sexta-feira, 12 de abril de 2013

Comissão quer impedir que patrão tenha casa penhorada

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GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA
Folhainvest Integrantes da comissão do Congresso que discute a regulamentação da emenda das domésticas querem evitar que patrões possam ter seus imóveis penhorados para pagar dívidas com empregados.
O grupo articula alterar a exceção à "impenhorabilidade", prevista pela lei 8.009, que determina a perda do imóvel do patrão quando a dívida é firmada com domésticas -mesmo que seja o único bem do empregador.
Como a emenda que ampliou os benefícios dos empregados domésticos prevê o recolhimento de FGTS, com a multa de 40% para os casos de demissões sem justa causa, os congressistas temem que os patrões não tenham condições de arcar com dívidas trabalhistas.
"Uma multa de 40% do FGTS após tantos anos de trabalho pode significar a venda do imóvel da família. Temos que discutir uma alternativa para proteger a família brasileira", disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).
Relator da comissão, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) vai propor a redução da multa para 10%. Ele acredita que, com a mudança no percentual, o pagamento das dívidas trabalhistas não vai pesar no orçamento familiar.
"Na empresa, 40% de multa não é problema porque ela tem lucro. A família não faz previsão, faz conta na ponta do lápis, quando não entra no cheque especial", disse.
Integrantes da comissão argumentam que a mudança no percentual da multa pode ferir a convenção internacional da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que deve ser ratificada pelo governo brasileiro.
"Essa é uma regra de todos os trabalhadores. Há outras instituições que não visam ao lucro e os empregados têm a proteção dessa regra", disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
Jucá prometeu encerrar a discussão sobre a regulamentação da emenda na comissão até 1º de maio. O relator pretende apresentar sua proposta final no dia 23 de abril.
No texto, o senador também vai sugerir a redução das alíquotas do INSS para 8%, tanto para os patrões quanto para os empregados, e repasse do pagamento de auxílio-creche para o governo.

Eletricista cria Farobook para reunir 'aumigos' de estimação em Santos (SP)


"Hoje eu fui dar uma voltinha no bairro depois de muito tempo", "Estou mordendo a mãe antes de ir nanar...", "Agora estou embaixo da mesa, no pé do cara que acha que é meu dono". São frases atribuídas a bichos de estimação, escritas em uma rede social criada especialmente para abordar "uma vida animal": o Farobook, nome alusivo ao faro canino.
A iniciativa surgiu de uma ideia de Marcos Roberto Rodrigues, 45, um eletricista que mora e trabalha em Santos (72 km de São Paulo) e é autodidata em informática. Apaixonado por animais e dono de "Sanny", uma poodle de cinco anos de idade, resolveu usar a internet para que pessoas manifestassem seu apreço por cães, gatos, pássaros e outros "pets". Hoje, o Farobook tem cerca de 1.700 membros.
Rodrigues alimentou o plano por quase um ano, até contá-lo para um amigo, o aposentado Mauro Jorge de Carvalho. Em meados do ano passado, decidiram montar o site, também administrado por Jassa Martins, mulher do eletricista. Mas foi nos últimos dois meses que, na divulgação boca a boca e a cada "lambida" (equivalente à opção "curtir" no Facebook), a rede social se popularizou.

Onde fica Santos

  • Santos está a 72 km de São Paulo
Com a abertura de seções no Farobook para postagem de fotos e vídeos, informações sobre animais achados e perdidos, bichos para adoção, jogos com temática animal e bate-papo entre "aumigos", os conhecimentos de Marcos Rodrigues se tornaram insuficientes para a manutenção do site. A capacidade inicial para processamento de dados também.
"Não achava que o Farobook teria essa projeção. Comecei com um servidor compartilhado para manter o site, pagando R$ 19,90 por mês. Tive que mudar para um servidor dedicado, que custa mais de R$ 400 mensais, e precisei contratar um programador, que me demanda ainda mais dinheiro", diz Rodrigues, que divide as despesas da manutenção do site com Carvalho.

Amor compartilhado

Outra preocupação consiste no conteúdo: não se permite a publicação de imagens de animais machucados. "Em vez de sensibilizar as pessoas, [as cenas] acabam chocando. As crianças também são público do site. Então, se alguém acha que deve usar uma foto dessas, precisa desfocar a imagem e colocar uma tarja nela. A ideia é compartilhar o amor entre os animais."
Depois de 30 anos como técnico em eletrônica e eletricista especializado em iluminação e decoração, Rodrigues diz sonhar em ter condições de sobreviver do trabalho do Farobook. "Com o site, estou fazendo o que gosto, compartilhando momentos e ajudando pessoas com seus animais. Uma moça já adotou um animal por aqui [o Farobook]".

Dívida bilionária e fazendas ocupadas ameaçam império de deputado mais rico do Brasil


Símbolo maior do poder político e econômico dos usineiros em Alagoas, o grupo João Lyra deixou de lado a liderança agroindustrial no Estado e enfrenta uma crise sem precedentes. Com falência já decretada, mas questionada judicialmente, o grupo tem dívida bilionária, terras invadidas e enfrenta o protesto constante de funcionários com salários atrasados.
Era uma situação tão tranquila, que o grupo obteve todos os empréstimos que quis e de que necessitou junto à rede bancária nacional e internacional
Dono de cinco usinas em Alagoas e Minas Gerais, o usineiro e presidente do grupo que leva seu nome, João Lyra (PSD), foi eleito deputado federal pelos alagoanos em 2010 e chegou à Câmara, onde cumpre mandato até 2014, com o status de parlamentar mais rico do país --seu patrimônio declarado é de R$ 240 milhões.
Mas ao longo desse período, o deputado deixou o posto de líder político para encarar problemas em seu grupo. Eleito sempre com o discurso "gestor exemplar", Lyra começou a dar sinais de que o império começava a ruir em janeiro de 2010, quando o grupo conseguiu na Justiça um despacho para "recuperação judicial".
De lá para cá a situação piorou. Segundo o Tribunal de Justiça, o grupo deve pouco mais de R$ 1,2 bilhão (cinco vezes o patrimônio declarado de seu presidente) e teve falência das usinas e empresas associadas decretada, a pedido de credores, em setembro de 2012.

Ausente no Congresso

Divulgação
O deputado João Lyra deixou a fama de mais rico para ser conhecido como o mais faltoso da Câmara. Em 2012, compareceu a apenas 29 (32%) das 91 sessões destinadas a votação, segundo levantamento do site Congresso em Foco. Nenhum projeto foi apresentado pelo parlamentar. Sua assessoria informou que problemas no ouvido o impediram de viajar a Brasília. Lyra também enfrenta uma ação por suposto trabalho escravo em suas empresas. Ele é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de "submeter à condição análoga à de escravo 56 dos 3.300 trabalhadores de uma empresa de sua propriedade que trabalhavam em lavoura de cana-de-açúcar em União dos Palmares"
A maioria das dívidas é com grandes fornecedores, que cobram pagamento judicialmente. A decisão de falência foi revertida liminarmente pelo Tribunal de Justiça, que deve julgar o caso, com seu pleno, na próxima semana, quando uma posição definitiva será tomada.
A situação recente do grupo surpreende pela posição confortável que tinha até cerca de cinco anos atrás. Seus investimentos corriam dentro de uma aparente normalidade. "Era uma situação tão tranquila, que o grupo obteve todos os empréstimos que quis e de necessitou junto à rede bancária nacional e internacional", afirmou o economista Cícero Péricles.
Para o economista, de 2009 até agora foram várias as tentativas de renegociação da dívida do grupo com credores, mas todas teriam fracassado. "As constantes renegociações e a presença desse grupo no noticiário econômico, sempre em posição desconfortável, parecem indicar que, caso não ocorra uma novidade de caráter muito surpreendente, ele terá o mesmo destino de alguns grupos do Sudeste, que sofreram processos de reestruturação, de divisão ou que fecharam definitivamente."

Débitos com funcionários

As dívidas com credores não param de crescer, novos débitos se acumulam com os cerca de 26 mil trabalhadores que atuam para o grupo. Segundo a Fetag (Federação dos Trabalhadores da Agricultura em Alagoas), a maioria absoluta dos funcionários do grupo estava, até a última terça-feira (9), sem receber salários de fevereiro.
"Os trabalhadores têm fechado rodovias e feito greve. Foram dadas férias coletivas, e alguns ajuizaram ação na Justiça. Mas sempre orientamos que não adianta, porque não há como bloquear mais nada: está tudo bloqueado. Os próprios procuradores e juízes estão superlotados com isso, e a gente está sugerindo acordo com o grupo", disse Antônio Torres Guedes, secretário da Fetag.
Quase semanalmente, funcionários de alguma das três usinas fecham uma rodovia em protesto contra salários atrasados em Alagoas. Para Torres, apesar da crise, há esperança de dias melhores. "A gente tem esperança de que melhore. Eles disseram à gente que estão vendendo uma empresa e procurando um sócio para que tudo volte à normalidade", afirmou.
Outro problema trabalhista está no complexo de comunicação que o grupo detinha em Alagoas até o final do ano passado, quando anunciou o fechamento de "O Jornal", segundo maior impresso do Estado.
Desde do fechamento, os funcionários cobram o pagamento dos salários e demais direitos trabalhistas. Sem conseguir resultado das negociações, o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas ingressou, na semana passada, com ações na Justiça pedindo providências.
"Mesmo tendo a compreensão dos trabalhadores e facilidades para saldar o compromisso, o deputado, o grupo e sua representante não cumpriram a palavra", disse a presidente do Sindicato dos Jornalistas, Valdice Gomes, citando ainda que o grupo não repassou as contribuições sindicais, nem os descontos do Imposto de Renda à Receita Federal.

Ocupações de terra

Outro problema é de ordem fundiária. Quatro movimentos sociais (Movimento Via do Trabalho, Movimento de Luta pela Terra, Movimento Unido pela Terra e Terra Livre) invadiram nove fazendas do deputado, numa série de ocupações iniciadas no final do mês passado.
Os grupos alegam que, com a paralisação da produção de boa parte do grupo, as terras nos municípios de União dos Palmares e Branquinha estão improdutivas e devem ser desapropriadas.
Se você percorrer as terras da usina Guaxuma, 90% estão improdutivas
Segundo o representante dos movimentos, Marcos Antonio da Silva, a decisão de ocupar as fazendas veio por conta das notícias da falência do grupo. "Se você percorrer as terras da usina Guaxuma, 90% estão improdutivas. A safra desse ano deu 1/3 da do ano passado. Tendo em vista isso, os quatro movimentos, juntos, ocuparam essas fazendas improdutivas", disse.
O líder sem-terra informa que a ideia é pressionar o governo para fazer a reforma agrária nas fazendas do deputado. "Exigimos a montagem de uma força-tarefa entre governos estadual e federal para fazer um levantamento nas terras do deputado", disse Silva, citando que 500 famílias ocuparam cerca de 4.000 hectares (cada hectare equivale a 10.000 m². O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e o governo do Estado ainda não se pronunciaram sobre a questão.

Resposta

O UOL pediu, no início da semana, uma entrevista com o deputado ou mesmo resposta aos questionamentos feitos por e-mail, mas não obteve sucesso. Em uma nota curta, a assessoria do grupo João Lyra disse à reportagem que "o setor jurídico do Grupo João Lyra está buscando os meios legais para reaver as terras invadidas, já que as três unidades são produtivas." "Sobre os demais assuntos, não iremos nos pronunciar", finalizou a nota.
Segundo o site do grupo, as empresas do deputado produziam por 6,5 milhões de sacas de açúcar e 300 mil metros cúbicos de álcool (cada metro cúbico corresponde a mil litros). "O Grupo João Lyra, um dos mais tradicionais e sólidos do Norte e Nordeste do país, mantém entre suas empresas uma atuação inter-relacional amparada por modernas políticas de gestão e pelo constante investimento em avanços tecnológicos", diz o texto de apresentação do site.

Relacionamentos não são equações matemáticas


Relacionamentos não são equações matemáticas
Frequentemente recebemos, aqui no Seja+, mensagens de usuários que dizem não compreender as razões pelas quais ainda não conseguiram encontrar um amor. Eles contam que já tentaram de tudo, tanto fora da Internet como no site (alguns recorreram ao site justamente por isso), e já não sabem mais o que fazer.

Em muitas dessas mensagens, um "detalhe" me chama a atenção. Estas pessoas dizem não entender o que lhes acontece, pois elas têm todos os "requisitos" necessários para se encontrar um amor: são bonitas, atraentes, interessantes, cultas, têm boa conversa, têm boas intenções... Além disso, elas também fizeram "tudo certo" no site: preencheram seus perfis com o máximo de informações possíveis, inseriram muitas fotos, escreveram coisas interessantes o suficiente para chamarem a atenção de pretendentes... Mesmo assim, nada aconteceu. A questão que estes usuários trazem pode se resumir na seguinte pergunta: "se eu já fiz tudo direitinho, por que não estou conseguindo o que tanto desejo?".

Percebo que, nesses casos, ignora-se algo muito importante, mas que, por parecer banal, acaba sendo esquecido no dia-a-dia: relacionamentos não são equações matemáticas. Nos relacionamentos, não adianta fazer A para conseguir B. Relações não são mera questão de marcar diversos X em um formulário. As coisas não acontecem de maneira tão direta e objetiva. Por esta razão, a lógica do "se sou interessante, bem intencionado e meu perfil é atraente, vou conseguir o par que procuro", não funciona tão bem assim.

E não funcionam bem por uma razão bastante simples: relações envolvem seres humanos, e seres humanos não são seres puramente racionais e objetivos. Somos imperfeitos, complicados, cheios de manias, temos personalidades complexas, fazemos coisas que nem nós mesmos entendemos, temos desejos contraditórios etc.

É por este motivo que às vezes a pessoa perfeita parece estar diante de nós, mas nós simplesmente não nos interessamos por ela, e preferimos aquela outra que nem lembra que existimos. É por este motivo que às vezes um pretendente diz querer ter uma relação séria, com fidelidade e compromisso, mas na "hora H" desiste e diz não se sentir preparado para isso, nos deixando furiosos.

As relações são compostas por uma quantidade muito maior de elementos subjetivos do que de objetivos (se é que podemos medir esse tipo de coisa). Não adianta querer lógica e racionalidade demais onde há subjetividade de sobra. E não se trata de uma subjetividade, que por si só já seria suficientemente complexa, mas de duas, que precisam se combinar, se entender, sintonizar.

Com tudo isso, não quero dizer que não haja nada a se fazer, nem que todos os esforços em prol da busca por um amor sejam inúteis ou desnecessários. Nada disso. É preciso fazer todo o possível: sair, conversar, se arrumar, investir, preencher perfil, se mostrar interessante, marcar encontros, flertar, mostrar interesse, e tudo o mais que possa ajudar de alguma maneira. É importante, no entanto, não ver todas essas coisas como algo que vai tornar fácil e descomplicado o processo de encontrar um par. Tudo isso pode facilitar – e geralmente facilita bastante –, mas não tornará nada fácil. Porque a complicação maior não está em nada além do fato de sermos humanos.

Como conquistar uma mulher


Como fazer aquele caso se tornar um relacionamento sério?
Muitas pessoas começam a sair com alguém sem grandes expectativas ou um sentimento claro. O outro é interessante, divertido, ótima companhia, e assim vão levando. Vira um “caso”, como se costuma chamar esse tipo de encontro.

No entanto, papo vai, papo vem, até que em um belo dia um dos dois se descobre apaixonado, com vontade de transformar aquela relação casual num relacionamento sério. Só que as “regras”, mesmo que não verbalizadas e nem discutidas, já foram definidas. E agora, o apaixonado não sabe como mudá-las e nem se o outro vai aceitar alguma mudança. Aliás, muito pelo contrário, é comum de a pessoa já saber – seja por declaração ou por suposição – que o outro não está disposto a abrir mão de sua liberdade e nem de assumir um compromisso.

Se este é o seu caso, certamente você já se pegou fazendo perguntas como “E agora, o que faço? Como devo agir? Continuo aceitando a situação como está, já que não quero ficar sem esta pessoa, ou coloco as cartas na mesa, conto tudo o que sinto e desejo viver? Será que vale arriscar uma crise ou uma enorme decepção, considerando que nossos objetivos podem não ser congruentes?”.

Pronto! Está formada a combinação desastrosa entre conflito interno, angústia e ansiedade. Provavelmente, você vai amargar algumas sensações bastante desagradáveis até conseguir se posicionar. Sim, porque por mais que tente driblar o coração, ele vai cobrar, vai pedir. E se você não tomar uma atitude, pode até adoecer.

Parto do princípio de que um relacionamento só vale a pena ser vivido quando está baseado na verdade de cada um, mesmo que essa verdade possa ser mudada a qualquer momento. O que não dá é para fingir que você quer uma coisa quando quer outra. Comportar-se como quem não se importa, quando na realidade você se importa. Fazer de conta que tanto faz ficar só de vez em quando ou não, se isso não é o que você realmente quer.

Afinal de contas, se não há espaço para ser quem você é, será que está de fato vivendo uma relação? Será que vale a pena investir numa dinâmica que não é a sua, num sentimento que não é o seu? Pense bem: Se der certo, você terá conquistado o outro a partir de um perfil que não é o seu. E se der errado, amargará a dúvida sobre como teria sido se você tivesse agido de forma transparente.

Portanto, se o seu desejo é fazer um caso se tornar um relacionamento sério, tenha consciência do que quer e haja de modo coerente. Claro que não precisa chegar intimando o outro a escolher entre assumir um compromisso com você ou desaparecer para todo o sempre. Não é isso!

Estou sugerindo ações sutis, conversas na hora certa, perguntas que te permitam compreender quais são as verdadeiras intenções do outro. Enfim, com cuidado, sensibilidade e gentileza, é possível concluir se esse caso tem alguma possibilidade de se transformar em namoro ou se só servirá para te fazer sofrer e se frustrar. Porque, no fundo, todos nós sentimos e sabemos a diferença entre uma situação e outra.

Lembre-se de que um relacionamento nunca depende somente de um dos envolvidos. Os dois devem querer. Os dois devem pensar, sentir e agir na mesma direção. Mas uma coisa é certa: Só você pode fazer a sua parte. E só você pode saber se está fazendo da melhor forma possível. E, em última instância, tendo sido fiel aos seus próprios sentimentos, é bem provável que o relacionamento sério chegue muito antes do que você imaginava, seja com essa determinada pessoa ou com outra... a que realmente tem a ver com você!

Pare de esperar, porque seu amor nunca vai chegar


Pare de esperar, porque seu amor nunca vai chegar
É, essa afirmação parece mesmo o fim da esperança, quase um castigo, um mau agouro. Mas não se trata disso! A intenção é fazer algumas pessoas perceberem o grave erro que cometem acreditando que devem passar a vida toda esperando por alguém que lhes traga a completude, a felicidade ou o preenchimento de um vazio, de uma solidão, de um buraco.

A única possibilidade de viver um grande amor, um amor de verdade, é cultivando essa qualidade de amor internamente. Não tem outra ordem, outro jeito, um atalho ou uma exceção. Todos nós só nos tornamos capazes de abrir portas para uma história de amor quando já vivenciamos dentro de nós exatamente esse sentimento.

O engano, portanto, nem é o de desejar encontrar alguém com quem se possa experimentar uma das trocas mais sublimes e enriquecedoras que podemos viver. O engano está no fato de continuar apostando que é o outro quem traz os ingredientes necessários. Como se você fosse a forma e o outro fosse a massa do bolo. Não!

A forma nasce por si só, do encontro entre uma combinação mágica de dois serem diferentes e complementares. Mas cada qual precisa contribuir com sua parte, com suas qualidades, escolhas, atitudes e sentimentos. Como ímã que atrai metal. Não atrai papel, nem plástico. Atrai metal. Assim é com quem quer viver um relacionamento que valha a pena.

Porém, o que mais vejo acontecendo são pessoas carentes querendo encontrar pessoas seguras. Pessoas cheias de defesas querendo encontrar pessoas que se entregam. Pessoas ciumentas e inseguras querendo encontrar pessoas com autoestima interessante. Pessoas arrogantes e orgulhosas querendo encontrar pessoas maduras e equilibradas.

Ou ainda, pessoas que caem na armadilha dos opostos sem se darem conta de que se trata de um ciclo vicioso e destrutivo. O bonzinho que atrai o egoísta. O submisso que atrai o dominador. A vítima que atrai o algoz. O tímido que atrai o popular. E por aí vai... um desastre atrás do outro, minando a crença de que o amor pode dar certo.

Nada a ver! Desacreditar do amor é só mais um dentre tantos equívocos. A questão é: pare de esperar pelo outro! Pare de achar que é o outro quem vai solucionar sua falta. Pare de apostar que um dia, como num conto de fadas, o príncipe ou a princesa irá surgir para te tirar dessa vidinha chata e sem graça! É você quem tem de exercitar todos esses papeis.

Transite pelo lugar da gata borralheira, da cinderela, da bruxa, da fada, do príncipe, do sapo, do lobo-mau e de todas as tantas personas que fazem parte de uma história, de uma vida. Experimente, aprenda, cresça e descubra suas medidas, seus tons, seus limites e desejos. Aprenda a se conhecer e a reconhecer quem é você realmente e o que está pronto para viver!

O outro não vem; ele é atraído! O outro não te descobre; ele se identifica com quem você é! O outro não te salva; ele entra no seu barco ou não, dependendo do destino que você escolheu seguir. É você quem decide! Não pelo outro, não por quem ele é, não pelo tempo em que ele vai chegar. Você decide por si! Por quem você é, para onde você vai, pelo seu tempo e o que você faz com ele.

O amor já está aí, assim como todos os outros sentimentos possíveis. Agora, resta saber: o que você tem exercitado? Com que persona você tem encarado o mundo? Respondendo a essas perguntas, é bem provável que você comece a compreender por que tem atraído essas pessoas, esses relacionamentos e essas histórias para viver.

De uma coisa estou certa: quanto mais autêntico, quanto mais coerente com o que sente, quanto mais perto de sua essência você estiver, mais satisfatória será a sua vida, com ou sem uma história de amor em andamento. Simplesmente no seu caminho, no seu tempo, com a sua verdade! E, sobretudo, com o amor que sempre foi, é e sempre será seu!

A relação acabou. E agora?


A relação acabou. E agora?
Ter um relacionamento terminado por iniciativa do outro definitivamente não é uma experiência agradável. Mesmo que o tempo mostre que a separação era o melhor, mesmo que aos poucos sejam percebidas vantagens em estar solteiro novamente, o momento logo após a separação costuma envolver sentimentos como tristeza, decepção, mágoa, raiva, desespero, solidão, entre tantos outros.

Em momentos assim, é comum recorrermos aos nossos amigos. Neles, buscamos consolo, amizade, palavras de incentivo, um colo, um ombro para chorarmos... Enfim, buscamos apoio. É nessas horas, que geralmente estamos desnorteados e precisando de conselhos, é que ouvimos uma sugestão bastante comum: "esqueça o (a) ex e parta para outra!".

Ainda que a intenção seja a melhor possível – ver o amigo ou a amiga bem novamente –, eu diria que o conselho em si não é lá o mais aconselhável. Explico o porquê: quando terminamos qualquer relacionamento, precisamos de tempo para que elaboremos psicologicamente a separação. É um processo de luto parecido com o que acontece quando morre alguém muito querido, com a diferença de que a perda não é irreversível como a morte. A elaboração do luto (por morte ou separação) significa, em termos bastante simplificados, "se acostumar" com o fato de que a pessoa não faz mais parte da nossa vida. Trata-se, em outras palavras, de aprender a viver sem ela.

Para que a elaboração do luto aconteça, é fundamental que essa perda seja reconhecida, percebida, vivenciada, experimentada, chorada, sentida. Fingir que ela não ocorreu, pensar em outra coisa, tentar esquecer o outro rapidamente, tentar colocar outra pessoa em seu lugar, nada disso ajuda. Pelo contrário, pode até retardar esse processo tão importante.

Ao nos permitimos viver a dor da perda, aos poucos essa dor vai se amenizando. Quando isso acontece, aí sim é a hora de buscar recursos para tentar virar a página e superar a separação.

Neste momento, os amigos são valiosos, e retomar velhas amizades que o tempo, por qualquer razão, afastou, pode ser bem interessante. Sair, espairecer, conhecer pessoas despretensiosamente, conversar, dançar, tudo isso e muitas outras coisas podem nos devolver a sensação de que a vida é mais do que apenas um relacionamento.

Além de buscar novas e antigas amizades, uma boa estratégia pode ser voltar um pouco nosso foco para nós mesmos. É importante que nosso principal investimento seja em nós. Fazer novos projetos, iniciar cursos, botar em práticas ideias que estão "na gaveta", fazer uma viagem, planejar coisas para o futuro, tudo isso poderá ajudar nesse momento.

E o que fazer quando bater aquela saudade do ex? Dar uma ligadinha, procurar nas redes sociais, chamar para um bate-papo online, será que faz mal? Bem, é óbvio que não se pode generalizar, mas eu diria que procurar o ex quando a separação ainda é recente pode ser uma grande armadilha. Se você já entendeu que a relação não tem mais volta, será que entrar em contato não vai ser apenas mais uma fonte de sofrimento? Será que, em vez de matar saudades, você não vai fazer as saudades aumentarem ainda mais? Será que você realmente vai gostar de ver o que o ex anda fazendo, caso dê aquela entradinha no perfil dele em uma rede social?

Mesmo que seja difícil enxergar coisas boas logo após uma separação indesejada, é essencial lembrar que todas as situações têm suas vantagens e desvantagens. Estar com alguém é muito bom por causa da companhia, da cumplicidade, do amor e de tantas outras coisas, mas tem como desvantagens a necessidade de se chegar a acordos no dia-a-dia, os eventuais desentendimentos, etc. De maneira semelhante, estar só pode ser motivo de solidão e tristeza, mas, por outro lado, tem como vantagem a liberdade para se ir onde quiser, na hora que quiser, a possibilidade de conhecer pessoas interessantes, a possibilidade de seduzir, flertar, se sentir desejado, e diversas outras.

Assim sendo, ainda que você não tenha desejado se separar, aproveite as vantagens de sua condição até aparecer alguém interessante o suficiente, que te faça querer ter de novo as vantagens de namorar.

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