Nem todos os cardeais brasileiros estão dispostos a votar no arcebispo
de São Paulo, dom Odilo Scherer, um dos candidatos apontados como
favorito para a sucessão de Bento 16 e a grande aposta da Cúria Romana.
Foi o que apontou o jornal italiano "La Repubblica", na edição desta
segunda-feira (11), um dia antes do início do conclave que vai definir o
novo papa.
Para justificar a suposição, o periódico cita a eleição da presidência
da Conferência Episcopal do Brasil, em 2011. Os brasileiros optaram por
Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, ao invés de Scherer.
O arcebispo de São Paulo também não conseguiu a preferência de seus
compatriotas e perdeu a eleição de 2007 para dom Geraldo Lyrio Rocha,
arcebispo de Mariana (MG).
Mesmo com o apoio do decano [cardeal mais velho], Angelo Sodano, e do
camerlengo [cardeal que administra as finanças da Santa Sé], Tarcisio
Bertoni, o principal adversário de Scherer no conclave será Pedro Angelo
Scola, arcebispo de Milão, que é apontado pela imprensa internacional
como a "primeira escolha dos reformadores" e apoio de muitos
estrangeiros, vários cardeais da Europa Central e, sobretudo, dos
norte-americanos.
Tempos difíceis
O cardeal brasileiro Odilo Scherer, 63, disse no último domingo (10), durante uma missa na igreja Sant´Andrea al Quirinale
(do italiano Santo André no Quirinal), em Roma, que o conclave não é
uma "corrida política" e pediu orações para que a igreja consiga cumprir
sua missão num "tempo difícil".
"Convido a orar para a Igreja fazer bem sua missão nesse tempo.
Seguramente um tempo difícil, mas também alegre". Em um sermão que durou
22 minutos, ele Ele seguiu o protocolo e evitou se apresentar como
candidato e ressaltou a importância da reconciliação com Deus e do
perdão ao próximo. "Tem muita gente que vive como se Deus não existisse
ou não tivesse importância", disse.
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