sábado, 11 de maio de 2013

'Teletransporte vai continuar sendo ficção', diz Nobel


Os ganhadores do Prêmio Nobel parecem ter descoberto o Brasil em 2013. Após um evento no fim de fevereiro que reuniu cinco deles na USP de São Carlos, mais três laureados estiveram no Rio nesta semana --entre eles o francês Serge Haroche, 68, em sua segunda visita ao país neste ano.
"No meu caso é coincidência, acho, mas não se pode negar que a ciência brasileira hoje está muito mais aberta à colaboração com o exterior e muito mais competitiva", disse Haroche à Folha. O vencedor do Prêmio Nobel em Física do ano passado veio participar da reunião magna da Academia Brasileira de Ciências.
Nascido no Marrocos, Haroche construiu sua carreira científica na França, onde vive hoje. Sua especialidade é manipular e observar o comportamento de partículas de luz, os fótons, com a ajuda de átomos especialmente preparados. Isso permite entender os fenômenos bizarros que povoam o Universo na escala quântica, o mundo das partículas elementares, que às vezes parecem estar em dois lugares ao mesmo tempo ou desenvolver estranhas conexões à distância.
Em entrevista por telefone, ele disse que é impossível prever que tipo de tecnologia poderá surgir a partir do maior controle do misterioso mundo quântico, mas não se mostrou muito animado com a perspectiva de teletransportar pessoas.
"No fundo, o teletransporte quântico envolve apenas o transporte de um tipo muito específico e muito sutil de informação, que é a informação dos estados quânticos de uma partícula. Não é nem de longe uma passagem dimensional, está mais para um fax."

Patrick Kovarik/AFP
O físico Serge Haroche, no Collège de France, em Paris
O físico Serge Haroche, no Collège de France, em Paris
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Folha - Mesmo um ganhador do Nobel como o sr., o físico americano Richard Feynman, morto em 1988, costumava dizer que ninguém entende a mecânica quântica. Está ficando mais fácil entender a lógica desse domínio aparentemente maluco da física?
Serge Haroche - É verdade que a lógica do mundo quântico é muito diferente daquela que conseguimos estabelecer usando nossos próprios sentidos. Em grande parte isso acontece simplesmente porque o nosso organismo e o nosso cérebro evoluíram num ambiente no qual os fenômenos quânticos não são relevantes, o chamado mundo clássico.
É por isso que nós não conseguimos entender de maneira intuitiva o funcionamento dos processos quânticos, embora seja possível descrevê-los matematicamente com grande precisão.
No entanto, o que as últimas décadas trouxeram é uma capacidade de controle muito melhor dos fenômenos quânticos e da transição do ambiente quântico para o ambiente clássico, a chamada 'decoerência' [quando, por exemplo, as múltiplas e infinitas trajetórias possíveis de uma partícula no estado quântico são reduzidas a uma única trajetória pela ação de um observador]. É como se fosse um vazamento da informação quântica.
Hoje conseguimos controlar muito melhor essa transição. Mas, de fato, é algo extremamente contraintuitivo, embora seja possível dissecar o fenômeno intelectualmente.
Mas não é estranho que exista essa fronteira entre o quântico e o clássico? O Universo não deveria se comportar sempre segundo as mesmas leis, independentemente da escala?
O que nós estamos vendo é que essa fronteira não é muito clara. Trata-se, no fundo, de uma questão de tecnologia: até que ponto você é capaz de controlar seu ambiente para que a decoerência não aconteça, ou seja, que tamanho máximo o seu sistema pode ter e ainda assim se comportar de modo quântico. E há trabalhos muito bonitos sendo feitos nesse sentido, com grande número de elétrons, por exemplo, mostrando como é possível sobrepujar a decoerência. Tem havido muito progresso nessa área, embora seja cedo para dizer qual o limite desse controle.
O sonho de ficção científica ligado a esse tipo de pesquisa é o teletransporte quântico de objetos macroscópicos, como um carro ou uma pessoa...
E eu realmente acho que vai continuar sendo ficção científica, porque no fundo o teletransporte quântico envolve apenas o transporte de um tipo muito específico e muito sutil de informação, que é a informação dos estados quânticos de uma partícula. Não é nem de longe uma passagem dimensional, está mais para um fax.
E você, na verdade, destrói a informação original e cria uma cópia dela em outro lugar, então seria algo muito perigoso, poderia haver erros nesse processo...
Então o capitão Kirk, da série "Jornada nas Estrelas", na qual o teletransporte é uma tecnologia corriqueira, é um sujeito ainda mais corajoso do que a gente imaginava?
Sim (risos). A verdade é que nós nunca sabemos qual será o resultado tecnológico da pesquisa básica, não dá para traçar uma linha direta entre o que fazemos hoje e o que teremos daqui a 50 anos ou cem anos quando pensamos em aplicações. O mais provável, e é possível ver isso numa série de áreas, é que as grandes inovações tecnológicas surjam a partir de vários campos diferentes da pesquisa básica, sendo que, no começo, nenhum deles parecia ter algo a ver com a tecnologia que apareceria mais tarde.
É o caso do laser, certo? Ninguém estava pensando em desenvolver um novo tipo de bisturi para cirurgias de miopia, as pessoas só estavam interessadas em entender as propriedades daquele tipo esquisito de luz.
E a mesma coisa aconteceu no caso da ressonância magnética, que só existe graças a duas pessoas [o americano Paul Lauterbur, morto em 2007, e o britânico Sir Peter Mansfield] que estavam trabalhando com ciência básica. Se você mostrasse a eles, na época, um aparelho de ressonância atual, seria algo completamente inesperado, porque criar o aparelho exigiria ter à mão computadores com capacidade de processamento rápido e uma série de outras coisas que só apareceriam bem mais tarde.
Isso vale também para o nosso trabalho. No curto prazo ele pode levar a relógios atômicos mais precisos e ao avanço da chamada comunicação quântica, na criptografia de dados sigilosos. Também se fala em computadores quânticos, mas não seria um simples computador de mesa, mas sim algo para simular esses processos quânticos complicados que temos dificuldade de entender totalmente hoje. Estaria mais para um simulador quântico, digamos, voltado para fins muito específicos.
Já é a segunda vez que o sr. visita o Brasil só neste ano. Há pouco tempo, o sr. esteve na USP de São Carlos com mais quatro ganhadores do Nobel, e agora outros dois vencedores do prêmio vieram. Há alguma coisa diferente acontecendo na ciência brasileira atual ou é só coincidência?
No meu caso é coincidência, acho, mas não se pode negar que a ciência brasileira hoje está muito mais aberta à colaboração com o exterior e muito mais competitiva. Isso vale tanto para a física que é feita em São Carlos quanto aqui no Rio de Janeiro, entre outros lugares.
A minha relação com o Brasil, na verdade, é bastante antiga, tem mais de 30 anos. Começou nos anos 1980, quando surgiram acordos de cooperação entre o CNRS [Centro Nacional de Pesquisa Científica, francês] e órgãos brasileiros. Foi quando comecei a colaborar, na área de óptica quântica, com gente como Luiz Davidovich e Moysés Nussenzveig [ambos físicos da UFRJ].
Tendo nascido no Marrocos, o sr. hoje tem contato com a ciência feita em países islâmicos? Apesar do estereótipo do fundamentalismo, a ciência tem avançado nesses lugares?
Eu deixei o Marrocos com 12 anos de idade e só voltei para lá no ano passado, curiosamente. Já tinha sido convidado para visitar o país antes, e é claro que, depois do Nobel, eles estavam com ainda mais vontade de me receber.
Fui para lá a convite da Academia Marroquina de Ciências e fui muito bem recebido. Devo dizer que eles fazem um bom trabalho teórico por lá, do mesmo nível do que é feito na França. O lado experimental é mais difícil para eles porque falta dinheiro. Nesse aspecto, é como se eles estivessem no estágio em que o Brasil estava 20 anos atrás --aqui o financiamento melhorou muito.
Acho importante apoiarmos a ciência em locais como o Marrocos, que está longe de ser fundamentalista e onde há esperança de que a ciência traga alguma estabilidade e progresso para uma região que ainda é frágil.

Globo veta novo trabalho para filho da Morena

Flávio Ricco

Flávio Ricco

  • Divulgação
    Ator de sete anos interpreta o filho da protagonista na trama das nove Ator de sete anos interpreta o filho da protagonista na trama das nove
A equipe da nova "Malhação" teve um outro contratempo nos últimos dias. Depois de contar como certa a presença de Luiz Felipe Mello no seu elenco principal, a direção da Globo deu o contra.
Não permitiu que o menino, hoje filho da Morena, Nanda Costa, em "Salve Jorge", fizesse dois trabalhos seguidos.
Entendeu-se que ele deve descansar e se dedicar mais aos estudos.
*Colaboração de José Carlos Nery
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Veja cenas de "Salve Jorge"70 fotos

49 / 70
Após a briga com Theo (Rodrigo Lombardi), Morena (Nanda Costa) vê Lívia (Claudia Raia) e a vilã se aproxima. A jovem finge que vai dar dois beijinhos em Lívia, mas bate na cara da bandida. Durante a surra, Morena xinga Lívia e grita que foi ela quem mandou Theo até o ponto de prostituição. As duas rolam no chão e a mafiosa não consegue se defender. Lívia então dispara que Morena vai se arrepender, mas acaba apanhando ainda mais da jovem do Alemão. As rivais só param quando policiais chegam e um deles define a situação como "briga de prostituta". Previsto para ir ao ar dia 6 de maio Leia mais Divulgação/TV Globo

Flávio Ricco

Jornalista, passou por algumas das mais importantes empresas de comunicação do país, como Tupi, Globo, Record e SBT. Dirigiu o "Programa Ferreira Netto" e integrou a equipe do "SBT Repórter". Escreve sobre televisão desde 2003. Email: colunaflavioricco@uol.com.br

Nasce quarto filho do ex-BBB Dhomini


  • Valentina, filha do ex-BBB Dhomini
O ex-BBB Dhomini publicou uma foto da filha Valentina, que nasceu neste sábado (11). A menina é o terceiro filho do vencedor do reality com Adriana Manata. O casal tem dois meninos: Victor, de 9 anos, e Pedro, de dez meses. Dhomini tem uma filha de 16 anos de um relacionamento anterior.
O bebê iria nascer dia 15 deste mês, mas o parto foi antecipado. Valentina nasceu de cesárea com 2,5kg. Mãe e bebê passam bem.
"Não aguentou esperar dia 15..... Seja bem-vinda minha princesinha!!! Dhrill", escreveu Dhomini na legenda de uma foto no Instagram, em que mostra a menina.
Em uma entrevista por telefone ao UOL, Dhomini falou que ajudou a fazer o parto e que contou piada para os médicos. O ex-BBB ainda afirmou que a filha é "lindinha e parece um bibelô de tão delicadinha".
"Meus filhos são uma benção. Cada um deles que nasce, a minha sorte aumenta".
Assuntos: Dhomini

Top 10: celebridades da internet que migraram para a TV


A internet se tornou um celeiro de artistas: muitos deles, ao fazerem sucesso na web, migram para a TV. Com plataformas que variam de Fotolog ao Twitter, essas pessoas acabam chamando a atenção da indústria da televisão, que em alguns casos as contrata. Confira dez pessoas que fizeram esse caminho.

PC Siqueira

Dono do canal "maspoxavida", no YouTube, ele ganhou notoriedade ao fazer pequenos vídeos debatendo os mais diversos assuntos, sejam eles atuais ou não. Por ter se tornado uma celebridade na web, o ilustrador foi entrevistado por Jô Soares e virou garoto propaganda de produtos de informática. Desde 2011, apresenta o programa "PC na TV", na MTV. Antes de trabalhar para a emissora musical, PC fez um piloto para o programa "Agora é tarde", de Danilo Gentili.
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MariMoon

MariMoon tornou-se conhecida com um Fotolog onde postava imagens de seus cabelos, que sempre mudavam de cor. Com isso, chegou a aparecer na capa da revista adolescente "Capricho". Depois, virou garota propaganda da linha de sapatos femininos Melissa. Em 2008, Mari passou a trabalhar como apresentadora de programas da MTV. Em comunicado publicado na web, ela anunciou o fim de sua parceria com a emissora, dizendo que em 2013 não faria mais parte do time de VJs.
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Felipe Neto

Com o canal "Não Faz Sentido!", no YouTube, o carioca ganhou fama na internet fazendo vídeos em que comentava do filme "Crepúsculo" ao cantor Fiuk, por exemplo. Felipe começou a publicar na plataforma em 2010 e, no mesmo ano, ganhou uma premiação de "Web Star" concedida pela MTV --  PC Siqueira também concorria à categoria. Desde 2011, o vlogger apresenta um programa no Multishow chamado "Até que faz sentido", exibido toda semana.
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Rafinha Bastos

O jornalista ficou conhecido por seu blog e também pelos vídeos no YouTube, fazendo comédia stand up. Com isso, o humorista foi convidado para fazer parte do programa "CQC", no qual trabalhou de 2008 a 2011 – sua saída foi marcada por um comentário polêmico envolvendo a cantora Wanessa Camargo. Em 2012, Rafinha fez parte da versão brasileira do "Saturday Night Live", que não deu muita audiência e da qual ele mesmo se "aposentou".
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Júlia Petit

A blogueira é conhecida no universo da internet por seu blog "Petiscos", que toda semana publica tutoriais de penteados de cabelo e maquiagem, além de vídeos sobre unhas e moda. Júlia entrou na TV via canal pago GNT. Ela apresenta o programa "Base Aliada", que fala sobre beleza, moda, estilo e comportamento. Também possui um blog dentro do site do canal, que leva o mesmo nome do programa. Quanto ao "Petiscos", continua na ativa.
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Ronald Rios

Com frases como "não sei do que eu gosto mais: de ter fimose ou assistir CQC", o comediante ficou famoso na internet. Seu canal no YouTube, chamado "Com a Palavra, Ronald Rios", era um dos campeões de audiência do site de vídeos. Depois de ganhar um programa na MTV, o "Badalhoca MTV", e fazer participações no Multishow, o humorista recebeu um convite para integrar o time de um dos programas do que falava mal, o "CQC". Ronald aceitou e estreou na Band em 2012.
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Gominho

É o apelido de Vinícius Gomes, que ficou conhecido por "perseguir" celebridades no Twitter e por seus vídeos no YouTube. Logo, o rapaz chamou a atenção da apresentadora Adriane Galisteu. Convidado para estrelar o programa "Muito+" ao lado da loira, o carioca largou tudo o que tinha na Cidade Maravilhosa e foi tentar a vida em São Paulo. Porém, o programa só ficou no ar entre janeiro e outubro de 2012. Hoje, ele faz algumas pontas no programa "Pânico na Band".
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Nós 3

Do Fotolog para o YouTube e do YouTube para a TV a cabo. Essa é a trajetória das três amigas cariocas que ganharam o reality show "Nós 3" no canal pago Multishow, em 2009. Cix, Dinha e Yasmin protagonizaram uma série de 16 capítulos, porém Dinha se desentendeu com as outras garotas e foi substituída por Dika, que fez parte da segunda temporada (com mais 16 episódios). O reality acabou em 2011, mas ainda pode ser visto pelo YouTube.
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Gaía Passarelli

Jornalista e criadora de um dos principais sites de música eletrônica do Brasil, o rraurl.com, Gaía apresentou dois programas musicais na MTV em 2011:o "Goo MTV" e o "Extrato MTV". Atualmente, ela continua na emissora atuando como VJ do programa "MTV1" e também mantém um blog no site do canal. O "QG do rraurl"(http://rraurl.com/blogs/rraurl), blog dela em parceria com outros colaboradores, ainda está no ar, apesar de não ser atualizado desde março de 2011.
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10º

Tessália Serighelli

A participante da décima edição do programa Big Brother Brasil foi parar no reality show após sua conta no Twitter (onde é conhecida como Twittess https://twitter.com/TWITTESS) chamar a atenção do diretor Boninho. Apesar de ter sido eliminada na terceira semana, a garota conseguiu ganhar fama e estampar as páginas de revistas masculinas. O Twitter de Tessália continua bombando, com mais 119 mil seguidores, porém ela não aparece na TV há um bom tempo.

MEC pode usar lacres eletrônicos nos malotes com as provas do Enem

O presidente do Inep, órgão responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), afirmou nesta quinta-feira (9) que estuda utilizar lacres eletrônicos em todos os malotes com provas da edição do exame deste ano.
Em 2012, 10 mil malotes, de um total de pouco mais de 48 mil, utilizaram o dispositivo. O recurso é capaz de monitorar o exato momento em que um malote é aberto e fechado e pode ser utilizado em até seis provas. O rastreamento era feito até o momento em que as provas chegavam ao local de aplicação do Enem.
"Os resultados são extremamente positivos. Tecnicamente [a experiência] está muito bem", disse o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa na Câmara dos Deputados. Costa participou na manhã de hoje de audiência pública na Casa sobre a correção de redações do Enem.
CRÍTICAS
Especialistas em educação comentaram o processo de correção da redação do Enem e fizeram sugestões de mudanças. Houve críticas, por exemplo, à concessão de nota mil a redações com erros pontuais, como publicado pelo jornal "O Globo" em março.
"A tolerância ao erro é sinalizar [a política do] do mais ou menos. Eu não posso sugerir que com mais ou menos, você passa", disse Chico Soares, professor da pós-graduação em Educação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). "O sistema [de correção] ainda não está completamente maduro para a gente não se preocupar com o processo", completou.
O professor do Instituto de Letras da UERJ Cláudio Cezar Henriques apontou ainda as dificuldades dos corretores em analisar milhões de redação num curto prazo de tempo. "A discrepância de cem [pontos] vai iludir a realidade", afirmou sobre mudança no edital deste ano.
No Enem 2013, uma redação será analisada por um terceiro avaliador quando a diferença entre notas dadas anteriormente por outros dois profissionais for maior do que cem pontos.
No ano passado, a discrepância era de no mínimo 200 pontos. O edital da prova deste ano foi publicado nesta quinta-feira no "Diário Oficial da União". As inscrições para a prova começam na próxima semana.
Luiz Cláudio defendeu mais uma vez as notas dadas a alunos que incluíram receita de miojo e hino de futebol nas redações do ano passado, mas apontou que mudanças na análise foram feitas. A partir deste ano, textos com inserções indevidas serão zeradas.
"Modificamos porque achamos que o debate foi válido. (...) Todas as redações foram corrigidas, lidas, em critérios que estamos buscando cada vez mais padronizar", disse.

Como paquerar nas redes sociais e não passar vergonha

Confira algumas dicas para você não fazer feito na hora de flertar na internet

Dicas de como paquerar nas redes sociais
Dicas de como paquerar nas redes sociais (Créditos: Reprodução )
Infelizmente estamos vivendo uma era em que mais importa como você se comporta nas redes sociais do que na vida real. E para não ficar para trás, nada melhor do que usar o Facebook, Instagram e Twitter como aliados; seja para trabalhar, se informar, stalkear, conhecer gente nova ou paquerar.
Passamos mais tempo conectados do que fisicamente perto de nossos amigos, conversamos com pessoas do mundo inteiro que nem sequer já vimos ao vivo. Em um mundo tão online, você não pode ficar para trás quando o assunto é flertar pessoas na internet.
Se liga nas dicas para não comer bola na hora de paquerar aquele bofinho magia: 
1) Confira se o flerte não está em um relacionamento sério no Facebook, apesar de não ser um problema para muitas pessoas, pode dificultar as coisas;
2) Se você já tem a pessoa no Facebook, comece a curtir ALGUMAS fotos estratégicas, tipo o boy sem camisa ou a menina de biquíni.
3) Cuidado para não curtir fotos muito antigas da pessoa, pois ficará na cara que você estava fuçando em sua página de cabo a rabo. Quem não se assusta quando uma pessoa “x” curte 20 fotos nada a ver no seu Instagram?
4) Cutuque – independente de você conhecer a pessoa ou não. Se a pessoa cutucar de volta, há grandes chances de ela estar com a mesma intenção que você. Não faça parte do grupo que menospreza essa ferramenta poderosa.
5) Não tenha vergonha de ser o primeiro a puxar assunto.
6) Tenha simancol: se você for conversar com a pessoa e ela fizer o tipo monossilábica, desista e não fique se esforçando para ela trocar ideia com você. Afinal, se ela realmente estiver a fim de bate papo, isso vai acontecer naturalmente.
7) Não curta ou comente tudo que ela postar o tempo todo. Vai parecer que você está stalkeando e isso não é legal. Curta uma coisa ou outra, esporadicamente.

8)
Quase nunca encontra a paquera online no chat? Nada de ficar mandando inbox todos os dias só para falar com ela.
9) Também não fique enchendo o mural dela de recados. Ninguém gosta de pessoas que ficam muito em cima. E muito menos taggeie a pessoa em posts ou comentários, independente da intimidade que vocês tenham.
10) Não pense que ficar postando foto forçando o músculo na frente do espelho ou com o peito tão apertado que você nem consegue respirar vai fazer o boy vir até você. Seja natural e não poste fotos forçadas.

Gasto por aluno de escola pública deve ser de R$ 2.222 em 2013


Os governos devem gastar no mínimo R$ 2.221,73 por aluno da educação básica pública no ano de 2013. O valor foi atualizado pelo MEC (Ministério da Educação) e publicado nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial da União. Em dezembro, o primeiro valor estimado tinha sido de R$ 2.243,71.
Esse valor é referente às séries iniciais do ensino fundamental de áreas urbanas. As UFs (Unidades Federativas) têm liberdade para investirem mais do que isso por aluno. Aquelas que não conseguem atingir este patamar recebem complementação do governo federal, por meio do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação).
A estimativa é de que sejam investidos em educação básica R$ 116,77 bilhões em 2013, sendo que R$ 10,7 bilhões devem ser distribuídos aos Estados e municípios pelo Fundeb. 

Para comparar

Os gastos com o ensino médio na rede pública são baixos quando comparados aos custos da rede privada. No ensino médio urbano, o Estado com a maior estimativa de gasto por aluno da escola pública é Roraima, que deve despender R$ 4.395,23 por estudante durante todo o ano letivo. Em seguida, aparece o Espírito Santo, com gasto anual por aluno de R$ 3.870,35.
Nove Estados estão entre os que menos investem por estudante nesta etapa de ensino, apenas R$ 2.692,45 por ano.
Enquanto isso, os pais chegam a pagar R$ 3.253 ao mês para que os filhos estudem na rede privada em uma das dez melhores escolas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011.

VALOR ANUAL POR ALUNO DO ENSINO MÉDIO URBANO ESTIMADO PARA 2013

Acre R$ 3.337,71
Alagoas R$ 2.666,08
Amazonas R$ 2.666,08
Amapá R$ 3.747,98
Bahia R$ 2.666,08
Ceará R$ 2.666,08
Distrito Federal R$ 3.436,35
Espírito Santo R$ 3.845,99
Goiás R$ 3.226,61
Maranhão R$ 2.666,08
Minas Gerais R$ 2.804,97
Mato Grosso do Sul R$ 3.205,45
Mato Grosso R$ 2.672,75
Pará R$ 2.666,08
Paraíba R$ 2.666,08
Pernambuco R$ 2.666,08
Piauí R$ 2.666,08
Paraná R$ 2.755,67
Rio de Janeiro R$ 3.005,20
Rio Grande do Norte R$ 2.758,19
Rondônia R$ 3.146,20
Roraima R$ 4.383,26
Rio Grande do Sul R$ 3.488,75
Santa Catarina R$ 3.347,14
Sergipe R$ 3.153,76
São Paulo R$ 3.781,82
Tocantins R$ 3.455,67
  • Fonte: MEC

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