Os
médicos costumam diagnosticar o câncer por meio do procedimento da
biópsia, que pode ser invasivo e caro. A melhor maneira de diagnosticar a
doença seria detectar as células tumorais que flutuam na corrente
sanguínea, mas esse teste é de difícil desenvolvimento, já que as
células cancerígenas circulantes são raras e é difícil separá-las das
várias células que circulam no sangue.
Os
médicos costumam diagnosticar o câncer por meio do procedimento da
biópsia, que pode ser invasivo e caro. A melhor maneira de diagnosticar a
doença seria detectar as células tumorais que flutuam na corrente
sanguínea, mas esse teste é de difícil desenvolvimento, já que as
células cancerígenas circulantes são raras e é difícil separá-las das
várias células que circulam no sangue.
Agora, pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard dizem ter fabricado um dispositivo microfluídico capaz de capturar rapidamente quase todos os tipos de célula tumoral, um avanço que pode vir um dia a possibilitar que exames de sangue simples detectem ou rastreiem o câncer.
Outros dispositivos semelhantes também disponíveis – entre os quais versões anteriores desenvolvidas pelos autores do estudo recém-publicado online na revista Science Translational Medicine – dependem de biomarcadores de tumores específicos presentes na superfície das células para aparecerem em uma amostra de sangue, o que significa que nem todos os dispositivos funcionam para todos os tipos de câncer. Além disso, a eficiência com que as células tumorais se formam a partir de outros tipos de células é geralmente baixa e o processo é demorado. É raro encontrar células de tumores circulantes em uma amostra de sangue qualquer, podendo haver apenas uma célula tumoral a cada bilhão de células.
O novo dispositivo representa um "importante avanço em relação a outros dispositivos microfluídicos", diz Peter Kuhn, pesquisador de células tumorais dispersas do Instituto de Pesquisa Scripps. Kuhn não esteve envolvido no estudo. O dispositivo combina técnicas microfluídicas já existentes de triagem de células em um único dispositivo, diz ele. Como resultado, é possível extrair as células tumorais de uma amostra de sangue mais rapidamente e sem conhecimento prévio das suas características moleculares.
Segundo Mehmet Toner, diretor do Centro de Recursos BioMicroElectroMechanical Systems do Hospital Geral de Massachusetts, e seus colegas, seu mais recente chip é capaz de isolar células tumorais circulantes no sangue e pode vir a ser aplicado a todos os tipos de câncer. "No caso do nosso chip anterior, era necessário ter dados da superfície das células tumorais", diz Toner. Eram dispositivos nos quais uma pequena amostra de sangue atravessava câmaras microfluídicas, algumas das quais continham um anticorpo que se acoplava a células tumorais. Esse sistema também levava de quatro a cinco horas para processar uma única amostra de sangue. "Porém, para fins de detecção precoce e utilização em praticamente todos os tipos de câncer, era necessário aumentar o rendimento e torná-lo independente do tipo de tumor", diz ele.
Agora, pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard dizem ter fabricado um dispositivo microfluídico capaz de capturar rapidamente quase todos os tipos de célula tumoral, um avanço que pode vir um dia a possibilitar que exames de sangue simples detectem ou rastreiem o câncer.
Outros dispositivos semelhantes também disponíveis – entre os quais versões anteriores desenvolvidas pelos autores do estudo recém-publicado online na revista Science Translational Medicine – dependem de biomarcadores de tumores específicos presentes na superfície das células para aparecerem em uma amostra de sangue, o que significa que nem todos os dispositivos funcionam para todos os tipos de câncer. Além disso, a eficiência com que as células tumorais se formam a partir de outros tipos de células é geralmente baixa e o processo é demorado. É raro encontrar células de tumores circulantes em uma amostra de sangue qualquer, podendo haver apenas uma célula tumoral a cada bilhão de células.
O novo dispositivo representa um "importante avanço em relação a outros dispositivos microfluídicos", diz Peter Kuhn, pesquisador de células tumorais dispersas do Instituto de Pesquisa Scripps. Kuhn não esteve envolvido no estudo. O dispositivo combina técnicas microfluídicas já existentes de triagem de células em um único dispositivo, diz ele. Como resultado, é possível extrair as células tumorais de uma amostra de sangue mais rapidamente e sem conhecimento prévio das suas características moleculares.
Segundo Mehmet Toner, diretor do Centro de Recursos BioMicroElectroMechanical Systems do Hospital Geral de Massachusetts, e seus colegas, seu mais recente chip é capaz de isolar células tumorais circulantes no sangue e pode vir a ser aplicado a todos os tipos de câncer. "No caso do nosso chip anterior, era necessário ter dados da superfície das células tumorais", diz Toner. Eram dispositivos nos quais uma pequena amostra de sangue atravessava câmaras microfluídicas, algumas das quais continham um anticorpo que se acoplava a células tumorais. Esse sistema também levava de quatro a cinco horas para processar uma única amostra de sangue. "Porém, para fins de detecção precoce e utilização em praticamente todos os tipos de câncer, era necessário aumentar o rendimento e torná-lo independente do tipo de tumor", diz ele.
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