quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dilma é a nova estrela do "The Voice Brasil"


Em Brasília não se fala de outra coisa. Dilma Rousseff é a nova contratada da segunda edição do "The Voice Brasil".
Cansou de passar os dias presidenciando. Ainda mais porque, como Dilma mesmo diz, ela não presidencia. Ela "dirige" o Brasil. E dirigir o Brasil em tempos de Lei Seca, imagine o tamanho do porre.
Para a estreia, a ex-presidenta-to-be escolheu cantar o Hino Nacional. Por isso, entre uma criação de Ministério e uma adoção de medida paliativa para conter a inflação, Dilma já estaria treinando com afinco com seu mentor Carlinhos Brown para não correr o risco de vanusar na hora agá e chamar as margens do Ipiranga de flácidas.

Roberto Stuckert Filho/Reprodução/ PR
Dilma e seu mentor musical #chupaaecio
Dilma e seu mentor musical #chupaaecio
No entanto, antes de deixar a Presidência, Dilma vai lançar um último programa de governo.
A inspiração veio das cavernas da Capadócia-de-Glória-Perez, que têm uma conexão de internet que deixa a 4G brasileira no chinelo. Além disso, não pagam Impostos Territoriais. A alegação do governo turco é de que não dá para calcular área construída de caverna. Afinal, não foram construídas por ninguém. Nem demarcadas, já que não dá pra saber onde uma caverna acaba. Assim, com moradias 100% tax free, nasce o "Minha caverna, minha vida".
Neste exato momento, enquanto você lê esse texto, equipes do governo esfolam seus joanetes do Oiapoque ao Chuí mapeando cavernas habitáveis.
Com a campanha agressiva de marketing que acompanhará o "Minha caverna, minha vida", Dilma pretende transformar as atuais favelas numa coisa demodé, totalmente século 20.
Além de atrair os pobres de todo o País, o Programa ainda vai agradar em cheio as classes altas, já que o ocultamento da gentinha brasílica, adepta dos desodorantes com fragâncias doces customizadoras do cecê, deve acontecer de uma forma gradual e espontânea.
De um só golpe, Dilma sai da Presidência para entrar na História com a higienopolização do Brasil e ainda samba na cara da oposição --literalmente, ao vivo, no "The Voice Brasil".

Sentir-se poderoso ajuda a conseguir emprego dos sonhos

Adotar "posturas de poder" afeta a forma como os entrevistadores veem os candidatos

  • Adotar "posturas de poder" afeta a forma como os entrevistadores veem os candidatos
Candidatos investem recursos consideráveis em forma de tempo ou dinheiro para se prepararem para entrevistas que podem dar acesso à faculdade ou ao emprego dos sonhos. Nessas situações, os candidatos costumam ficar tentados a imaginar como a entrevista vai se desenrolar e o que dirão: por que meu currículo é interessante para este trabalho? Como posso contribuir com a empresa? Por que quero trabalhar nesse setor?
Embora seja importante pensar em respostas para essas perguntas, pesquisas recentes sugerem que os entrevistadores estão em busca de uma mentalidade específica. Na verdade, o que irá convencê-los a contratá-lo é a forma como você comunica uma mentalidade poderosa, pois esse é um dos sinais de um ótimo recruta. Em meio à crise, você sabe como tomar a decisão correta? Na hora de vender um produto, você passará entusiasmo suficiente para o cliente?
Afinal de contas, o que é essa mentalidade "poderosa" e como podemos adquiri-la? A seguir, duas dicas para candidatos que querem fazer a diferença durante as entrevistas: pense e aja de forma poderosa.
Candidatos a vagas de emprego raramente estão em uma posição de poder, uma vez que os entrevistadores decidem o destino de suas carreiras. Entretanto, a estratégia vencedora nessas situações é pensar que temos o poder, a despeito de nossa real posição.
Enquanto candidato, como é possível formar uma mentalidade poderosa? Uma estratégia simples é lembrar pouco antes da entrevista de uma situação em que esteve no controle e evocar os sentimentos associados a essa memória --sentimentos de confiança e competência, bem como de determinação na hora de tomar uma decisão.
Um dos meus projetos de pesquisa recentes, o artigo "Power Gets the Job: Priming Power Improves Interview Outcomes" --publicado em coautoria com Joris Lammers, da Universidade de Colônia, na Alemanha, Derek D. Rucker, da Universidade Northwestern, em Evanston, Illinois, e Adam Galinsky, da Universidade Columbia, em Nova York, para a revista "The Journal of Experimental Social Psychology"-- colocou essa ideia à prova.
Como parte de uma sessão de entrevistas fictícias, dividimos candidatos a vagas em escolas de negócios em três grupos. No primeiro, os candidatos escreviam uma dissertação pouco antes da entrevista, contando sobre um momento em que estiveram no poder. No segundo, os participantes também escreveram um ensaio, sobre um momento em que não tiveram poder. O último grupo não precisou escrever.
Então, perguntamos aos entrevistadores qual seria a probabilidade de aceitarem o candidato a uma escola de negócios. Quando os candidatos eram entrevistados sem precisarem escrever, eram aceitos em 47,1% dos casos. Contudo, o nível de aceitação passava a 68% no caso de pessoas que escreviam ensaios sobre um momento em que estiveram no poder, mas caía para 26% no caso das pessoas que escreveram ensaios sobre quando não tiveram poder.
Os entrevistadores não sabiam da manipulação feita com os candidatos. Sendo assim, a mera lembrança de uma experiência de poder aumentou em 81% a chance dos candidatos serem admitidos em comparação com a linha de base e em 162% em relação às pessoas que se lembraram de um momento de impotência.
Naturalmente existem outras formas de lidar com os sentimentos de poder. Por exemplo, os candidatos podem usar objetos que os façam se sentir poderosos, tais como um relógio ou uma determinada bolsa --qualquer coisa que remeta a um sentimento de poder.
O poder não é apenas uma mentalidade, mas também um comportamento. Movimentos pequenos e praticamente inconscientes também transmitem sinais de poder ao público e podem mudar significativamente o rumo de uma entrevista.
Em sua recente palestra para o TED, Amy Cuddy, da Universidade Harvard, em Cambridge, Massachusetts, fornece um excelente resumo de como a linguagem não verbal pode ter um efeito profundo na forma como as pessoas são julgadas em contextos que vão da contratação à promoção, passando por telefonemas de vendas e até mesmo por encontros românticos. Posturas físicas tais como cruzar as pernas, ficar curvado ou gesticular demais são alguns dos sinais de impotência que levantam dúvidas sobre aquilo que o candidato diz, independentemente do conteúdo da conversa.
Curiosamente, adotar "posturas de poder" não apenas afeta a forma como os entrevistadores veem os candidatos, mas, ironicamente, reforçam o sentimento de poder dos próprios candidatos. Em uma pesquisa recente, Li Huang, da escola internacional de negócios Insead, e seus colegas fizeram com que os participantes assumissem posturas de poder ou de impotência --posturas efusivas e constritas, respectivamente-- e descobriram que os efusivos se comportavam de forma mais poderosa, chamando a ação para si e pensando de forma mais abstrata, duas características conhecidas do poder.
Portanto, comportar-se de forma poderosa é importante para a forma como os entrevistadores percebem os candidatos, mas também é parte fundamental do comportamento dos candidatos.
A história é cheia de exemplos que sugerem que o que realmente conta para o destinatário de uma mensagem é a mentalidade do enunciador, e não seus recursos reais. Durante o início da Segunda Guerra Mundial, por exemplo, Charles de Gaulle era um general isolado com algumas centenas de soldados que o seguiam, recusavam-se a reconhecer a legitimidade do governo de Vichy e fugiram para Londres após a invasão alemã para formar um governo no exílio.
Durante uma famosa negociação com o primeiro ministro Winston Churchill, o inglês lembrou de Gaulle de sua situação de impotência, destacando que sua organização só sobrevivia em função da boa vontade e da ajuda financeira das forças aliadas: "Afinal, quem é você para representar a França? Você nem tem um exército!".
De Gaulle se manteve firme e direto e respondeu calmamente: "Se eu não sou a França, por que é que você está falando comigo?".
Churchill foi obrigado a se sentar e continuar a negociação. Quando se está sendo entrevistado, vale a pena adotar a mentalidade "de Gaulle".
*David Dubois é professor assistente de marketing na escola internacional de negócios Insead.

Dupla de jovens fatura R$ 2 milhões com aluguel de tablets

Guto Ramos (em pé) e Rony Breuel (sentado), sócios da BR Mobile, empresa de aluguel de tablets

  • Guto Ramos (em pé) e Rony Breuel (sentado), sócios da BR Mobile, empresa de aluguel de tablets
O que, para muitos, é um objeto de desejo virou o negócio de Guto Ramos e Rony Breuel, ambos de 26 anos, sócios da BR Mobile. Com um investimento inicial de R$ 12 mil, a dupla comprou seis tablets e começou a alugar os equipamentos para turistas, restaurantes e eventos corporativos.
Criada em maio de 2011, a empresa vai completar seu segundo ano de atividade com um faturamento anual de R$ 2 milhões. O número de tablets também cresceu e, hoje, já passa dos 400, segundo os sócios.
De acordo com Ramos, a locação de um tablet custa, em média, R$ 14,90 a diária. A maioria dos equipamentos permanece alugada todos os dias, segundo Ramos.
Para tornar a oferta mais atrativa para os clientes, diz  Ramos, a empresa também desenvolve aplicativos como cardápios digitais para bares e restaurantes.
No início, segundo o empresário, o foco do negócio era a locação de tablets para turistas. Mas a dupla percebeu que poderia lucrar mais se direcionasse os esforços para o setor de eventos corporativos.
Atualmente, a maior parte dos clientes da BR Mobile –entre eles Bradesco, Itaú, Renault e Vale–  aluga o equipamento para utilizar em congressos, seminários e lançamentos de produtos.
"Antes, as empresas tinham de comprar um ou mais tablets para usar em eventos que, às vezes, duravam um dia. Com a possibilidade de alugar, o custo para elas é bem menor", afirma Ramos.
Para se prevenir contra danos e furtos, a empresa contrata uma apólice de seguro para os aparelhos. Segundo o sócio Rony Breuel, no contrato com o cliente também é estipulada uma multa de R$ 500, caso o equipamento seja danificado ou roubado durante a locação. O valor é utilizado para pagar a franquia da seguradora, conta Ramos.
"Quando dói no bolso, o cliente fica mais cuidadoso. Ele não vai sair e deixar o equipamento jogado em qualquer lugar", afirma.
O negócio, sediado em São Paulo (SP), está em expansão. De acordo com os sócios, até o fim do primeiro semestre a empresa pretende inaugurar duas filiais, uma em Belo Horizonte (MG) e outra em Porto Alegre (RS).

Empresa do Paraná fatura R$ 15 mil por mês

Já os sócios Victor Coelho, 25, e Fernando Baggetti, 22, investiram R$ 50 mil para comprar os primeiros tablets e montar o escritório da Implement, em junho do ano passado.
A empresa curitibana aluga os aparelhos e desenvolve aplicativos para turistas, hotéis, restaurantes e também para eventos corporativos. Por mês, o negócio fatura R$ 15 mil e conta com 30 tablets. A diária de um equipamento custa R$ 17,90.
Segundo Coelho, o alto valor dos tablets é uma dificuldade para quem atua no setor. O preço de um iPad (referência de mercado) no site da Apple no Brasil varia de R$ 1.749 a R$ 2.499, dependendo da configuração.
  • Divulgação Victor Coelho, sócio da Implement, empresa de aluguel de tablets em Curitiba (PR)
O empreendedor que deseja iniciar um negócio no setor precisa de, no mínimo, cinco equipamentos, de acordo com o coordenador do curso de administração com foco em tecnologia da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista), Cláudio Carvajal.
"Essa quantidade possibilita que o empresário comece o negócio com pouco investimento e com equipamentos suficientes para prestar o serviço até sentir que os pedidos estão aumentando e precisa comprar mais tablets", diz Carvajal.
Para conseguir investir e ter lucro, Coelho diz que é preciso manter a maior parte dos aparelhos nas mãos dos clientes e não na sede da empresa. "Equipamento parado não gera lucro, por isso procuramos manter os tablets alugados todos os dias", diz.
O cálculo da diária, segundo Coelho, também é determinante para o bom andamento do negócio.  "O preço tem de estar adequado à realidade do cliente. Se for caro, ninguém aluga. Se for barato demais, não temos lucro", afirma.

Clientes precisam de softwares personalizados

Focar o negócio apenas no aluguel do tablet não torna a operação lucrativa, de acordo com Carvajal. Na opinião dele, a grande sacada dessas empresas foi desenvolver soluções personalizadas para os clientes, como cardápios digitais para restaurantes ou aplicativos para demonstração de produtos em eventos.
"O tablet é apenas o equipamento que permite que o cliente utilize o software. Se ele precisar do aparelho sem o programa, ele provavelmente optará por comprar e não por alugar", diz.
Segundo Carvajal, o empreendedor pode contratar uma apólice de seguro para os equipamentos e reduzir as perdas com danos e furtos. O seguro de um tablet, normalmente, tem cobertura de um ano e custa em torno de 20% do valor do aparelho.
"Os tablets são caros e muito sensíveis, por isso é interessante para o empresário ter a cobertura de uma seguradora", declara.

O UOL colocou à disposição de todos os internautas o DeclareCerto, um simulador gratuito de preparação e preenchimento da declaração do Imposto de Renda com o objetivo de orientar o contribuinte para evitar erros e conseguir obter todos os descontos possíveis, pagando menos imposto ou ganhando mais restituição, quando possível.
O sistema guia passo a passo o preenchimento da declaração, reduzindo o risco de se perder qualquer oportunidade de dedução (como gastos com empregada doméstica).

O serviço é feito a partir da visão do usuário. Por exemplo, em vez de preencher os rendimentos tributáveis, o contribuinte apenas informa se recebeu salário com carteira assinada, se tem empresa própria ou é autônomo. O sistema automaticamente separa o que é rendimento tributável ou não.

O programa da Receita Federal orienta os passos básicos apenas, como escolher entre o modelo simplificado e o completo de declaração. Mas há muito mais opções do que isso. Se as oportunidades de dedução não são preenchidas, de nada vale a simulação da Receita.

Para casais, por exemplo, há a opção de declaração em conjunto ou separada. Quem tem dependentes pode optar por incluí-los em sua declaração ou não.
Há casos em que é mais interessante que o dependente faça sua declaração separadamente, como no caso de um menor que recebe pensão judicial devido ao divórcio dos pais.

Casais com rendimentos de bens comuns (como aluguel de imóvel ou atividade rural em propriedade comum) podem dividir tais rendimentos ou têm a opção de colocá-los integralmente na declaração de um dos cônjuges.

Rendimentos atrasados, trabalhistas ou previdenciários, podem ser tributados na fonte ou não. Despesas médicas de fertilização, gravidez e parto podem ser lançadas tanto pela futura mãe quanto pelo futuro pai. As opções de declaração podem chegar a mais de 200.

O DeclareCerto analisa todas essas combinações  e apresenta o melhor jeito de fazer,  com o objetivo de conseguir o máximo possível de restituição do Imposto de Renda.

Além disso, como a legislação do Imposto de Renda é complexa, muitas pessoas caem na malha fina por desconhecimento, e não por terem tentado enganar a Receita.

O DeclareCerto faz essas simulações automaticamente. Depois, os dados preenchidos podem ser tranferidos para o programa da Receita e transmitidos pela internet.
O simulador é produzido pela DeclareCerto, fornecedora desse conteúdo para o UOL.

Advogado e promotor xingam-se de "canalha" durante júri de Bola, em Minas Gerais

O caso Bruno em fotos200 fotos

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25.abr.2013 - Américo Leal, que faz parte da equipe de Ércio Quaresma, advogado do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, participa do quarto dia do julgamento de Bola, no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), na manhã desta quinta-feira (25). Bola é acusado de matar, esquartejar e ocultar o corpo da modelo Eliza Samudio Washington Alves/UOL
O advogado Ércio Quaresma, defensor do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", bateu boca com o promotor Henry Castro, representante do Ministério Público (MP) durante o depoimento do ex-delegado Edson Moreira, responsável pela chefia do inquérito sobre o sumiço de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses de prisão por ser o mandante do crime.
Castro pretendia indeferir as perguntas feitas por Quaresma porque, na ótica do promotor, o advogado de defesa fazia argumentações "indevidas" antes das perguntas que estava dirigindo ao ex-delegado. O promotor queria que as inquirições fossem feitas de maneira objetiva para a testemunha.
Após uma pergunta [inaudível para os presentes na sala do júri] feita por Quaresma ao ex-policial, o promotor tomou a palavra, exaltado, e disse que o advogado estava tendo uma atitude canalha. Em resposta, foi também chamado de "canalha". "Você que é o canalha, e eu vou provar", retrucou Quaresma.
O clima esquentou e foi preciso a intervenção da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem, que ameaçou suspender o depoimento do ex-delegado. O julgamento de Bola entrou no quarto dia com a retomada do depoimento de Moreira.
Mais cedo, Quaresma teria insinuado que o MP investiga, de maneira sigilosa, a sua suposta participação no caso. Castro tomou a palavra e afirmou nunca ter dito que Quaresma era alvo de investigação, "mas se a carapuça lhe servir, é problema do senhor", disse Castro.
Em troca, Quaresma afirmou que, na hipótese de o promotor ter alguma investigação em curso contra ele, "vai cair de quatro".

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Saiba como otimizar o tempo no trabalho


A capacidade de produzir adequadamente dentro do expediente de trabalho evitando horas extras desnecessárias é tratada pelas empresas como um grande diferencial dos colaboradores. É o que afirma o diretor executivo da Innovia Training & Consulting Ricardo Barbosa.
 
"A pressão do mercado para produzir mais, com menor custo e tempo, reforçam a necessidade de gestão do tempo para garantir lucratividade, empregos bons e estáveis com qualidade de vida", explica.
 
O executivo lista alguns pontos que dificultam ou impedem o profissional de se adequar a esta demanda: ausência de foco, falta de concentração, ausência de planejamento, acomodação, procrastinação e se tornar refém de ferramentas tecnológicas (e-mail e telefone celular, por exemplo).
Por outro lado Ricardo reforça que isso não significa que o colaborador não tem direito de descansar e que o chefe deve ser carrasco. "O descanso é fundamental para ser produtivo. Nenhum profissional produz 100% do seu tempo”, diz.
 
Ricardo sugere a técnica do “quadrante do tempo” que consiste em separar as atividades por prioridade: crises (importante e urgente), urgências (urgente, mas não importante), planejamento (importante, mas não urgente) e rotina (nem importante e nem urgente).
 
"Estabelecendo bem esta relação com o tempo, a pessoa terá muito mais tempo para sua vida pessoal. Quando planejamos nossas atividades, conseguimos ser produtivos”, afirma.
 

Uma coisa de cada vez

Dicas para otimizar seu tempo

- Estabeleça prioridades;
- Discipline reuniões;
- Estabeleça horários para conversas;
- Crie condutas para uso de  telefone e eletrônicos;
- Classifique atividades importantes e urgentes;
- Evite o acúmulo de funções.
Ricardo Barbosa, diretor executivo da Innovia Training & Consulting
 
Para Christian Barbosa, especialista em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal e autor do livro “Equilíbrio e Resultado” (editora Sextante), o grande problema a ser solucionado, independentemente da técnica que se utilize, é conseguir focar uma tarefa por vez em ambientes corporativos que exigem profissionais de perfil multifuncional. “É o segredo básico da gestão do tempo”, afirma.
 
O mais importante deles é o planejamento das atividades a serem realizadas. “Adote uma agenda onde listará tudo o que precisa ser feito em determinado dia”, orienta. “Dê uma ordem sequencial e numérica às tarefas e faça apenas o que estiver na lista. Se surgir uma demanda emergencial, inclua-a e reordene a relação.”
 
Parece fácil. Mas, para a técnica não desandar, será necessária uma boa dose de disciplina de quem irá executá-la. “É preciso acalmar a mente para não cair no erro de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo.”


Afrouxando as algemas, o presídio de baixa-segurança da ilha de Bastoy, na Noruega, conseguiu alcançar a menor taxa de reincidência criminal do mundo



Na prisão de Bastoy, os apenados saem de seus quartos (e não celas) para ir à igreja; tudo isso sem algemas
À disposição dos 120 moradores da ilha norueguesa de Bastoy, há quadra de tênis, campo de futebol, saunas, câmara de bronzeamento artificial, sala de cinema, estúdio musical e uma biblioteca. Os quartos são mobiliados e equipados com TV a cabo. O trabalho na fazenda, na colheita, na lavanderia, na balsa ou na pesca rende cerca de 57 coroas norueguesas (ou 20 reais) por dia para cada um. Ao contrário do que se imagina, no presídio com a menor taxa de reincidência da Europa não há celas, armas, cassetetes ou câmeras de monitoramento; apenas uma regra: nada de álcool, drogas e violência.
Bastoy é um dos únicos quatro presídios de baixa-segurança do mundo. Na ilha, os apenados — que durante as noites têm apenas cinco guardas para vigiá-los — fazem tudo do que a criminologia moderna os privou. Os ex-assassinos, ex-ladrões e ex-traficantes trabalham, estudam, se divertem, se exercitam e tomam sol. Aqui, o prefixo “ex” não é por mera generosidade, e sim pela baixíssima taxa de reincidência criminal. Apenas 16% dos que cumpriram pena em Bastoy voltam ao crime; no Brasil, o índice supera os 70%. O êxito do “corretivo” aplicado na ilha já faz com que a Noruega pense em expandir o modelo, iniciativa que causa arrepios nos penalistas mais rígidos e revanchistas.
Leia também:
EUA: menores em prisão perpétua são negros, pobres e vítimas de violência

Único presídio-ilha da Noruega, Bastoy e está a alguns quilômetros do continente e abriga 120 presos
“Bastoy faz exatamente o oposto dos presídios convencionais, onde os presos são trancafiados sem qualquer tipo de responsabilidade pessoal, alimentados e tratados como animais”, diz o diretor da prisão. No cargo desde 2007, o psicoterapeuta (especializado na escola da Gestalt) Arne Nilsen já trabalhou em presídios ingleses e passou mais de dez anos no Ministério da Justiça norueguês antes de mudar-se para a ilha. Para ele, é preciso olhar as punições com um sentimento menos vingativo e repressor. “Privar uma pessoa da sua liberdade por um certo período já é um castigo suficiente em si, sem que seja necessário precarizar as condições do presídio”, disse Nilsen, ao jornal inglês The Daily Mail.
Ao contrário dos modelos mais rígidos, o sistema penal norueguês não prevê nem pena de morte nem prisão perpétua, e o tempo máximo que um cidadão pode passar na cadeia é de 21 anos (no Brasil, são 30). Assim, a sociedade norueguesa é obrigada a se conformar com o fato de que a maioria dos prisioneiros, por mais hediondos que tenham sido seus crimes, vai ser libertada mais dia, menos dia.
Além de exercitar a convivência social dos condenados, as tarefas de trabalho também ajudam a gerir o modelo de negócios da ilha. “Bastoy é na verdade a prisão mais barata da Noruega”, defende Nilsen. Com a força de trabalho dos presos, Bastoy precisa contratar menos funcionários e ainda assim consegue produzir parte da sua comida e do seu combustível. Para ajudar a fechar as contas, medidas “sustentáveis” como o uso de energia solar e restrição da circulação de automóveis diminuem os custos.
No vídeo abaixo, em noruguês, conheça um pouco mais de Bastoy:
Rotina
Bjorn Andersen é um sociólogo e pesquisador de 52 anos que chegou a Bastoy após passar três anos em um presídio comum, condenado por tentativa de homicídio. Casado há mais de duas décadas e pai de cinco filhos, Andersen agrediu a esposa, após ouvir que ela havia comprado um apartamento e estava para fazer a mudança. “Eu surtei e a ataquei”, diz ele, balançando a cabeça.
De segunda a sexta-feira, Andersen é responsável por acordar tomar café e embalar o seu almoço, antes das 8h30, horário em que entra no trabalho. Como os presos, ele é liberado às 14h30 e o “jantar” é servido logo em seguida. A partir daí, todos têm até as 23h para fazer o que bem entenderem. Andersen aproveita para terminar a dissertação que estava concluindo antes de ser preso.

A casa acima abriga a biblioteca da ilha; das 15h às 23h presos podem consultar o acervo e fazer outras atividades
Entre os 70 funcionários (35 guardas) que compõem a equipe, Bastoy oferece aos presos enfermeira, dentista, fisioterapeuta e uma creche para crianças. Pelo menos uma vez por semana, todos podem receber uma visita de até três horas. “Encontros íntimos” também são permitidos e prisioneiros com filhos pequenos podem passar um dia inteiro com suas namoradas e companheiras.
As restrições ao álcool, às drogas e às condutas violentas são claras e inflexíveis. Se alguém quebrar as regras, Bastoy conta com duas celas escondidas e fechadas, com portas de ferro e sem janela especialmente para os infratores aguardarem a transferência de volta para os presídios comuns. Segundo um dos presos, já faz mais de dois anos desde que foi habitada pela última vez, quando um dos condenados foi pego com bebida no quarto.

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