Quem sabe fazer
café
pode até falar que não existe qualquer segredo no preparo, mas isso não
é verdade. Quem nunca foi vítima de um café praticamente intragável ou
tomou um café que valeu uma segunda rodada? E a questão pode estar muito
além do equilíbrio entre água e pó. A qualidade dos grãos, o tipo de
água, a forma de filtrar e até os complementos podem mudar completamente
o sabor da bebida. Por isso, buscamos dicas com verdadeiras experts no
assunto que ensinam passo a passo de como preparar um bom café. Assim,
além de aproveitar uma bebida deliciosa, você ainda se beneficia das
substâncias antioxidantes presentes na cafeína, que atuam na prevenção
de
doenças cardiovasculares, câncer, depressão e até diabetes tipo 2. Confira:
Água precisa ser filtrada
Segundo Beatriz Cintra, gerente do Café Raiz,
eleito um dos melhores cafés de São Paulo, o tipo de água usado no
preparo do café é muito importante. A água de torneira, mesmo depois de
aquecida, pode conter pequenas partículas sólidas que podem alterar o
sabor da bebida. "Por isso, prefira água mineral ou filtrada",
recomenda. Se a máquina de café ainda oferecer filtro interno, melhor
ainda.
Grãos devem ser moídos na hora
"Para que o café tenha aroma e sabor mais
gostoso, o ideal é ter um moinho doméstico para moer os grãos antes do
preparo", aponta Cleia Junqueira, coordenadora do centro de Preparação
de Café (CPC) do Sindicafé, em São Paulo. O pó sofre mais influência do
ar, da umidade, do calor e até do contato com outros odores, o que faz
com que perca sua qualidade. Para conservar o que restou, coloque o
pacote do pó ou dos grãos bem fechado dentro de um pote plástico escuro
para evitar contato com a luz, mantenha-o em local seco e fresco e
dentro da geladeira. Por fim, não misture o conteúdo de um pacote que
você acabou de abrir com um que já estava aberto. "A mistura não omite o
sabor do produto aberto e piora o do café novo", explica.
Café bom é tomado puro
Um café de qualidade não precisa ser adoçado. Açúcar ou
adoçante
servem apenas para mascarar o sabor e as propriedades da bebida. "Caso a
pessoa faça questão de usar um dos dois, entretanto, o que confere mais
sabor é o
açúcar",
explica a nutricionista Amanda Epifanio, do Centro Integrado de Terapia
Nutricional (Citen), em São Paulo. O adoçante, segundo ela, deve ser a
primeira opção para quem precisa controlar a ingestão de doces ou
calorias, como portadores do
diabetes.
O único problema do adoçante é o fato de poder deixar um gosto residual
na bebida que não costuma agradar a maior parte dos paladares. Se,
ainda assim, a preferência for pela adição de açúcar ou adoçante, deixe
para adicionar os complementos na xícara. Quando se prepara café já
adoçado, há formação de uma película de caramelo em torno do recipiente
que faz com que o café oxide e perca o sabor mais rapidamente.
Acerte na proporção
De acordo com a gerente Beatriz, para um expresso
normal ou curto, é recomendado usar 50 ou 30 ml de água e 7 g de café.
"Para um café em pó com filtro de papel, sugiro cinco a seis colheres de
sopa de café para cada litro de água", diz. Ela alerta para que a água
não chegue ao ponto de fervura e, neste segundo caso, sejam molhadas
primeiro as bordas do filtro e depois o centro sem auxílio de colher. A
nutricionista Amanda, por sua vez, adverte que não basta respeitar
apenas a proporção. "Também é fundamental consumir a bebida com
moderação, principalmente quem prefere um café mais forte", afirma.
Usá-la para aumentar o estado de atenção após noites mal dormidas, por
exemplo, não muda o fato de que seu corpo precisa descansar.
Filtro de papel é mais higiênico
"Filtro de papel é mais higiênico, desde que não
seja reutilizado", aponta a coordenadora Cleia. O coador de pano,
entretanto, costuma deixar o café mais encorpado, pelo fato de o tecido
permitir que o líquido passe mais facilmente por suas paredes. Se esta
for sua escolha, muito cuidado com a conservação. "Lave o pano com água
quente antes e depois do uso e compre um novo com alguma regularidade",
recomenda.
Complementos engordam a bebida
Chantili, petit four e até chocolate são ótimos
complementos do café que podem realçar o sabor da bebida, mas é
fundamental ficar em alerta quanto às
calorias.
"Pequenas quantidades não afetam significativamente a dieta, mas, se
consumidos sem moderação, podem se tornar vilões, especialmente pela
quantidade de açúcar", explica a nutricionista Amanda. Ela sugere,
portanto, limitar o consumo de café a, no máximo, seis xícaras ao dia.
Consuma na hora
Para poder apreciar melhor todas as
características do café, inclusive suas propriedades, o ideal é
consumi-lo assim que ficar pronto. O café expresso, principalmente,
perde seu sabor pouco tempo depois do preparo. O coado dura um pouco
mais se preservado em uma garrafa térmica. A nutricionista Amanda
aponta, entretanto, aponta que não há qualquer risco em tomá-lo depois
de algum tempo de preparo ou feito com água fervente. "Ele mantém seus
nutrientes, apesar de perder em sabor", diz.
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