quarta-feira, 13 de março de 2013

Motorista da Ferrari bebeu 5 latas de cerveja antes de atropelamento, diz polícia

  • Reprodução
    Em alta velocidade, Ferrari atropelou três pessoas no Rio durante evento com o piloto Felipe Massa Em alta velocidade, Ferrari atropelou três pessoas no Rio durante evento com o piloto Felipe Massa
O empresário Adolfo Cardoso, que atropelou três pessoas durante evento em que Felipe Massa pilotou sua Ferrari F-10 pelo Rio de Janeiro no último domingo, admitiu ter ingerido cinco latas de cerveja antes de ir ao volante para exibir a sua Ferrari de rua no Aterro do Flamengo. De acordo com a delegada Monique Vidal, titular da 9ª DP (Catete), o motorista fez a confissão no Instituto Médico Legal (IML), no dia do acidente. Esta versão, porém, não bate com a primeira manifestação da Polícia Civil.
Após o atropelamento, Cardoso foi encaminhado para a delegacia e, posteriormente, para o IML. De acordo com as autoridades, o exame havia comprovado que ele não ingeriu bebida alcoólica.
Os quatro organizadores do evento com Felipe Massa foram intimados para prestar depoimento sobre o caso. A delegada Monique Vidal também encaminhou um vídeo à perícia para saber se os equipamentos e as grades de proteção garantiam segurança ao público. As investigações estão em andamento na delegacia do Catete.
Vítima de maior gravidade do atropelamento, Mônica Oliveira e Silva foi transferida para uma clínica particular na terça-feira. A atriz e produtora, de 38 anos, teve três fraturas em uma das pernas e espera para ser operada em uma unidade de saúde no Jardim Botânico. Ela recebeu apoio da Via Italia, importadora da montadora de carros no Brasil, para deixar o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde estava desde domingo.
O acidente manchou o evento. Uma das Ferraris de rua que desfilava pelo circuito montado pelos organizadores acabou perdendo o controle, avançou à grade de proteção e feriu três pessoas já no final da apresentação.  Mônica teve que ser internada, mas as outras duas pessoas atropeladas foram atendidas e liberadas na sequência.
O empresário Adolfo Cardoso assinou um termo circunstanciado por lesão corporal e foi liberado com a condição de comparecer em juízo.
O Grupo Petrópolis, empresa envolvida na organização do evento, divulgou nota em que nega ter fornecido bebida alcoólica na área em que os motoristas estavam concentrados. "O Grupo Petrópolis informa que em todas as ocasiões trabalha e recomenda o consumo responsável. Investe em campanhas inclusive com os próprios pilotos da Scuderia Ferrari. No evento em questão distribuiu produtos exclusivamente na área interna do paddock e nunca na área de concentração dos motoristas. Nunca foi feito nenhum incentivo de consumo para quem estivesse dirigindo. Os atos do referido motorista são de sua exclusiva responsabilidade e não contam com o apoio da empresa", conclui o comunicado.
* Atualizada às 12h29


Veja os ramos de atividades que tiveram maior e menor variação de salário desde 2012

Pesquisa Salarial e de Benefícios realizada pela Catho aponta os ramos de atividades que tiveram maior e menor variação da remuneração desde fevereiro de 2012. A 42ª edição do levantamento contou com mais de 165 mil entrevistados em 3.350 cidades brasileiras.
 
Os destaques foram atividades de fabricação de equipamentos elétricos e eletroeletrônicos com variação de (28,23%); incorporadora e imobiliária (28%);  fabricação de equipamentos de transporte (27,34%); e refinaria de petróleo e correlatas (25,15%).
 
Em contrapartida, as áreas que tiveram menor variação salarial foram vigilância e transporte de valores (1,11%), fabricação de móveis e artefatos de madeira (3,64%), instituições de ensino médio e fundamental (8,83%), advocacias e escritórios de advocacia (10,10%), indústria de equipamentos de entretenimento (11,07%).
Maior variação salarial
 
- Fabricação de equipamentos elétricos e eletrodomésticos – 28,23%
- Incorporadora e imobiliária – 28%
- Fabricação de equipamentos de transporte – 27,34%
- Refinaria de petróleo e correlatas – 25,15%
- Saúde e hospitalar (laboratórios, hospitais, análises clínicas, assistência médica) – 24,19%
- Organizações do setor público / administração direta – 24,17%
- Fabricação de computadores e periféricos – 24,15
- Fabricação de produtos de borracha e plásticos – 23,96
- Fabricação de papel e similares – 22,44%
- Indústria automotiva – 22,26%
- Mineração, extração de óleo e gás – 22,15%
- Organização Não Governamental, associações e sindicatos – 21,58%
- Construção – 21,50%
 
Menor variação salarial em 2012
 
- Vigilância e transporte de valores – 1,11%
- Fabricação de móveis e artefatos de madeira – 3,64%
- Instituições de ensino médio e fundamental – 8,83%
- Advocacias / escritórios de advocacia – 10,10%
- Indústria de equipamentos de entretenimento – 11,07%
- Fabricação de impressão, publicaçãoe indústrias similares – 11,37%
- Indústria metalúrgica de metal primário (aço, ferro e alumínio) – 11,82%
- Supermercados / hipermercados – 11,97%
- Indústria de embalagens – 12,61
- Call centers – 13,68%

segunda-feira, 11 de março de 2013

Mizael perseguia Mércia Nakashima, diz testemunha e irmão da vítima

Márcio Nakashima, irmão de Mércia, assassinada em 2010, foi a primeira testemunha a depor na manhã desta segunda-feira (11). Ele falou aos jurados que Mizael Bispo, ex-namorado da vítima, ameaçava e perseguia a vítima.

"Quando ele não conseguia falar com ela, ele saía atrás dela. Ele gostava de controlar o que ela fazia", afirmou. Márcio ainda disse que, mesmo após o fim da parceria profissional --eles eram sócios em um escritório de advocacia-- e do relacionamento, Mizael continuava passando em frente ao prédio da vítima. O acusado também ligava repetidamente para o celular de Mércia, o que fez com que ela trocasse o número do celular diversas vezes.
Antes do depoimento, Mizael foi retirado do plenário a pedido do Ministério Público. De acordo com a acusação, a testemunha se sentia ameaçada pelo réu. A defesa contestou que, por ser advogado, Mizael faria sua autodefesa, porém o juiz Leandro Bittencourt Cano deu seu parecer favorável à Promotoria.
Interrogado pelo promotor Rodrigo Merli Antunes, Márcio ainda falou que Mizael "se transformou" durante o relacionamento e passou a se mostrar controlador e agressivo.
"Ele se transformou em uma pessoa possessiva, ciumenta. No começo, ele ia nas festas em casa e ele interagia, conversava com todo mundo. Com o tempo, ele começou a ficar em um canto e a Mércia tinha que sentar do lado dele. Ela só falava com a gente se perguntássemos alguma coisa para ela", contou Márcio.
As mudanças de temperamento teriam sido um dos motivos para o término do relacionamento.
A testemunha relatou que nunca viu a irmã ser agredida. Entretanto, relatou que, após o crime, Cláudia --outra irmã da vítima e da testemunha-- contou que Mércia estava chateada e ficou trancada no quarto alguns dias. Ela teria marcas de machucados pelo corpo. Quando questionada por sua irmã sobre os hematomas, ela respondeu que tinha tido uma discussão um pouco mais calorosa com o Mizael. Mércia ainda teria dito à irmã "você sabe como ele é truculento né?"
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CRONOLOGIA DO CASO MÉRCIA
Divulgação
Mércia Nakashima, encontrada morta na represa de SP
Mércia Nakashima, encontrada morta na represa de SP
23 de maio de 2010
A advogada Mércia Nakashima desaparece após almoçar com a família
10 e 11 de junho
O carro da advogada é encontrado na represa de Nazaré Paulista (64 km de SP) no dia 10 de junho, e seu corpo no dia seguinte
25 de junho
A Justiça de São Paulo decreta a prisão preventiva do vigia Evandro Bezerra Silva, depois de ele não aparecer para prestar depoimento no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa)
9 de julho
O vigia Evandro Bezerra Silva é preso na cidade de Canindé do São Francisco, em Sergipe
10 de julho
Justiça decreta a prisão temporária de Mizael Bispo de Souza, 40, ex-namorado da advogada Mércia Nakashima, suspeito de ter participado do crime
Andre Vicente/ Folhapress
Carro da advogada Mércia Nakashima é retirado de uma represa em Nazaré Paulista (SP)
Carro de Mércia é retirado da represa em Nazaré Paulista (SP)
14 de julho
Justiça suspende pedido de prisão de Mizael, que não chegou a ser preso
2 de agosto
O Ministério Público oferece denúncia (acusação formal) contra Mizael e Evandro por homicídio qualificado e ocultação de cadáver
3 de agosto
A Justiça de Guarulhos aceita a denúncia e decreta a prisão preventiva dos dois acusados
4 de agosto
O advogado de Mizael Bispo de Souza, Samir Haddad Junior, entra com pedido de habeas corpus. Mizael não se entrega e é considerado foragido
5 de agosto
A desembargadora Angélica de Almeida, da 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, suspende a prisão preventiva de Mizael
9 de agosto
A 12ª Câmara de Direito Criminal do TJ suspende a prisão preventiva de Evandro
11 de agosto
Polícia faz a reconstituição de parte do dia em que Mércia Nakahima desapareceu. A polícia refez os passos de Mizael das 11h do dia 23 de maio até por volta de 18h40. Mércia teria sido vista pela última vez por volta de 18h30. Segundo o delegado Antônio de Olim, que coordenou a investigação, a vistoria serviu para reforçar as contradições no depoimento de Mizael
31 de agosto
O Instituto de Criminalística entrega à Polícia Civil e ao Ministério Público o laudo sobre a morte de Mércia. A principal evidência apresentada no documento é uma alga encontrada em um sapato de Mizael, que seria compatível com espécie presente na represa de Nazaré Paulista onde o corpo dela foi encontrado
18 a 21 de outubro
Justiça de Guarulhos ouve 21 testemunhas do caso, além dos dois acusados, durante audiência de instrução
7 de dezembro
Juiz decreta a prisão preventiva de Mizael e Evandro e decide levar os dois acusados a júri popular. Os dois não se entregam e são considerados foragidos
17 de dezembro
Os advogados de defesa de Mizael e Evandro entram com recursos contra o decreto da prisão preventiva no Tribunal de Justiça
27 de dezembro
A desembargadora Angélica de Almeida, da 12ª Câmara Criminal do TJ, nega habeas corpus em favor de Mizael e Evandro
10 de janeiro de 2011
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) nega pedido de habeas corpus feito pela defesa de Mizael
24 de fevereiro de 2012
Mizael se entrega à Justiça após mais de um ano foragido. Advogado diz que pediu prisão domiciliar para ele
21 de março
A 12ª Câmara de Direito Criminal do TJ mantém decisão de levar Mizael e Evandro a júri popular
15 de maio
A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) nega pedido de habeas corpus a Mizael
23 de junho
Evandro é preso no povoado de Candú, zona rural de Carneiros, sertão de Alagoas

Nem todos cardeais brasileiros estão dispostos a votar em Scherer, diz jornal italiano

Nem todos os cardeais brasileiros estão dispostos a votar no arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, um dos candidatos apontados como favorito para a sucessão de Bento 16 e a grande aposta da Cúria Romana. Foi o que apontou o jornal italiano "La Repubblica", na edição desta segunda-feira (11), um dia antes do início do conclave que vai definir o novo papa. 

Escolha do novo papa

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Para justificar a suposição, o periódico cita a eleição da presidência da Conferência Episcopal do Brasil, em 2011. Os brasileiros optaram por Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, ao invés de Scherer.
O arcebispo de São Paulo também não conseguiu a preferência de seus compatriotas e perdeu a eleição de 2007 para dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG).
Mesmo com o apoio do decano [cardeal mais velho], Angelo Sodano, e do camerlengo [cardeal que administra as finanças da Santa Sé], Tarcisio Bertoni, o principal adversário de Scherer no conclave será Pedro Angelo Scola, arcebispo de Milão, que é apontado pela imprensa internacional como a "primeira escolha dos reformadores" e apoio de muitos estrangeiros, vários cardeais da Europa Central e, sobretudo, dos norte-americanos.

Tempos difíceis

O cardeal brasileiro Odilo Scherer, 63, disse no último domingo (10), durante uma missa na igreja Sant´Andrea al Quirinale (do italiano Santo André no Quirinal), em Roma, que o conclave não é uma "corrida política" e pediu orações para que a igreja consiga cumprir sua missão num "tempo difícil".
"Convido a orar para a Igreja fazer bem sua missão nesse tempo. Seguramente um tempo difícil, mas também alegre". Em um sermão que durou 22 minutos, ele Ele seguiu o protocolo e evitou se apresentar como candidato e ressaltou a importância da reconciliação com Deus e do perdão ao próximo. "Tem muita gente que vive como se Deus não existisse ou não tivesse importância", disse.

Irmão de Mércia bate boca com advogado de Mizael durante depoimento

No momento mais tenso do júri popular do ex-policial militar Mizael Bispo da Silva, nesta segunda-feira (11), em Guarulhos (Grande SP), o irmão de Mercia Nakashima, Márcio Nakashima, bateu boca com o advogado de Mizael Bispo de Souza, Ivon Ribeiro.
Segundo Márcio, o advogado tentou denegrir a honra de Mércia ao questionar um colchonete que foi encontrado dentro do carro da advogada.
Ribeiro tomou a palavra e disse parar Márcio provar o que estava dizendo.
"Traga provas. Me processa", disse o advogado. O irmão de Mércia ficou ainda mais nervoso e começou a fazer mais acusações --citou inclusive insinuações de que o advogado chamara Mércia de "garota de programa".
O juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano interrompeu a discussão, pediu silêncio aos advogados de defesa e advertiu Marcio. "Creio que seja muito difícil para o senhor estar aqui, mas peço para não denegrir a imagem de ninguém", falou.
Cano também ordenou a interrupção momentânea da transmissão ao vivo. Após cerca de cinco minutos, a sessão foi retomada.

Irmão da vítima é primeira testemunha

Márcio Nakashima é a primeira testemunha ouvida no julgamento de Mizael Bispo de Souza, acusado de ter assassinado Mércia em 2010. Segundo Márcio, a partir do segundo ano do relacionamento de sua irmã, Mizael "se transformou".
"Mizael era muito ciumento, possessivo e se transformou. Ele ligava várias vezes para a Mercia", afirmou.
O irmão da advogada contou que, ao contrário do que a defesa alega, Mizael, que foi o único namorado de Mércia, foi muito bem recebido pela família Nakashima.
"Eu jogava bola com ele. Mizael dizia que nunca tinha tido uma festa de aniversário. Organizamos uma na casa da minha vó", disse. Márcio chegou a chorar ao dizer que ajudou a montar o escritório em que Mizael e Mercia trabalhavam juntos.
"Posso dizer que eu incentivei os dois", contou, aos prantos. O irmão de Mércia também disse que a sociedade terminou antes do relacionamento.
"A Mércia cobrava honorários dele. Isso ajudou para o fim da relação entre os dois", explicou. Para Márcio, era Mizael quem hostilizava a própria família. "Ele sempre dizia que os irmãos deles eram vagabundos", falou.
O irmão de Mercia acabou brigando com Mizael e deixou de falar com ele em um incidente ocorrido na casa de praia e Márcio. O réu teria deixado um revólver sobre uma mesinha.
"Meu filho pequeno estava lá e eu não gostei. Mizael disse que o menino mexeria se fosse enxerido", falou.
Alegando medo, Márcio pediu para que Mizael fosse retirado do plenário durante o depoimento. Como é advogado e trabalha em sua própria defesa, o réu pediu para continuar na sala, mas o juiz negou.
"Mizael queria ficar não para constranger, mas para nos auxiliar nas perguntas", disse o advogado Samir Haddad Jr. Mizael saiu escoltado por policiais militares.

"Achei que fosse sequestro"

Em outro momento do depoimento, Márcio Nakashima  afirmou que procurou Mizael quando sua irmã desapareceu, já que acreditava que se tratava de um sequestro.
Márcio é a primeira testemunha a ser ouvida no julgamento de Mizael, acusado de ter assassinado Mércia em 2010.

Relembre o caso Mércia

"Mizael não me atendeu, mas achei isso normal já que estávamos brigados", disse.
Até o momento em que o corpo de Mércia foi encontrado em uma represa na cidade de Nazaré Paulista, na Grande São Paulo, Márcio tinha certeza de que acharia a irmã ainda viva. Segundo o irmão da advogada morta, a família ainda não cogitava a participação de Mizael.
"Achamos outras coisas estranhas. Um tio meu, advogado e amigo do Mizael, também foi atrás dele, mas ele mandou dizer que não estava", contou. "Fizemos cartazes e nós vimos Mizael retirando estes cartazes. Achei isso estranho, mas não achava que ele tinha matado ela."
Outro fato estranho, segundo Márcio, foi o fato de Mizael ter dito a um amigo que estaria sendo considerado suspeito em um boletim de ocorrência feito pela família após o desaparecimento de Mércia.
Durante todo o depoimento de Márcio, a mãe de Mércia, Janete Nakashima, balançou a cabeça, chorou e chegou a fechar os olhos e apertar as mãos, como se fizesse uma oração.

Júri de cinco mulheres e dois homens

O júri do julgamento do ex-policial é composto por cinco mulheres e dois homens. A defesa do  acusado recusou outras três mulheres, sem justificativa. A acusação não recusou ninguém.
Antes da escolha dos jurados, o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano pediu para que os jurados fossem imparciais durante todo o julgamento.
"O caso tomou uma repercussão monstruosa, e meu temor era de que isso influenciasse os jurados. Mas, aqueles que se sentarem ao meu lado, serão os mais imparciais", disse.
Por pedido dos próprios jurados, os rostos dos sete escolhidos não serão mostrados durante toda a transmissão ao vivo.

Ejaculações durante o sono podem afetar a vida sexual? Jairo Bouer responde

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    Desgaste na relação, sobrecarga de tarefas, depressão e uso de alguns tipos de medicamento são fatores que podem ter impacto no desejo sexual Desgaste na relação, sobrecarga de tarefas, depressão e uso de alguns tipos de medicamento são fatores que podem ter impacto no desejo sexual
Desgaste na relação com o parceiro ou parceira, sobrecarga de tarefas, depressão e uso de alguns tipos de medicamento são fatores que podem interferir na vontade de fazer sexo. É o que explica o colunista do UOL Jairo Bouer, ao responder a um internauta que questiona se a falta de desejo que tem atrapalhado seu relacionamento pode ter relação com a ocorrência de polução noturna (ejaculações involuntárias durante o sono).
Segundo Jairo Bouer, a polução noturna não deve ser a causa da ausência de desejo mencionada pelo internauta. Porém, a falta de sexo decorrente dessa falta de libido pode explicar as ejaculações frequentes durante o sono, que em geral são mais comuns durante a adolescência, e em geral ocorrem quando há algum sonho erótico.
A recomendação do psiquiatra é que o internauta investigue as causas da falta de desejo. Resolvido o problema, é possível que a polução noturna também diminua.


Preocupar-se demais pode trazer problemas de saúde; faça o teste e saiba se é o seu caso

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    A ausência de preocupação, assim como o excesso, pode ser prejudicial; o ideal é manter o equilíbrio A ausência de preocupação, assim como o excesso, pode ser prejudicial; o ideal é manter o equilíbrio
É quase impossível não sentir um mínimo de tensão. Ter alguma adrenalina circulando é até benéfico para nos impulsionar a agir, tomar decisões ou virar o jogo quando necessário. O problema é quando a preocupação é excessiva e compromete o bem-estar e a saúde.

"Algumas pessoas não aceitam as incertezas do dia a dia, acham que têm responsabilidade sobre qualquer coisa de ruim que possa acontecer. Os pensamentos negativos são supervalorizados e tudo é tratado como emergência. Viver assim é desgastante", analisa Rafael Higino Wagner, coaching e psicólogo pelas Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI).
Tal característica de personalidade, em geral, está associada a outras como negativismo, insegurança e, principalmente, ansiedade. "Persiste a ideia, na mente dessas pessoas, de que é preciso se prevenir de algum acontecimento adverso que, a qualquer momento, pode surgir. Então, elas se sentem responsáveis e obrigadas a se antecipar. Há a necessidade de controlar tudo e dificuldade de aceitar ou admitir erros", ressalta a psicóloga Regiane Machado, com experiência em atendimento de crianças, adultos, adolescentes e terceira idade.Importante: o estado de preocupação persistente e elevado pode ocasionar problemas de saúde físicos e psicológicos. No primeiro caso, provocando males cardiovasculares, por exemplo; e, no segundo, servindo como gatilho para patologias como o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). E é bom ficar alerta porque, segundo estudos, quem tem o problema leva cerca de 15 anos para pedir ajuda porque acha que é normal ser supervigilante. "Tal distúrbio é mental e fisicamente desgastante. Drena totalmente a energia", diz Wagner.

Haja ou não TAG, a agonia de viver pensando que algo de ruim vai acontecer gera problemas: de relacionamento, baixa autoestima, falta de concentração e insônia, segundo a psicóloga. Os sintomas mais comuns do transtorno são dificuldade para relaxar e dormir, tensão e contraturas musculares, fadiga, palpitações, tremores, falta de ar e náuseas. Dentre os males resultantes, destacam-se os cardiovasculares, estresse e depressão. Neste último caso, aliás, muitas vezes há associações: estima-se que quatro de cada cinco indivíduos deprimidos evoluam para quadros de ansiedade não tratados.

Equilíbrio é fundamental

Mas será que, em se tratando da preocupação não patológica – e descartada a possibilidade de se ter o Transtorno de Ansiedade Generalizada –, é bom ser minimamente apreensivo? De acordo com  Machado, sim. "Este sentimento, se normal, serve para nos prevenir de possíveis acontecimentos, fazendo com que nos antecipemos em algumas situações. A pessoa fica mais ligada e se cuida melhor, digamos assim. Tal estado de alerta, aliás, é inerente ao homem até por questões de sobrevivência. A ausência de preocupação, assim como o excesso, pode ser prejudicial. O ideal é manter o equilíbrio", aconselha a psicóloga.

Rafael Wagner concorda. "Quem se preocupa tende a ser mais precavido, consegue enxergar a resolução do problema com mais rapidez. Só é preciso distinguir entre inquietação produtiva e improdutiva, e aprender a tratar fracassos como oportunidades." O segredo é, então, ficar no meio do caminho, sem bancar o neurótico, com apreensão exacerbada, ou o "desencanado", sossegado demais!

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