulta?, afirma. A especialista destaca que, quando um dos membros do casal apresenta o problema, há 50% de chance de a criança nascer com a Síndrome. Já se o pai e a mãe tiverem a alteração, as probabilidades chegam a 80%.

Abandone sete mitos sobre a Síndrome de Down
Com uma dose a mais de cuidados especiais e carinho, quem tem Síndrome de Down pode ter uma vida marcada por grandes conquistas. Ilka irá se casar em dezembro, Leonardo é campeão de natação e Thiago está divulgando um livro em Nova York. Todos apresentam a terceira cópia do cromossomo 21, característica da síndrome, mas possuem muita autonomia por serem estimulados desde pequenos.

"Quanto mais cedo for iniciado um trabalho de estímulo e aprendizagem, maior a independência das pessoas com Down", afirma o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP). Derrube mitos sobre essa alteração genética e conheça exemplos de superação que confirmam a fala dos especialistas. 
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Menino com Down na escola - Foto: Getty Images
Mito: a criança com Down só pode estudar em uma escola especial
O geneticista Zan recomenda exatamente o oposto: a família deve colocar o filho em uma escola comum. "Com o incentivo da aceitação dessa criança dentro da sala de aula, tanto ela quanto os colegas crescem acostumados às diferenças e derrubam barreiras de preconceito presentes na sociedade", afirma o profissional.

A psicóloga clínica e psicopedagoga Fabiana Diniz, da Unimed Paulistana, conta que a pessoa com a síndrome pode ter um retardo mental que vai do leve ao moderado, mas isso não a impede de se desenvolver cognitivamente. "Além da intervenção precoce na aprendizagem, é preciso carinho e estímulo por parte da família, terapias e tratamento medicinal quando necessário, além de incentivo à brincadeiras com jogos educativos", diz a especialista.  
Pessoa com Síndrome de Down jogando basquete - Foto: Getty Images Mito: atividades físicas estão proibidas, somente a fisioterapia é liberada
Quem tem Down pode - e deve - praticar exercício físico, mas é preciso passar por uma avaliação médica antes e preferir atividades de baixo impacto. "A alteração genética pode causar problemas no coração, espaçamento da coluna vertebral e redução da força muscular", afirma a educadora física Natália Mônaco, do Instituto Olga Kos, que atende na cidade de São Paulo crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down.

Leonardo Hasegava, 19 anos, apresentou grandes melhoras de força, flexibilidade, equilíbrio e agilidade por praticar Taekwondo no Olga Kos. A mãe, Marisa, conta orgulhosa que ele fez a sua primeira apresentação sozinho ano passado. "Em um ano de prática, ele já consegue chutar bem com a direita, mesmo sendo canhoto, e aprendeu a fazer um salto com dois pés juntos, algo de difícil coordenação", comenta.

Já o Leonardo Ferrari, 18 anos, de Jundiaí-SP, destacou-se na natação: ficou em primeiro lugar classificação no Brasil para disputar a Special Olympcs 2011, na Grécia, que é a versão das olimpíadas para pessoas com deficiência intelectual. "Colocamos o Léo na natação aos oito anos de idade por causa da tendência maior a engordar e do sistema respiratório mais frágil, comum em quem tem a síndrome, e ele teve resultados muito além do esperado", afirma a mãe Berenice.
Pessoa com alteração genética trabalhando - Foto: Getty Images Mito: a Síndrome de Down bloqueia o amadurecimento
Essa crença já foi defendida por alguns especialistas do passado, mas hoje não passa de um grande mito. Thiago Rodrigues, de 25 anos, serve como prova: é auxiliar administrativo de uma empresa de agronegócio e está em Nova York para divulgar um manual de acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual, que escreveu junto com colegas que também possuem Síndrome de Down. "Viajar para fora do país era um dos meus maiores sonhos, mas ainda tenho muitos outros, como voltar a estudar pra fazer faculdade de ciência da computação", afirma o jovem.

A geneticista Fabíola Monteiro, da APAE de São Paulo, afirma é possível chegar a um desenvolvimento como o de Thiago com estímulo precoce e acompanhamento de profissionais, que pode envolver desde fisioterapia e fonoaudiologia até exames periódicos com um cardiologista. "É importante agir quando o cérebro ainda está em formação, para fazer com que a criança forme o máximo de conexões possíveis", afirma.
Criança com Síndrome de Down sorrindo - Foto: Getty Images Mito: casais com a síndrome não podem ter filhos
O geneticista Zan explica que um casal pode ter filhos mesmo que ambos tenham Síndrome de Down. "A principal diferença é que as chances de o filho também apresentar a alteração genética são maiores: 80% se os dois tiverem Down e 50% se apenas um do casal tiver", diz. Em pessoas que não apresentam a síndrome, a chance de a criança nascer com o cromossomo a mais é de um para cada 700 pessoas.

Ilka Farrath, de 33 anos, está muito feliz ao escolher o vestido que irá usar para se casar com Artur Grassi - os dois possuem síndrome de Down e se conheceram quando ainda eram adolescentes na APAE de São Paulo. "A correria pra ver DJ, filmagem, decoração e outras coisas é grande, mas não deixo de fazer pilates duas vezes por semana para melhorar o alongamento e conseguir emagrecer até dezembro, quando será o casamento", afirma.
Menino cozinhando - Foto: Getty Images Mito: quem tem Down precisa sempre de um cuidador 24 horas por dia
A geneticista Fabíola afirma que a pessoa com a síndrome geralmente precisa de algum tipo de supervisão, mas não significa superproteção a todo o momento. "Dependendo do estímulo e das características pessoais, é possível ter uma vida mais independente", conta.

Thiago vive com a mãe, mas garante que tem muita autonomia: "Acordo cedo todo dia, troco de roupa, escovo os dentes, pego trem e ônibus até o trabalho e faço muitas outras coisas", afirma. A mãe de Leonardo, campeão de natação, também conta que ele viajou sozinho com a delegação para disputar as olimpíadas na Grécia. "Foi uma prova do quanto ele consegue ser independente, já que eu e meu marido só fomos para lá depois e não podíamos tirá-lo da vila olímpica", conta.
Menina com a síndrome brincando no jardim - Foto: Getty Images Mito: há diferentes graus de Síndrome de Down
A presença do cromossomo 21 extra é a mesma em todos os casos - não há graus. "A diferença entre uma pessoa e outra está nas oportunidades que cada uma tem de ser estimulada e nas características individuais que possui", comenta o geneticista Zan. É por isso que, como reforça a psicóloga Fabiana, é essencial um estímulo desde a infância. "Depende muito do grau de comprometimento da família para que o portador da síndrome possa enfrentar seus próprios medos e desafios e, dessa forma, levar uma vida normal, cercada de direitos e deveres como qualquer cidadão", comenta.

Ilka, que tem a síndrome e está prestes a se casar, é um exemplo do estímulo precoce: teve um atendimento de profissionais da APAE de São Paulo desde que tinha dois anos e oito meses. "Costumo dizer que lá é a minha segunda casa, já que também contribuiu para que hoje eu possa trabalhar, viajar e planejar o meu casamento", diz.
Mito: o cromossomo extra da síndrome vem apenas da mãe
"Nem sempre a cópia extra do cromossomo 21 vem da mãe, pode vir do pai também", afirma a geneticista Fabíola. Mas é verdade que, a partir dos 35 anos de idade da mulher, os riscos de o acidente genético acontecer são cada vez maiores. Zan Mustacchi explica que a mulher tem todos os óvulos formados dentro de si desde quando ainda é bebê, diferente do homem que produz espermatozoides a cada 72 horas desde a puberdade. "Ao longo dos anos, os óvulos também vão envelhecendo, o que pode aumentar o risco de ocorrerem alterações genéticas na formação do feto", diz o geneticista. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Respiração pela boca pode prejudicar o desempenho físico em atletas

O acompanhamento odontológico resolve o problema e melhora a aptidão ao esporte

Por Especialista - atualizado em 20/02/2013

 Educador físico, fisioterapeuta, médicos. Não são apenas esses os profissionais que devem dar suporte aos atletas. A odontologia desportiva pode melhorar o rendimento dos atletas, promovendo a saúde bucal e prevenindo possíveis lesões decorrentes de atividades esportivas.
 O Brasil será a sede das próximas Copa do Mundo e Olimpíadas. Eventos deste porte atraem a atenção e estimulam a prática esportiva em todo o país. Com isso, é redobrada a importância, a garantia de que amadores e atletas profissionais pratiquem sua modalidade com toda a segurança, usufruindo dos benefícios que a odontologia pode proporcionar ao seu desempenho.
 O tratamento do atleta abrange diversas especialidades odontológicas. Para o odontopediatra e para o ortodontista, é fundamental assegurar o crescimento saudável do complexo maxilofacial, sendo, portanto, a infância e a adolescência, o melhor momento para se detectar e intervir em problemas futuros.

Os prejuízos de respirar pela boca

 O fator mais importante para o desenvolvimento facial, maxilar e dentário apropriado, é a respiração correta pelo nariz e não pela boca. A respiração bucal é comum em condições onde a via nasal não está disponível seja por obstrução real ou por hábito. Estas obstruções incluem alergias, amígdalas aumentadas, adenóides aumentadas, septo desviado e outras.
 Quando se respira pelo nariz, os lábios estão em contato, e a língua se posiciona de encontro ao céu da boca. Esta posição é boa pois a língua atua como o melhor aparelho ortopédico e ortodôntico. A língua, em condições normais, exerce uma força para fora, resistindo às forças dos músculos da bochecha, que por sua vez exercem uma força para dentro, criando um equilíbrio e mantendo a forma do arco. Com a respiração bucal crônica, a língua cai para o assoalho e para de exercer força ideal para fora. As forças dos músculos não encontram adversário e promovem um estreitamento do arco superior, falta de espaço e consequente apinhamento (o popular encavalamento) dos dentes.
 Ademais, os respiradores bucais crônicos também podem desenvolver alterações indesejáveis na face como um queixo deslocado para trás, o que leva a um impacto negativo no perfil, além de ronco e apneia do sono. Nas crianças, a respiração bucal ainda esta associada à baixa oxigenação do cérebro com baixo rendimento escolar e velocidade reduzida nas atividades intelectuais e físicas.
"Um atleta que respira pela boca apresenta rendimento físico 20% menor se comparado ao que respira pelo nariz"

Um exemplo

 Ronaldo Luiz Nazário de Lima, o Ronaldinho, quando começou a praticar o futebol, jogava bem, porém não corria, e possuía um condicionamento físico considerado muito ruim. Mas para a sua sorte, o time possuía na comissão técnica um dentista com visão esportiva. Ao conhecer o garoto e observar a sua respiração bucal, ele tratou o problema, logo o menino mostrou todo o seu potencial. Um atleta que respira pela boca apresenta rendimento físico 20% menor se comparado ao que respira pelo nariz. Imagine então, quantos fenômenos o esporte brasileiro pode estar perdendo a cada ano devido a respiração bucal?
 Outro exemplo é o campeão olímpico Michael Phelps: o maior recordista mundial de medalhas olímpicas de todos os tempos é um respirador bucal crônico. Possui face longa, arcos estreitos, dentes apinhados e sorriso gengival. E ainda sim consegue nadar daquele jeito. Como?
 Um arco estreito, sorriso gengival e dentes apinhados podem ser tratados em crianças e em adultos. O arco é expandido para promover maior passagem de ar e permitir alinhamentos dos dentes e a mandíbula pode ser avançada através de aparelhos, evitando algumas vezes a cirurgia. O melhor é resolver o quadro o quanto antes, se possível ainda na infância. O indivíduo não nasce como respirador bucal, ele simplesmente, por algum problema passa a respirar de maneira errada e quando não tratado, adquire características faciais próprias. Se fosse dado a Michael Phelps a oportunidade de respirar pelo nariz quando criança, a sua face com certeza seria muito diferente da de hoje e ele poderia pular na água alguns segundos após os outros nadadores que ainda sim ganharia o ouro. Trata-se aqui de com certeza o maior atleta de todos os tempos, porque mesmo estando em déficit físico em relação aos outros, ele supera as adversidades e chega em primeiro lugar.

Tratando o problema

 Para se evitar a respiração bucal e os efeitos colaterais negativos, é recomendável, uma vez detectada a respiração bucal, a qualquer idade, uma avaliação da criança pelo ortodontista, que encaminhará quando necessário ao otorrino. Observe seu filho à noite e repare se ele ronca, se baba no travesseiro e se a boca está aberta. Alem disto lábios ressecados, gengiva inflamada, mau hálito e dentes com bordas esbranquiçadas também são sinais característicos.
 Desenvolver e manter uma respiração adequada são as bases do desenvolvimento facial adequado. Respirar pelo nariz é o método mais eficiente e desejável de transferir oxigênio aos órgãos vitais. Podemos viver sem comida por alguns dias, sem água por algumas horas, mas sem oxigênio, só aguentamos por alguns segundos. Oxigênio é o alimento vital e precisamos maximizar a maneira como ele é transmitido ao corpo.

problemas que a falta de sono provoca à saúde

Peso, controle do diabetes e humor podem ser afetados com noites insones

Por Carolina Gonçalves - publicado em 16/03/2013

Excesso de trabalho, estresse, insônia, acúmulo de tarefas e distúrbios do sono são alguns dos vilões mais comuns de uma boa noite de descanso. Um estudo realizado em janeiro de 2013 pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM) afirma que 69% dos brasileiros avaliam seu próprio sono como ruim e insatisfatório, com problemas que vão desde a dificuldade para pegar no sono até acordar diversas vezes durante a noite. Embora as poucas horas de sono já façam parte da rotina dos brasileiros, dormir menos do que o recomendado (de seis a oito horas) pode afetar a nossa saúde como um todo - funções que muitas vezes nem imaginamos estar relacionadas ao sono. Quer descobrir como a falta de sono afeta o seu corpo? Confira os que os especialistas dizem sobre o assunto neste Dia Mundial do Sono, celebrado neste sábado, dia 16 de março: 

Afeta o emagrecimento

Durante o sono nosso organismo produz a leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade ao longo do dia. Por isso, pessoas que dormem pouco produzem menores quantidades desse hormônio. Além disso, quem tem o sono restrito produz mais quantidade do hormônio grelina, que provoca fome e reduz o gasto de energia. "A consequência é a ingestão exagerada de calorias durante o dia, pois o corpo não se sente satisfeito", explica a endocrinologista Alessandra Rasovski, da Sociedade Brasileira e Endocrinologia e Metabologia. Segundo um estudo feito na Universidade de Chicago, pessoas que dormem de seis a oito horas por dia queimam mais gorduras do que aquelas que dormem pouco ou tem o sono fragmentado. A pesquisa afirma que a falta de sono reduz em 55% a queima de gordura. 
mão com um barbante amarrado no dedo - Foto: Getty Images

Impede a conservação da memória

"O sono é uma etapa crucial para o cérebro transformar a memória de curto prazo relevante em memória de longo prazo", afirma o neurologista André Felicio, da Academia Brasileira de Neurologia. O especialista explica que, durante a noite, o cérebro faz uma varredura entre as informações acumuladas, guardando aquilo que considera primordial, descartando o supérfluo e fixando lições que aprendemos ao longo do dia. "Por esse motivo, quem dorme mal costuma sofrer para se lembrar de eventos simples, como episódios do dia anterior ou nomes de pessoas próximas", diz.
mulher doente - Foto: Getty Images

Enfraquece a imunidade

É durante o sono que acontecem diversos processos em nosso organismo, dentre elas a produção de anticorpos. De acordo com um estudo da Universidade de Chicago (EUA), dormir pouco reduz a função imune e o número de leucócitos, células responsáveis por combater corpos estranhos em nosso organismo. Segundo a pesquisa, quem dormia quatro horas por noite por uma semana tinham os anticorpos reduzidos pela metade, quando comparados aqueles que dormiram até oito horas.
homem com dor de cabeça - Foto: Getty Images

Altera o funcionamento do metabolismo

As mudanças no ciclo do sono podem atrapalhar a síntese dos hormônios de crescimento e do cortisol, já que ambos são produzidos enquanto dormimos. "Os maiores efeitos dessa deficiência são despertar cansado, a dificuldade de raciocínio e a ansiedade, que podem interferir na realização de tarefas do cotidiano, levando a problemas como déficit de atenção, acidentes de trânsito, indisposição física, irritabilidade e sonolência", diz a endocrinologista Alessandra.
mulher se olhando no espelho - Foto: Getty Images

Leva ao envelhecimento precoce

Durante o sono, produzimos hormônios "rejuvenescedores", como a melatonina e o hormônio do crescimento. "Esses hormônios exercem funções reparadoras e calmantes para a pele, e a falta de sono impede que o corpo descanse adequadamente", afirma a endocrinologista Alessandra. Os maiores resultados disso são uma pele sem viço e com olheiras. O estresse provocado pela falta de sono também favorece o aparecimento de rugas.
pessoa verificando a glicemia - Foto: Getty Images

Interfere na produção de insulina

Pessoas com diabetes que tem um sono insuficiente desenvolvem uma maior resistência insulínica, tornando o controle da doença mais difícil. É o que afirma um estudo feito pela Northwestern University, dos Estados Unidos. Os pesquisadores concluíram que portadores de diabetes que dormem mal tinham 82% mais resistência à insulina que os portadores com sono de qualidade. Além disso, a falta de sono adequado pode favorecer o aparecimento de diabetes tipo 2 em quem não tem a doença. "É durante o sono que o corpo estabiliza os índices glicêmicos, por isso quem não tem um sono de qualidade sofre com o descontrole do nível de glicose, podendo desenvolver diabetes", explica a endocrinologista Alessandra.
medidor de pressão - Foto: Getty Images

Desregula a pressão arterial

A neurologista Rosa Hasan, responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital São Luiz, explica que a dificuldade em descansar durante a noite é equivalente a um estado de estresse, aumentando a atividade da adrenalina no corpo. "Uma noite mal dormida deixa o organismo em estado de alerta, aumentando a pressão sanguínea durante a noite", explica a especialista. Ela afirma que com o tempo essa alteração na pressão sanguínea se torna permanente, gerando a hipertensão.
halteres e fita métrica - Foto: Getty Images

Afeta o desempenho físico

"Um sono incompleto é uma das principais causas de fadiga ou baixo desempenho motor", afirma o neurologista André. Quando dormimos profundamente e sem interrupções, nosso corpo começa a produzir o hormônio GH, responsável pelo nosso crescimento, e que começa a ser sintetizado só 30 minutos depois de começarmos a dormir. "O hormônio do crescimento tem como funções ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gorduras, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose", explica a endocrinologista Alessandra.
mulher triste - Foto: Getty Images

Prejudica o humor

"A falta de sono faz com que o cérebro não descanse plenamente, prejudicando a comunicação entre os neurônios", explica o neurologista André. E os neurônios são os responsáveis por produzir os neurônios relacionados ao nosso bem-estar, como a serotonina. "Por isso que um sono deficiente impacta o nosso bom-humor de forma direta, podendo até favorecer quadros de depressão."

Volvo adotará sistema que evita atropelamento de ciclista

| DE SÃO PAULO
A Volvo adotorá em seus carros um sistema que poderá proteger os ciclistas. Com uma câmera posicionada no para-brisa e um radar instalado na grade dianteira, o equipamento detecta a presença de ciclistas em condição de risco e freia o veículo automaticamente, evitando um possível atropelamento.
Divulgação
Sistema usa câmera e radar para detectar pedestres e ciclistas
Sistema usa câmera e radar para detectar pedestres e ciclistas
A tecnologia foi apresentada durante o Salão do Automóvel de Genebra. Trata-se de uma evolução do atual sistema de detecção de pedestres, já presente no sedã S60 e na perua V60.
Com um novo software, o sistema tornou-se capaz de detectar a silhueta do ciclista na bicicleta e as condições que podem colocá-lo em uma situação de risco.
O radar serve para detectar o que está à frente do carro e determinar a distância dele. Já a câmera reconhece a pessoa ou o objeto.
Com isso, pedestres e ciclistas podem ser detectados, conforme seu formato e tipo de movimento. Detectando a situação de risco, o sistema aplica a frenagem de emergência, para reduzir a velocidade ao máximo ou parar o veículo.
A tecnologia só detecta bicicletas que estiverem no mesmo sentido do tráfego e será incorporada em maio aos modelos vendidos na Europa.

Prepare o filho mais velho para a chegada do irmãozinho

Especialista diz que pais devem respeitar os sentimentos da criança, mas sem ceder a birras

por Marianna Feiteiro
Prepare o filho mais velho para a chegada do irmãozinho title=Foto: Shutterstock
É supercomum que o irmão mais velho sinta ciúme da chegada do novo bebê. Antes, ele era o centro das atenções e o xodó do papai e da mamãe e, agora, terá de dividir o carinho e o cuidado com o novo filho. Algumas crianças podem voltar a ter atitudes infantis, como fazer birra ou xixi nas calças, em uma tentativa de chamar a atenção dos adultos. Outras podem tornar-se agressivas em relação ao irmãozinho, dando tapas ou derrubando do carrinho. Minimizar o trauma e tornar essa experiência agradável para o irmão mais velho é uma responsabilidade exclusiva dos pais, que devem preparar a criança para este momento.
Segundo a especializada em desenvolvimento infantil Teresa Ruas, consultora Fisher-Price, tudo depende da criação. “A forma como os pais estabeleceram anteriormente a relação entre amor e respeito, limite e liberdade e deveres e direitos na educação do filho mais velho é que determinará a maneira como ele expressará o ciúme e a sua adaptação frente ao novo papel na família. De repente, se esta criança sempre teve a permissividade para fazer tudo o que desejou sem os necessários limites, ela e os pais terão mais dificuldades em abordar o assunto”, explica.

Teresa acredita que o momento ideal para contar à criança sobre a chegada do bebê é assim que a notícia for confirmada e a mãe já tiver passado pelo período crítico de chances de abortos espontâneo. “Os pais devem ser o mais verdadeiro e honesto possível. Eles têm de demonstrar ao filho mais velho que amam cada um dos filhos e que será divertido e prazeroso receber mais uma criança em casa”, aconselha.
No primeiro encontro dos irmãos, devem estar presentes apenas os componentes “reais” da família, ou seja, pais e filhos. De acordo com a especialista, é importantíssimo que os pais respeitem e acolham as expressões, os sentimentos e os comportamentos do filho mais velho. “Impor ou forçar algum comportamento específico não é indicado para este momento, pois, assim como os pais precisaram de um tempo para conhecer o filho que acabou de chegar, o irmão mais velho também precisa de tempo para compreender melhor esta mudança”, esclarece.
É importante que os pais demonstrem compreensão, mas não sejam permissivos. Teresa destaca que a birra de uma criança de dois ou três anos é diferente de uma criança de 10, e que, por isso, é necessário entender como é a compreensão afetiva de cada fase e estabelecer os limites e direitos de acordo com isso.
Passada a fase de reconhecimento do novo irmão, o ideal é que a mãe consiga dividir o tempo de acordo com a demanda de cada filho. “Sei que é difícil, mas, enquanto o recém-nascido dorme, esteja presente e seja participativa nas atividades do mais velho. Convide o irmão mais velho para ajudar a cuidar do mais novo: ele se sentirá prestativo”, recomenda a especialista.

MG: trote de alunos tem apologia ao nazismo


Alunos do curso de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) podem ser expulsos por causa de um trote considerado racista, com apologia ao nazismo. O caso ganhou repercussão depois que os estudantes divulgaram fotos na internet.


O trote ocorreu no prédio da Faculdade de Direito da UFMG, em Belo Horizonte.  Uma das fotos mostra uma aluna com o corpo pintado de preto e, em seu pescoço, um cartaz traz escrito “Chica da Silva”. Acorrentada, ela é puxada por outro estudante que sorri.

Em outra foto, um jovem é preso a uma pilastra rodeado por universitários que fazem uma saudação nazista. Um deles tem pintado no rosto um bigode semelhante ao de Hitler.

As fotos foram postadas em redes sociais e a repercussão foi imediata. Alunos da Faculdade de Direito, inclusive, repudiaram a brincadeira de mau gosto.

A UFMG criou uma comissão disciplinar para investigar o caso, e o objetivo é identificar e ouvir as vítimas, além dos alunos que organizaram o trote. O resultado deve sair em 30 dias. A punição aos estudantes pode chegar à expulsão da universidade.

Personalidades comentam morte de cantor Emílio Santiago

Relembre a trajetória do cantor Emílio Santiago, que morreu nesta quarta-feira (20) no Rio32 fotos

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07.mar.2013 - O cantor e compositor carioca Emílio Santiago durante divulgação de seu disco Leia mais Divulgação
A morte de Emílio Santiago gerou diversas mensagens carinhosas de seus amigos, parceiros musicais e admiradores em geral, que reconheceram o talento do cantor carioca.
Amiga de Emílio, Alcione foi ao hospital na manhã desta quarta-feira (20) assim que soube da notícia. A cantora, porém, pouco falou com a imprensa.
"Eu o vi pouco antes de ele ser levado para o CTI. Passei a mão no braço dele e falei: "Estou aqui". Ele respondeu: 'Que bom, minha irmã'", disse Alcione.
Já no velório do cantor, a atriz Daisy Lúcidi lamentou a perda do amigo. "Acompanho ele desde o concurso no Flávio Cavalcanti, no final de fevereiro. No aniversário dele, ele falou no meu programa na rádio Nacional. Me surpreendi hoje, é uma perda irreparável. Não só pela voz maravilhosa, mas pela figura humana que ele é. Vim para prestar essa homenagem. Lamento muito. Estou muito triste", disse a atriz.
O cantor Djavan também repercutiu a morte do amigo. "Meu Deus, que pecado. O Emílio era uma pessoa da maior qualidade e um dos maiores cantores que já ouvi. Eu vou sentir muito a sua falta. Que descanse em paz", disse por e-mail.
A ministra da Cultura Marta Suplicy também divulgou um comunicado, ressaltando a importância do cantor carioca: "Emílio Santiago, com sua voz e presença de palco marcantes, sempre figurará entre os mais importantes artistas da música brasileira. Com o Brasil, estou de luto".
Outros artistas, músicos, políticos e celebridades repercutiram a morte do artista, de apenas 66 anos. Veja as mensagens nas redes sociais:

O maior cantor do Brasil Emilio Santiago partiu para o plano espiritual. Nos céus ele sempre esteve é um gigante. Que tristeza meu Deus.

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