Um menino que morava com a mãe, estudava durante a manhã e tinha que trabalhar à tarde para não ficar sozinho e ajudar nas contas do lar. Esse foi o começo da trajetória do empresário Clóvis Souza, 42, hoje dono de uma floricultura on-line que atende 22 mil pedidos por mês.
Nascido na Mooca (zona leste de São Paulo), aos oito anos ele morava em cima de uma floricultura. "Comecei a trabalhar nessa empresa, ajudando no dia a dia. Um das minhas primeiras funções foi vender flores em frente do cemitério do Brás", lembra.
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Até os 19 anos Souza continuou a trabalhar em floriculturas e foi aprendendo os detalhes desse modelo de negócios. Em 1990, em São Caetano do Sul, resolveu virar dono de seu próprio negócio e abriu a floricultura Giuliana Flores com mais uma sócia. O nome veio de uma antiga namorada.
| Divulgação | ||
| Clóvis Souza, dono da Giuliana Flores |
O capital para abrir o negócio veio de economias próprias dos dois --o local tinha apenas 32 metros quadrados. "Eu só tinha uma Variant 72 que usava para ir para o Ceasa. Apenas depois consegui comprar uma Kombi, mas pelo menos o aluguel conseguíamos pagar", conta.
Ele afirma que a empresa deu muito certo quando começou a apostar em comodidades aos clientes, como vendas por catálogos e pedidos feitos por telefone. Hoje, a loja tem 560 metros quadrados.
APRENDIZADO ON-LINE
A parceria com a sócia durou seis anos e, em 2000, Souza decidiu apostar em uma nova comodidade, na época ainda novidade, o comércio eletrônico. Ele afirma que errou muito no começo da operação virtual, pois tinha de testar diariamente o que dava certo e e o que dava errado na loja on-line.
A parceria com a sócia durou seis anos e, em 2000, Souza decidiu apostar em uma nova comodidade, na época ainda novidade, o comércio eletrônico. Ele afirma que errou muito no começo da operação virtual, pois tinha de testar diariamente o que dava certo e e o que dava errado na loja on-line.
"Demoramos para acertar o tipo de embalagem correta, por exemplo. Tinha de ser algo atrativo para o cliente e que tivesse um peso adequado", recorda.
De acordo com o empresário, nem todos os tipos de flores são adequados para uma loja virtual --é preciso considerar preço (que não pode ser muito alto), interesse das pessoas e logística de transporte. Hoje, as mais vendidas são rosas colombianas, tulipas e orquídeas.
A operação tem 130 funcionários, e o negócio físico representa apenas 7% do faturamento.
A empresa também procurou criar parcerias para atrair mais clientes. O site já tem 8.000 itens como espumante, chocolate e bem-casado. "Brincamos que vendemos até flor. Nosso fio condutor foi sempre se perguntar por que alguém compraria numa loja virtual e não na loja da esquina", diz.
Para vender com agilidade um produto tão perecível a empresa também se preparou: possui quatro câmaras frias, aproveita o estoque da loja física e faz compras diárias também, para se ajustar de acordo com a demanda.
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