sábado, 23 de fevereiro de 2013

Gasto com filho até os 21 anos chega a R$ 1 milhão

Estudo estima gastos até os 21 anos do futuro herdeiro. Valores consideram custo com alimentação, educação, saúde e lazer

Rio - Quem pensa em ter filhos pode se preparar para desembolsar de R$ 200 mil a R$1 milhão ao longo dos 21 anos iniciais do herdeiro. Os valores consideram gastos básicos com alimentação, educação, saúde e lazer, dependendo da disposição de investimento e da renda mensal dos pais. No caso de dois filhos, o custo até mesma idade fica acima de R$ 1,7 milhões. Para cuidar de três, R$2,5 milhões.

Segundo o responsável pelo estudo, o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e presidente do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), Adriano Maluf Amui, a família que gasta em torno de R$200 mil com um filho tem renda mensal de até R$ 2 mil. O desembolso de R$1 milhão é de família com renda acima de R$25 mil por mês.
Pensando no futuro, Caroline e Paulo Lacativa já fizeram até previdência privada | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia

Na hora de fazer as contas, é preciso levar em consideração as despesas essenciais, os gastos dispensáveis e, no longo prazo, a necessidade de uma poupança. Na opinião do educador financeiro e presidente da consultoria DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos, o ideal é que o custo do filho não ultrapasse 30% da renda média líquida do casal. Do contrário, o padrão de vida pode mudar drasticamente.

Com planejamento, especialistas mostram que é possível fazer um cálculo aproximado das despesas com o filho em cada fase da vida dele, da gestação à vida adulta. Entram na conta, também, gastos não previstos, como festas de aniversário e passeios. E, se o orçamento apertar, há duas alternativas: fazer dívidas ou rever prioridades com o supérfluo.

É dessa maneira que Paulo e Caroline Lacativa, casal de médicos, lida com a criação de Marina, de um ano, e Júlia, 4. Eles cortam os presentes fora de época, deixando-os somente para datas comemorativas durante o ano. Compras, só por necessidade. Afinal, há gastos em torno de R$2,5 mil por mês com creche de uma das meninas, além de alimentação, roupas, balé e capoeira.

“Em compensação, viajamos uma vez a cada semestre. É uma maneira de sair da rotina e poder passear com elas”, conta Paulo Lacativa. Quem também se organiza financeiramente é Gilsenberg Bittencourt, 33, pai de Gabriel, 9: “A gente fica apertado em algumas situações, mas vale a pena ver o filhão crescer feliz”.

No crescimento, orientação financeira deve ser frequente

Para a psicóloga Andreia Calçada, “orientação” deve ser a palavra predominante na relação entre pais e filhos quando o assunto é dinheiro. Mesmo com mesadas, a dica é sempre acompanhar o comportamento dos futuros herdeiros com os gastos durante a vida.

“Parece complicado, mas é possível educar desde cedo”, afirma. Segundo a especialista, se a criança é mal acostumada a ter tudo quando pede, a criança faz pirraças quando recebe a negativa. O indicado, ela diz: “Explicar para o filho que está sem dinheiro no momento ou enrolado com outras pendências. Precisa ser um diálogo aberto sobre isso”.

À medida que o filho cresce, os pais também precisam se monitorar. “Não pode associar o afeto à compra, como presentear sempre que a criança está triste”, alerta a psicóloga.

A partir de 10 anos, é comum que pais deem algum trocado para filhos saírem ou comprarem algo. Andreia Calçada sugere que esse seja um momento decisivo para começar a dar orientações financeiras, sempre estipulando limites com gastos e observando de perto os filhos.

“É preciso entrar no ‘jogo’”, diz. A psicóloga recomenda que esse acompanhamento deve ser cauteloso para manter boa relação no crescimento deles.

CRIAÇÃO X GASTOS

TUDO COMEÇA NA GESTAÇÃO

Confirmada a gravidez, surgem os primeiros gastos. “O casal começa a pensar na decoração do quarto e na compra de roupas, fraldas e itens de higiene”, enumera o educador financeiro Reinaldo Domingos, da consultoria DSOP. O chá de bebê é a primeira chance para economizar. Os presentes devem ser calculados conforme a quantidade necessária. Além disso, ultrassom, coleta de sangue do cordão umbilical e exame de audição também têm seu preço.

NASCIMENTO

“Os pais nunca se lembram da festa de aniversário, que pode ter bufê e palhaço, e das festas de amiguinhos, que demandam a compra de presentes”, lembra Domingos. Ele orienta que tais gastos podem ser compensados com uma reserva financeira. Se as despesas imprevistas não couberem no bolso, o melhor é optar por alternativas mais baratas, como fazer a festa em casa. Nessa fase, alguns gastos essenciais são: berço, fraldas, roupas, carrinho e vacinas. Decoração, babá eletrônica e festa em bufê, por exemplo, são opcionais.

AGORA JÁ É CRIANÇA

De acordo com Adriano Maluf Amui, responsável pelo estudo, nessa etapa é comum que os pais queiram levar os filhos para viagens dentro ou fora do país ou até extravasar nos presentes. “O ideal é que tudo isso aconteça a partir dos sete anos. O filho vai poder desfrutar mais da experiência”, afirma. Alguns gastos essenciais são: escola, material escolar, uniforme, saúde, alimentação, roupas e transporte escolar. Aparelhos eletrônicos (videogames, celulares, tablets), viagens e cursos livres (como idiomas e esportes), são opcionais.

DE JOVEM À VIDA ADULTA

Até os 21 anos, prepare-se para cursos, entretenimento, autoescola e faculdade. Os gastos são mais ‘salgados’, mas o filho já começa a pensar em construir o próprio futuro.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Gil Rugai é condenado pelas mortes do pai e da madrasta em São Paulo


Gil Rugai é condenado pelas mortes do pai e da madrasta em São Paulo


Após quase nove anos, Gil Rugai foi condenado nesta sexta-feira (22) pelas mortes do pai, Luiz Carlos Rugai, e da madrasta, Alessandra de Fátima Troitino, em São Paulo no dia 28 de março de 2004. A sentença ainda será lida pelo juiz, no entanto, a informação foi confirmada pela assessoria do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). É o magistrado quem faz a dosimetria da pena e decide quantos anos o réu ficará preso pelos crimes.
Segundo o promotor do caso, Rogério Zagallo, quatro jurados votaram pela condenação por duplo homicídio e um pela absolvição --os votos param de ser lidos quando já há maioria--, já o agravante de motivo torpe (supostamente por ter sido demitido da empresa do pai após desfalques) ficou em quatro a três. "Missão dada é missão cumprida", disse o membro do Ministério Público.
Logo após o Conselho de Sentença decidir sobre o caso, o promotor e o assistente de acusação, Ubirajara Mangini, saíram da sala, se abraçaram e comemoraram a condenação. "Saiu a condenação merecida, justa e adequada. Foi feita justiça", disse Zagallo.

O plenário foi esvaziado por conta de tumulto e ainda não se sabe se as pessoas vão poder acompanhar a leitura da sentença que será feita em breve pelo magistrado Adilson Simoni.
A mãe do réu, Maristela Grego, e o irmão, Léo Rugai, que foi testemunha de defesa durante o julgamento que durou uma semana, deixaram o plenário chorando junto ao advogado Thiago Anastácio e se abraçaram sob aplausos do lado de fora do Fórum Criminal da Barra Funda.
Para a antropóloga Ana Lúcia Pastore Scheitzmeyer, que também foi testemunha arrolada pela defesa, a comemoração do promotor e do assistente de acusação logo após saírem da sala do Conselho de Sentença foi uma quebra de ritos. "Se eu fosse juíza, entraria com uma ação no Ministério Público".
Para a cientista, a atitude do promotor e do assistente, e das pessoas que aplaudiram, foi um desrespeito com todos da família. "Como se decide a vida de uma pessoa como se fosse um circo?", disse.

Debates

Durante a fase de debates, que antecede a decisão do Conselho de Sentença, o promotor Rogério Zagallo surpreendeu o plenário ao anunciar que não faria a réplica a que tinha direito. Ele não informou os motivos de ter abdicado da medida --que o daria uma hora a mais de discurso para tentar convencer os jurados da culpa do réu.
Os debates entre acusação e defesa começaram na manhã de hoje. Cada uma das partes teve 1 hora e meia para falar diretamente com os jurados.
Em sua fala, Zagallo descreveu Gil Rugai como uma pessoa agressiva e de personalidade dupla, a ponto de beirar a psicopatia.
Já a defesa tentou dissociar a imagem do réu à da estudante Suzane Von Richthofen. "O caso Richthofen não é o caso do Gil", disse o advogado Thiago Anastácio.
Em 2006, Suzane foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em 31 de outubro de 2002.

Interrogatório do réu

O réu foi interrogado por cerca de quatro horas e meia na quinta-feira (21) e negou que esteve na casa do pai no fim de semana do crime, ou que estava brigado com o empresário na época das mortes, no entanto, admitiu que gosta de munições e que chegou a fazer um curso de tiro, cuja arma usada foi uma pistola 380 --mesmo modelo usado nos assassinatos. Ele também não confirmou que teria desfalcado a empresa do pai, principal motivo apontado pela acusação para os assassinatos.
O réu também contou, durante o interrogatório, que não foi tratado de maneira "muito gentil" pelo delegado que investigou os homicídios, Rodolfo Chiareli. Além disso, uma das principais provas usadas pela promotoria para acusá-lo, a marca de pé na porta do cômodo onde supostamente Luiz Carlos Rugai tentou se esconder, e que uma lesão no pé de Gil Rugai seria compatível com um trauma deste tipo não foi explicada pelo réu. "Eu sei que eu não chutei aquela porta. Eu não estava lá. Como chegou a esta conclusão, eu não sei", disse.
Após 35 minutos de inquirição da promotoria, a defesa do réu o orientou a não mais responder as perguntas da acusação. No momento da interrupção, o réu era questionado se conhecia uma lista de pessoas colocada pelo promotor --entre elas, algumas testemunhas--, bem como se tinha algo contra ou a favor delas. "Não é o momento adequado de fazer seu discurso", disse o advogado Marcelo Feller ao promotor Rogério Zagallo.
O advogado de defesa Marcelo Feller, disse após o fim do interrogatório do réu, durante conversa com jornalistas, que o "verdadeiro suspeito" pela morte do pai e da madrasta do estudante é, na realidade, um assistente pessoal do empresário, Agnaldo Souza Silva. Ele havia sido demitido por Luiz Carlos cerca de um ano antes do assassinato.

Testemunhas

A primeira testemunha ouvida pelo júri foi o vigia da rua em que o casal assassinado morava, denominado apenas como Domingos. Ele afirmou ter "certeza absoluta" que o réu deixara a casa do empresário cerca de 20 minutos após ter ouvido barulho de tiros. Ele foi a única testemunha a relacionar o réu diretamente ao local e dia dos assassinatos. Posteriormente, Valeriano Rodrigues dos Santos, um outro vigia da rua, disse que não viu o ex-seminarista saindo do local do crime.
Os advogados de defesa criticaram a maneira como as perícias foram conduzidas na residência do casal. "A acusação juntou no processo que os pés na porta [da sala onde Luiz Carlos foi morto] eram do Gil com base no depoimento de um sapateiro", disse. Peritos do IC (Instituto de Criminalística) de São Paulo, no entanto, afirmaram que a marca encontrada na sala "encaixa perfeitamente" na imagem sobreposta do pé do jovem.
Já no segundo dia do julgamento, a defesa tentou desqualificar o depoimento do instrutor de voo Alberto Bazaia Neto, testemunha de acusação, que disse ter ouvido o pai de Rugai dizer que tinha "medo" do filho depois de descobrir supostos desvios de dinheiro na empresa. Os advogados do réu mostraram documentos indicando apreensão de drogas no Aeródromo de Itú (SP) --onde fica o aeroclube em que Bazaia Neto é instrutor de voo.
O delegado que investigou o crime em 2004, Rodolfo Chiareli, disse durante seu depoimento que não tem dúvidas de que Rugai foi o autor dos assassinatos, e que a principal evidência encontrada foi o desvio de dinheiro da empresa Referência Filmes, de propriedade de Luiz Rugai, relatado por diversas testemunhas. A hipótese, no entanto, não teve nenhuma prova pericial apresentada pelo delegado, que admitiu não ter pedido um laudo que comprovasse os desfalques na empresa. 
O contador da empresa de Luiz Rugai, Edson Tadeu de Moura, depôs na quarta-feira (20), e também disse não ter como comprovar supostos desvios feitos pelo réu na empresa do pai. 
O irmão de Gil Rugai, Léo Rugai, disse em depoimento não saber se havia ocorrido alguma briga entre o pai e o irmão próximo à data do crime, e afirmou que  "era bastante comum" o irmão ser demitido e readmitido pelo pai. Segundo ele, Gil é inocente.
No penúltimo dia do julgamento, o ex-sócio do réu, Rudi Otto, confirmou ter visto uma pistola com o jovem antes dos assassinatos. Segundo ele, a arma estava em uma pasta que Rugai chamava de "mala de fuga", onde guardava também dólares, veneno e facas.
Indagado pelo promotor sobre as razões para ter desconfiado de Rugai "de imediato" após o crime, a testemunha relatou que o então sócio "estava estranho" na semana anterior aos assassinatos.

Diretor, advogado e ex-funcionária creem que "grosseria" de chefe de UTI em Curitiba pode ter motivado denúncias


Diretor, advogado e ex-funcionária creem que "grosseria" de chefe de UTI em Curitiba pode ter motivado denúncias


O diretor clínico do Hospital Evangélico de Curitiba, o pediatra Gilberto Pascolat, crê ser "extremamente possível" que a personalidade "exigente" e "ríspida" da médica Virginia Helena Soares de Souza possa ter dado origem às denúncias que a colocaram na cadeia, suspeita de "antecipar mortes" na UTI (unidade de terapia intensiva) da instituição, que chefiava desde 2006.
"Ela é uma profissional muito exigente, e por conta disso acabava sendo ríspida com quem não conseguia fazer o que ela achava preciso. Isso pode ter gerado raiva e algum desejo de vingança", falou.
Segundo Pascolat, o hospital já recolheu reclamações quanto à rispidez de Virginia feita por colegas médicos e outros funcionários. "Mas não há uma única queixa de maus tratos a pacientes."
"Há um clima de paranóia, estão fazendo acusações absurdas contra ela, parece haver motivação pessoal", argumentou, referindo-se à onda de denúncias de familiares de pacientes e funcionários do hospital (boa parte delas anônima), na imprensa, que se seguiu à prisão preventiva da médica, na terça-feira (19).
"Ninguém sabe ainda se ela é culpada ou não, mas já há um clima de linchamento. Se alguém sabia que problemas aconteciam há dois anos, por que não veio a público antes dizer? Por que não avisou a direção do hospital?", desabafou. "É bom lembrar que quem sabia e ficou calado pode ser cúmplice de homicídio [se Virginia for considerada culpada]. Quem está falando não percebe que pode estar até se complicando, pois teria testemunhado assassinatos e ficaram quietos."

"Ela era grossa e estúpida. Mas isso não é crime"

Uma ex-funcionária da morgue (setor responsável por recolher os corpos de pacientes que morrem durante o tratamento) do Hospital Evangélico lembra-se de Virginia como uma "pessoa enérgica". "Quando se dizia que ela estava na UTI, já entrávamos com medo. Nunca tive problemas com ela, mas ouvia todos dizeram que era grossa e estúpida, não tinha jeito para lidar com as pessoas", diz a mulher, que deixou a instituição há alguns anos.
"Mas isso não é crime, é?", argumenta. "Nosso contato com os médicos era pouco, mas nunca vi nem ouvi nada que me fizesse suspeitar das mortes que ocorriam na UTI. Mas acredito que muita gente ali no Evangélico não gostava dela (Virginia)."
As declarações de Pascolat e da ex-funcionária da morgue vão ao encontro do que sugeriu o advogado da médica, Elias Mattar Assad, logo que assumiu o caso. "[No Evangélico] Existem duas facções de funcionários lá dentro, mais antigos e mais novos, que não se dão. Há uma guerra fria, ou uma paz fria, lá dentro. Há uma tensão interna muito grande, que pode ter feito aflorar ressentimentos com relação à médica", falou, na terça.

Especialista vê riscos, mas UFC aposta em exames de sangue para evitar contágio em combates



Especialista vê riscos, mas UFC aposta em exames de sangue para evitar contágio em combates

A divulgação do caso de hepatite C contraída pelo ex-goleiro da seleção chilena e do São Paulo, Roberto Rojas, trouxe à tona algumas dúvidas sobre a transmissão de doenças dentro do esporte.

A hepatite é uma doença viral adquirida, na grande maioria dos casos, por contato com sangue ou transfusões, possibilidade esta apontada pelo chileno - ele realizou uma operação de vesícula há cerca de 15 anos e acredita ter sido esse o momento de contágio.
Em função do tipo de risco pelo simples contato com sangue, no futebol, por exemplo, é proibido pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) que um atleta permaneça em campo com um corte ou ferimento que exponha seu sangue.

Em casos como este, ele é obrigado pelo árbitro a se retirar. Outro caso emblemático é o da NBA (liga norte-americana de basquete), que teve caso semelhante após o anúncio de que o ex-jogador Erwin "Magic" Johnson, que atuou nas décadas de 80 e 90, era portador do vírus da Aids.

Esporte que cresce cada vez mais no Brasil, o MMA vai na contramão de outras modalidades mundiais e libera uma enxurrada de sangue em seus combates. É comum não só ver os adversários duelarem ensanguentados por até 25 minutos como o chão também ser tomado pelo vermelho.

Segundo médico especialista ouvido pelo, isso propicia muito a transmissão de doentes virais. "Esse é um risco, é um grande risco, sem dúvida. O contato dentro do futebol existe. Por isso a Fifa obriga o jogador a sair do campo quando está com o sangue. E essas lutas livre de MMA são de alto risco. Acabam causando sangramentos e contatos entre os lutadores. O sangue pode até espirrar e atingir o oponente. Existe o risco também de pegar pelo tablado", falou Roberto Foccatia, coordenador do grupo de hepatites do instituto de infectologia Emílio Ribas.Principal evento de MMA do mundo, o UFC diz, no entanto, que não existe riscos de transmissão. Ressalta que os lutadores são submetidos a rigorosos exames de sangue, entre outros, e não só antes de assinarem contrato, como também na véspera de cada combate realizado. Se tiver alguma doença, não entra no octógono.
"Todo atleta, antes de lutar no UFC, independentemente se for a primeira luta, tem que fazer protocolo de exames. E nele estão marcadores como se existir hepatite viral, HIV e outras doenças. Isso porque sabemos do risco do sangue. Temos todo cuidado para que nenhum atleta atue sem exame. Isso é pré-requisito", falou Marcio Tannure, médico do UFC no Brasil.

"A gente pede sempre todos os exames, não só os sanguíneos, como ressonância cerebral pra ver se tem edema, aneurisma, hematoma. Também exames oftalmológicos pra ver se não tem problema na córnea. Temos cuidado pra não colocar o atleta em risco", continuou.O atleta brasileiro Gerônimo Mondragon foi até impedido de atuar em uma das etapas da organização americana, em 2012, no Brasil, por ter sido detectado vírus da hepatite B em seu exame médico pré-luta.
Considerado um dos atletas que mais fazem batalhas sangrentas por seu estilo trocador e franco, o norte-americano Carlos Condit, dos meio-médios do UFC, já chegou a declarar seu gosto por lutas banhadas em vermelho. "Eu gosto de lutas sangrentas. É o que diverte o público", disse Condit após derrota para o canadense Georges Saint-Pierre, em um dos mais sangrentos combates dos últimos anos.

HEPATITE C TEM ALTOS ÍNDICES DE INFECÇÃO ENTRE EX-ATLETAS

José Patrício/Folha Imagem Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP mostrou, em 2010, que entre ex-atletas, profissionais ou amadores, que atuaram nas décadas de 1950, 1960, e 1970, existe uma alta prevalência de infecção do vírus da hepatite C. De acordo com o professor Afonso Dinis Costa Passos, que coordenou o estudo, isso se deve principalmente à aplicação de drogas injetáveis e ao compartilhamento de seringas. "Naqueles tempos era mais comum a aplicação de vitaminas e estimulantes nos atletas. As seringas eram de vidro e para a desinfecção passavam por um processo de fervura", conta. A pesquisa envolveu 208 pessoas, todos ex-atletas profissionais ou amadores, de futebol e basquete, de Ribeirão Preto e de outras quatro cidades próximas. O trabalho de coleta de sangue foi realizado entre os anos de 2004 e 2007

Escolher os padrinhos e as madrinhas para o "grande dia" não é uma tarefa fácil

Escolher os padrinhos e as madrinhas para o "grande dia" não é uma tarefa fácil


Em um momento de total liberdade em relação ao número de padrinhos para o casamento, o bom senso deve prevalecer na hora de escolher os casais. Muitos noivos, para agradar aos amigos, decidem convidar vários pares, mas apostar em uma quantidade exagerada pode atrapalhar a cerimônia e deixar alguém de fora dela pode magoar o "excluído".
Pensando em quem ainda não convidou os padrinhos e as madrinhas para o "grande dia", o  Casamento consultou especialistas e reuniu dicas para ajudar a descobrir o que é preciso levar em consideração na hora de fazer o convite.
 
Capacidade do espaço
O tamanho do espaço em que a cerimônia será realizada deve ser adequada ao número de padrinhos. "Um número excessivo dá pouca visibilidade aos noivos no altar e pode atrapalhar, mas quem não quer abrir mão de convidar muitos padrinhos, uma boa opção é reservar o primeiro banco, o mais perto do altar, para eles se acomodarem", diz a cerimonialista Vera Simão, presidente da ABRAFESTA (Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais).
 
Família x amigos
Não existe regra para convidar apenas as pessoas mais próximas do casal, e a família não precisa interferir na escolha: a sua prima distante pode ser substituída por uma grande amiga, sem crise! "O ideal é convidar pessoas amigas dos noivos sejam elas da família ou não", afirma Vera.
 
Para Vinícius Favale, produtor da Múltipla Eventos, os noivos precisam decidir juntos quem serão os padrinhos. "Eles representam as pessoas mais importantes da vida do casal, mas essa escolha não é fácil, principalmente quando a família é grande e a lista de amigos é interminável. O melhor é tentar contemplar as duas famílias envolvidas e também grupos de amigos. Se há desentendimentos de família ou constantes brigas e separações entre algum casal, vale analisar o grau de intimidade dos noivos com os candidatos e, em uma conversa franca, explicar o real motivo por não convidá-los", diz.

Como dizer para uma amiga que ela não será madrinha?

  •  "A melhor maneira é sempre falar a verdade.Se o relacionamento é bom com a amiga, basta explicar que não há como convidar todos os amigos, mas que já é uma grande homenagem ela estar presente no casamento torcendo pela felicidade do casal", diz a cerimonialista Vera Simão. Para a psicóloga Cecília Zylberstajn, uma conversa franca e honesta com a amiga é mesmo o melhor a se fazer: "o que se pode fazer é dizer claramente quais são os motivos pelos quais ela não será madrinha, com muita sinceridade. Se é uma amiga importante para o casal, uma boa alternativa é convidá-la a fazer um pequeno discurso antes de a noiva jogar o buquê. Evita-se a mágoa e todos ficam felizes", garante
 
Beatrís de Michelli, decoradora especializada em ambientação e cenografia para festas e casamentos, lembra: "é legal escolher casais ou pares de amigos, mas o que importa é que eles tenham a mesma vibração e compartilhem a felicidade dos noivos". No entanto, se um amigo do casal começou a namorar recentemente, não é necessário convidar a dupla por obrigação. "Se não há intimidade dos noivos com o novo parceiro do amigo, está liberado vetar o casal", garante Beatrís. Ainda assim, é possível desmembrar o casal e convidar apenas o amigo ou amiga de longa data.
 
Depois de decidir o número de pares de padrinhos, é preciso lembrar que algumas igrejas e espaços para casamentos costumam até restringir o número de padrinhos. "A restrição é uma boa justificativa para explicar aos seus amigos e amigas que ficaram de fora de que a escolha teve de ser pelos parentes mais próximos ou amigos bem íntimos", avisa Favale.
 
Padrinhos indesejados 
Outra situação desconfortável é um dos noivos convidar alguém que não é querido pelo seu parceiro. "Se os noivos não chegam a um acordo, isso indica um provável conflito na relação, o que não é saudável. O casamento é uma etapa extremamente importante para determinar o tipo de relacionamento que vai ocorrer dali em diante", diz Cecília. Para Vera, não se admite um conflito de opiniões justamente nessa hora. Um dos lados vai precisar convencer o outro. "Os noivos devem entrar em acordo total", diz.
 
Padrinhos que não se conhecem
Se algum dos casais formados pelos noivos ainda não se conhece, é importante oferecer um encontro antes do casamento. "Parece bobagem, mas foi melhor apresentar um amigo meu para a amiga que seria o par dele. O namorado dela não foi convidado para ser padrinho, mas é muito ciumento. Ofereci um almoço em casa para todos se conhecerem e isso deixou a situação mais confortável", diz Caroline Bandeira, que se casou em novembro de 2012 e convidou dez pares de padrinhos.

Bento 16 revelará descobertas do caso VatiLeaks aos cardeais antes de conclave, diz jornal

Antes da renúncia oficial do papa Bento 16, programada para o dia 28 de fevereiro, o pontífice vai se reunir com todos os cardeais para revelar as descobertas feitas pela comissão de inquérito que apura o escândalo do vazamento de documentos confidenciais da Santa Sé, chamado VatiLeaks. A informação foi publicada pelo jornal italiano "La Stampa", nesta sexta-feira (22).

ENTENDA O PROCESSO SUCESSÓRIO DO PAPA

Quando o chefe da Igreja Católica renuncia a sua função ou morre, seu sucessor é eleito pelos cardeais reunidos em conclave na Capela Sistina, onde ficam isolados do mundo exterior.

Cinco cardeais brasileiros deverão participar do conclave que se reunirá para eleger o sucessor do papa Bento 16. Segundo a última lista do Vaticano, há um total de 116 cardeais aptos a votar no conclave.

Para poder votar na escolha do papa, o cardeal precisa ter menos de 80 anos. O Brasil tem um total de nove integrantes no Colégio Cardinalício do Vaticano, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite.
A previsão é que a reunião seja realizada no início da próxima semana. As revelações serão feitas pelos cardeais Julián Herranz (Espanha), Jozef Tomko (Eslováquia) e Salvatore De Giorgi (Itália). Os três foram designados por Bento 16 no ano passado para iniciar uma investigação sobre os escândalos que vieram à tona em maio de 2012. 
As investigações se transformaram em um relatório de 300 páginas que foi entregue ao pontífice em dezembro do ano passado. O documento é sigiloso, mas, conforme informado pelo jornal italiano "La Reppublica", revela um sistema de "chantagens" internas baseado em fraquezas sexuais e ambições pessoais.
O periódico, que relacionou as descobertas com a renúncia de Bento 16, também apontou a existência de uma "rede transversal unida pela orientação sexual", além da descrição de casos de mau uso de dinheiro e relações homossexuais dentro da Cúria Romana.
As revelações feitas por Bento 16 e pela comissão de inquérito poderão orientar os cardeais durante o conclave, que irá eleger o novo papa. Ainda não há definição quando a reunião de cardeais eleitores terá início. Mas, espera-se que o próximo pontífice seja conhecido até a Páscoa, no final de março. 

A renúncia 

O papa Bento 16 anunciou sua renúncia no dia 11 de fevereiro em um discurso pronunciado em latim durante um encontro de cardeais no Vaticano. Ao justificar sua decisão, o pontífice de 85 anos alegou fragilidade por conta da idade avançada.

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O pontífice disse que "no mundo de hoje (...), é necessário o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado".
O Vaticano negou que uma doença tenha sido o motivo da renúncia. Mas, segundo o jornal "O Estado de S.Paulo", uma disputa interna de poder praticada por ex-aliados nos últimos meses pode ser uma das razões para a tomada de decisão do pontífice. Esta é a primeira vez na era moderna que um papa da Igreja Católica renuncia ao pontificado.
Já o jornal italiano "La Reppublica" relacionou à renuncia do pontífice a um relatório com cerca de 300 páginas sobre o escândalo do vazamento de documentos confidenciais da Santa Sé, redigido por três cardeais e entregue à Bento 16 em dezembro de 2012. O Vaticano reconheceu a existência do documento, mas descartou qualquer relação com a decisão do papa.
A renúncia de bento 16 será oficializada no dia 28 de fevereiro. E o cargo ficará vago até a eleição do próximo papa. A expectativa é  que o Conclave de cardeais, eleja um novo papa ainda em março, antes da Páscoa. O Vaticano anunciou que a eleição deve começar entre 15 e 20 de março. A data, no entanto, pode ser adiantada para o dia 10, caso os cardeais cheguem ao país.
Cinco cardeais brasileiros deverão participar do conclave. Segundo a última lista do Vaticano, há um total de 116 cardeais aptos a votar no próximo papa. Para participar da papa, o cardeal precisa ter menos de 80 anos. O Brasil tem um total de nove integrantes no Colégio Cardinalício do Vaticano, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite.
Em sua primeira aparição pública desde o anúncio da renúncia, o papa Bento 16 disse que tomou a decisão "pelo bem da igreja". Bento 16 agradeceu pelo "amor" e apoio dos fieis.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Motivos para usar desodorante, além de combater o mau cheiro


Ele hidrata, controla o suor e trata as manchas



Usar desodorante é tão essencial quanto escovar os dentes ou tomar banho. É um cuidado de higiene do qual depende o seu bem-estar. Mas se a sua única razão para fazê-lo é combater o mau cheiro, nós te damos pelo menos mais três motivos para quando for escolher um produto. São eles:

Controlar o suor
Quem faz isso são os desodorantes antitranspirantes. "Enquanto os desodorantes comuns tem a função de mascarar o odor, os agentes antitranspirantes, principalmente o hidróxido e cloridróxido de alumínio contidos nestes produtos, minimizam a quantidade de suor eliminado", explica a farmacêutica Soraya Carvalho de Oliveira.

O verdadeiro culpado pelo odor esquisito debaixo dos braços não é o suor. Eliminado pelas glândulas sudoríparas, responsável por equilibrar a temperatura do corpo e expulsar substâncias tóxicas por meio de secreções, o suor não tem cheiro. As grandes culpadas pelo mau cheiro são as bactérias, que se alojam em áreas quentes e úmidas.

A proteção 24 horas é cada vez mais comum. No entanto, ela só acontece caso as axilas sejam higienizadas e secas de forma adequada durante o banho, eliminando resíduos que podem favorecer a proliferação de bactérias, responsáveis pelo mau cheiro.
Desororante
Hidratar as axilas
Dá para contar com eles para deixar a pele lisinha. Para reconhecer um bom desodorante hidratante e um que não faz tanto efeito o segredo está na sua fórmula e textura. Além de conter um teor de creme hidratante em sua composição, existem consistências que são mais apropriadas para a hidratação.

""Desodorantes nas versões creme, bastão e roll-on são sempre as melhores opções para quem quer ficar com a axila hidratada. Já os líquidos, com base alcoólica, não hidratam e tem efeito contrário, pois ressecam a pele", explica a dermatologista Meire Parada, da Unifesp.

Mas saiba a hora certa de passar para evitar uma possível irritação da pele. Por isso, evite passar desodorantes, e outros produtos químicos, nas 24 horas seguintes à depilação das axilas.
Tratar manchas
Se você está no grupo de mulheres que não costuma procurar centros estéticos para tratar o escurecimento das axilas, pode experimentar os desodorantes antitranspirantes que prometem ajudar a reverter o problema.

O produto possui nutrientes que ajudam acelerar o processo de renovação da pele, ajudando a remover as células escuras.

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