sábado, 11 de maio de 2013

Para especialistas, sete acidentes em 40 dias mostram que Rio não pensa bicicleta como transporte


O grande número de acidentes envolvendo ciclistas e ônibus no Rio no último mês, além de gerar apreensão entre os moradores da cidade que se deslocam em duas rodas, mostra uma falta de visão da bicicleta como meio de transporte.
Em 40 dias ocorreram ao menos sete atropelamentos e quatro mortes, duas delas registradas nesta última semana.

Atropelamentos recentes de ciclistas no Rio

1º.abr.2013 A diretora de TV Gisela Matta, 36, morreu após ser atropelada por um ônibus. De acordo com familiares da vítima, ela estava de bicicleta na faixa de pedestres quando foi atingida
30.abr.2013 O dentista Pedro Nicolay, 31, morreu após ser atropelado por um ônibus da linha 433 na avenida Vieira Souto, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele era triatleta amador e treinava com sua equipe quando, segundo testemunhas, o motorista teria avançado o sinal de trânsito e fugido após o acidente.
1º.mai.2013 O empresário Alberto da Silveira Júnior, 40, foi atropelado por um carro enquanto passava de bicicleta pela praça da Bandeira, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele teve apenas ferimentos leves.
3.mai.2013 O ciclista Diego V. dos Santos, 26, foi atropelado na rua Praia do Flamengo próximo a rua Barão do Flamengo, sentido Botafogo, zona sul do Rio. Ele também não sofreu ferimentos graves.
8.mai.2013 Um adolescente de 14 anos que estava de bicicleta morreu após ser atropelado por um ônibus da linha 853 (Vila Kennedy-Barra da Tijuca), da viação Jabour na avenida das Américas. Um vídeo de segurança da câmera do ônibus mostra o estudante Jonathas de Lima Mendes atravessando a pista fora da faixa de pedestres
8.mai.2013 Um menino de 13 anos foi atingido pelo ônibus quando estava com a bicicleta na calçada, e posteriormente encaminhado ao hospital Lourenço Jorge, na Barra. Ele caiu da bicicleta na pista depois do cadarço de seu tênis enroscar no pedal.
9.mai.2013 O ciclista Marco Aurélio dos Santos, 19, morreu após ser atropelado por um ônibus na noite em Pilares, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo o delegado responsável pelo caso, ele estava sem freios na bicicleta na hora do acidente.
Para os especialistas ouvidos pelo UOL, falta uma cultura de respeito e inclusão das bicicletas no planejamento urbano da cidade.
Classificado como o 25º destino mais procurado no mundo por empresas e organismos internacionais para sediar feiras e congressos, de acordo com um ranking realizado pela International Congress and Convention Association (ICCA), o Rio tem, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, 150 km de ciclovias, malha considerada insuficiente pelo professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e especialista em transporte, Alexandre Rojas.
"As ciclovias do Rio foram feitas para 'inglês ver'. Não funcionam como elementos de trânsito nem são pensadas para isso", diz Rojas ao explicar que grande parte das ciclovias tem como principal função o lazer, e não o deslocamento.
"Em muitos pontos a pista é interrompida por árvores, postes, isso quando não é usada como estacionamento", diz o professor da Uerj ao lembrar o trecho que liga o bairro de Botafogo a Lagoa Rodrigo de Freitas, onde a ciclovia ocupa quase todo o espaço da calçada destina a pedestres.
Segundo o arquiteto e professor de urbanismo da Universidade Federal Fluminense Gerônimo Leitão, os bairros da cidade em que o uso de bicicleta como deslocamento é mais intenso, como Santa Cruz e Bangu, na zona oeste, são os mais desfavorecidos em termos de ciclovias e políticas para ciclistas.
"Infelizmente, a bicicleta ainda não é vista como um meio de transporte na cidade. Esse comportamento está mudando, principalmente em relação aos trajetos curtos, mas há muito o quê fazer", explica.
Para Leitão, o poder público precisa investir na integração entre os modais de transporte. "Usar a bicicleta é um desafio para quem pega o metrô ou a barca, por exemplo. Não há onde deixá-la, a passagem para esses pontos é perigosa para o ciclista."
Leitão lembra ainda a questão cultural. "O motorista tem que ver o ciclista como parte do trânsito e respeitá-lo e o ciclista também precisa seguir as regras", diz. "A ideia da bicicleta como meio de transporte envolve a qualificação da ciclovia e dos equipamentos e, principalmente, a articulação com o transporte de massa."
Nesta quinta-feira (9) mais um ciclista morreu atropelado por um ônibus enquanto pedala pela Avenida Dom Helder Câmera, em Pilares, zona norte da cidade.
Na quarta-feira um adolescente de 13 anos morreu ao ser atropelado por um ônibus na pista lateral da Avenida das Américas, altura da Avenida Salvador Allende, sentido Barra da Tijuca.
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Ciclistas protestam pelo Brasil e pelo mundo176 fotos

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1º.mai.2013 - Um movimento organizado pelas redes sociais homenageou nesta quarta-feira (1º) o ciclista Pedro Nicolay que foi atropelado e morreu ontem durante um treinamento em Ipanema. Centenas de ciclistas se vestiram de preto e sentaram próximo à orla do Leblon em protesto. Nesta quarta, outro ciclista foi atropelado enquanto passava de bicicleta pela praça da Bandeira, na zona norte Bruno Poppe/ Frame
No dia 30 o dentista e triatleta Pedro Nikolay, de 31 anos, morreu após ser atingido por um ônibus da linha 433 (Vila Isabel – Leblon) enquanto andava de bicicleta com outros 20 ciclistas na orla de Ipanema.
No dia 1º de abril, a diretora de televisão Gisela Matta, de 36 anos, também morreu no hospital após ser atropelada por um ônibus no Rio. Ela passeava de bicicleta na noite anterior, quando foi atingida por um coletivo da Transportes Futuro, na esquina das avenidas General San Martin e Bartolomeu Mitre, no Leblon, zona sul.

Pressão de evangélicos derrubou decreto no DF


Governador do Distrito Federal chegou a avisar líder do governo sobre a publicação da regulamentação de uma lei publicada em 2000. Movimento LGBT promete recorrer ao Ministério Público
Em um intervalo de poucas horas, deputados e pessoas ligadas a grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros () foram da euforia à depressão em Brasília. O motivo foi a publicação e depois revogação de um regulamentando lei de 2000 estabelecendo punições para quem discriminasse homossexuais em estabelecimentos comerciais. Neste caso, a pressão de parlamentares e representantes conservadores junto ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, teve efeito rápido.
Elza Fiuza/ABr
Em intervalo de poucas horas, Agnelo determinou a publicação e a revogação do decreto
A justificativa oficial do governo é que houve um erro na tramitação do decreto. O texto não teria passado pela área jurídica do governo. Em nota distribuída na quinta-feira (9), a Secretaria de Comunicação Social do DF afirmou que foram identificados vícios formais, “que precisam ser corrigidos”. “Por isso, o assunto será encaminhado à área jurídica para os ajustes necessários”, diz a nota.
No entanto, o Congresso em Foco apurou com pessoas próximas ao governo que o decreto passou pela área jurídica e estava pronto para publicação. Foi estudado e enviado para deputados distritais da base. Alguns chegaram a fazer sugestões, que acabaram rejeitadas. No dia anterior ao da publicação, quarta-feira (8), de acordo com duas pessoas ouvidas pelo site, Agnelo ligou para a deputada distrital Arlete Sampaio (PT), líder do governo na Câmara Legislativa.
Agnelo informou para a deputada, que atua na área de direitos humanos, que o decreto seria publicado no dia seguinte. Quando decidiu revogar a publicação, o governador afirmou que não sabia do assunto. O Congresso em Foco apurou que, logo após a publicação, o chefe do governo local recebeu deputados conservadores, religiosos e pessoas contrárias ao decreto. O encontro não estava na agenda oficial. A Secretaria de Comunicação não confirma a reunião.
Para o coordenador da ONG Elos LGBT DF e Entorno, Evaldo Amorim, a explicação oficial é inaceitável porque o governador sabia de todo o processo em torno da regulamentação. “Acompanhamos a equipe que estava trabalhando neste decreto e sabemos como isso estava sendo desenvolvido. A revogação, no nosso entendimento, aconteceu por pressão da bancada evangélica e do setor conservador do governo”, disse ao Congresso em Foco.
“Isso é inaceitável, inexplicável. O governador estava apenas cumprindo a legislação”, disparou a deputada Erika Kokay (PT-DF). Ela lembrou que a Lei nº 2.615, de 31 de outubro de 2000, previa 60 dias para regulamentação. Passaram quatro governos – Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, Rogério Rosso e agora Agnelo – e todos falharam em regulamentar a legislação.
Erika adiantou ontem ao Congresso em Foco que ela e grupos LGBT vão recorrer ao Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) na tentativa de revogar a decisão de Agnelo. “Ele [o governador] se curvou a posições homofóbicas. Ele tem que saber que não é Luís XIV”, disparou a petista, em referência à frase do monarca francês, que disse “eu sou a Lei, eu sou o Estado”.
De acordo com o texto, discriminação é “qualquer ação ou omissão motivada pela orientação sexual da pessoa, seja ela lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual”, que envolva exposição ao rídiculo, proibição de ingressom atendimento diferenciado ou selecionado, entre outros casos. Os comerciantes ficariam sujeitos a penalidades como multas e suspensão do alvará de funcionamento.
Justificativa
Em entrevista à Agência Brasília, o consultor jurídico do DF Paulo Guimarães explicou que o governo pretende reexaminar o decreto revogado em até 60 dias, mas não disse se o texto será novamente publicado. Ele explicou que o decreto envolvia atos de competência das administrações regionais mas não explicitava suas ações. O texto também previa apenas uma instância recursal enquanto outra lei distrital garante a possibilidade de até três instâncias.
Segundo o consultor, essa mudança significaria “uma restrição a direitos legais” dos cidadãos. O decreto em questão regulamentava a lei 2.615, de 2000, que proíbe a qualquer pessoa física ou jurídica e aos órgãos e entidades da administração pública do Distrito Federal que, por seus agentes, empregados, dirigentes, propaganda ou qualquer outro meio promovam ou permitam a discriminação de pessoas em virtude de sua orientação sexual. O governo ainda não se pronunciou sobre quando ou se deverá publicar o texto novamente.
Em entrevista à imprensa na manhã de ontem, em Taguatinga, Agnelo elevou o tom contra a proposta. Afirmou que a lei sancionada em 2000 tem absurdos, ações ineficientes e invade outras prerrogativas, como a cassação de alvarás e entra na “atividade privada das pessoas”. “Tem absurdos inconcebíveis, por isso a revogação imediata. A área jurídica está examinando”, disse.

Unicamp planeja mais bônus a estudantes da rede pública


A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) deve apresentar em breve uma proposta para aumentar os bônus atualmente concedidos no vestibular a egressos de escolas públicas.
O programa de ação afirmativa da universidade concede desde 2004 um total de 30 pontos de bônus na segunda fase do vestibular (são duas) aos candidatos que cursaram os ensinos fundamental e médio na rede pública.
Os que se autodeclararam pretos, pardos e indígenas ganham dez pontos a mais.
Esses 40 pontos equivalem a cerca de 6% da nota média obtida por um estudante aprovado para medicina ou 7% em engenharia. Conforme a Folha apurou, a ideia é que a pontuação chegue a cerca de 10% da nota.
A ideia, de acordo o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, é incluir o bônus já na primeira fase do vestibular.
Para calcular o aumento dos pontos extras estão sendo feitas projeções com base nos vestibulares anteriores.
As propostas ainda serão discutidas no Conselho Universitário e precisam ser aprovadas pelo grupo para serem implementadas.
"As simulações estão em bom nível. Se houver consenso, a ideia é que [o novo bônus] seja aplicado no próximo vestibular", diz Jorge.
O aumento da bonificação, diz o reitor, está sendo feita com cautela para que o desempenho de quem entra na universidade via ação afirmativa não seja muito inferior em relação aos demais.
"As simulações apontam que podemos aumentar a pontuação de maneira significativa sem perder qualidade. A pergunta agora é até que ponto podemos aumentar essa pontuação?"
A estudante de ciências sociais Juliana Portes Thiago, 40, que entrou na Unicamp em 2007 via ação afirmativa, gostou da novidade sobre o possível aumento do bônus.
De acordo com ela, muitos estudantes de escolas públicas "nem tentam" ingressar em universidade públicas porque acreditam que não vão passar. "Fiquei 13 anos parada depois do ensino médio. Fui motivada a voltar por causa da ação afirmativa."
Em estudo recente, a Unicamp mostrou que os alunos ingressantes via ação afirmativa tiveram desempenho igual ou melhor dos egressos de escolas particulares.
O estudo avaliou as notas dos estudantes em sete áreas do conhecimento. Em três delas -engenharias, medicina e humanas-, as notas daqueles que entraram via ação afirmativa foram superiores às dos demais ingressantes.
Questionado sobre a proposta do governo de São Paulo, que pretende aumentar a quantidade de egressos de escolas públicas nas universidades estaduais paulistas via Pimesp (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista), o reitor da Unicamp disse que é "a favor da inclusão".
"Não somos contra termos 50% de alunos vindos de escolas públicas. Mas não queremos perder a qualidade."
Em abril, a USP também anunciou que deve aumentar o bônus a egressos de escolas públicas no vestibular.

Governo prepara novo pacote anticrack. Pena para traficante aumentará


O crack, que pelas contas de autoridades já chegou a quase todas as cidades do País, virou tema-prioridade na Casa Civil da Presidência.
O deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), autor do projeto de lei que implementa a Política Nacional de Combate ao Crack, finalizou relatório e iniciou conversas com a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para fechar o texto do pacote de medidas.
Dois pontos já foram acordados com ambos os ministros. “A pena de prisão para traficante passa a ser de no mínimo oito anos. Hoje são de cinco”, diz o deputado, tanto para quem trafica individualmente quanto para quem compõe organização criminosa.
Carimbão relatou também outro ponto polêmico sobre o tratamento dos usuários: a internação. “A internação será involuntária para qualquer usuário de droga”.
Neste caso, segundo o parlamentar, em acordo com os ministros, a internação será decidida por médico ou junta médica, sem intervenção da família do usuário ou polícia.
O projeto 7663/10 será relatado na próxima semana em Comissão Especial sobre o Sistema Nacional de Políticas Antidrogas. A ideia é indicar urgência para ir a plenário. Carimbão visitou mais de 20 países nos últimos dois anos e conheceu iniciativas variadas de governos. O parlamentar chegou à conclusão de que a droga no Brasil é um problema mais de segurança que saúde.
Os congressistas da Frente de Combate ao Crack reclamam que o governo só executou 7% do orçamento destinado a programas de acolhimento e tratamento de dependentes. Explica-se: Muitas prefeituras, ainda quebradas, não conseguem dar contrapartida ao programa federal: não têm dinheiro nem prédios para instalar clínicas de tratamento.
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TAXIANDO
Avanço das negociações faz decolar a esperança de pilotos manterem os hangares do Aeroclube do Brasil (ACB) no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio. As certidões de vistoria e licenciamento do Corpo de Bombeiros podem ajudar a colocar ponto final na pendenga judicial entre a Infraero e o ACB, revelado pela coluna. A estatal não pretende renovar os contratos de cessão dos hangares, quer licitá-los e foi à Justiça para despejar o ACB. O aeroclube foi o primeiro do Brasil, fundado por santos Dumont, e teve outras sedes desde os anos 20. Está em Jacarepaguá desde os anos 70.
LEVANTA, BRASIL!
O deputado Júlio Cesar (PSD-PI) apresentará projeto para mudar trecho do Hino Nacional. Quer excluir o ‘Deitado eternamente em berço esplêndido’. Acha que já passou da hora de acordar, mas ainda estuda a frase. E a constitucionalidade.
SANTA PRINCESA
Há dois meses a Cúria da Igreja no Rio analisa se envia ao Vaticano pedido de beatificação da Princesa Izabel, a que assinou a Lei Áurea. Proposta de Hermes Neri.
O PASSAGEIRO
No dia que o ministro Luiz Fux, do STF, furou a fila do voo Rio-Brasilia, pelo menos dois deputados estavam entre os comuns : Luiz Sérgio (PT) e Jair Bolsonaro (PP).
JORNAL CRICRI
O Financial Times parece um jornalão recalcado, com suas implicâncias contra o Brasil nos editoriais. Após atacar Lula, a presidente Dilma e Guido Mantega, agora mira o diretor da OMC, Roberto Azevêdo, que nem começou a trabalhar.
GENÉRICO COM VOTOS
Eduardo Campos conseguiu um substituto para Junior da Friboi em Goiás. O empresário Vanderlan Cardoso assume hoje o comando do PSB no estado, com presença do presidenciável. Socialistas comemoram: se Junior da Friboi tinha só dinheiro, Cardoso tem reduto e traz votos: teve 500 mil para deputado estadual.
BOSQUE PARLAMENTAR
Após barata aparecer no plenário do Senado, na Quinta, ontem surgiu um belo beija-flor que voou por duas horas no Comitê de Imprensa da Câmara, até ganhar a liberdade.
PONTO FINAL
Mistura de oposição com governista, Afif Domingos agora é o ministro do ‘Mico e Pequeno Emprego’.

Sai edital do Enem 2013. Inscrições começam segunda-feira, dia 13



O edital de abertura do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que prevê maior rigor na correção das redações está publicado na edição desta quinta-feira, 9, do Diário Oficial da União. As inscrições serão abertas na próxima segunda-feira, 13, e vão até o dia 27 de maio.
A aplicação das provas ocorre nos dias 26 e 27 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal. O valor da inscrição é R$ 35.
A inscrição será realizada exclusivamente via Internet, a partir das 10h do dia 13 de maio. Para se inscrever, clique AQUI

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Salve Jorge mostra o drama de uma criança por causa da separação dos pais. Saiba como evitar

Veja como ajudar a criança a lidar com a separação dos pais. Na novela “Salve Jorge”, a personagem Raissa está passando por um processo traumático por causa do divórcio de Antonia e Celso. Na vida real, uma situação parecida pode prejudicar a criança

 



Antonia, personagem de Letícia Spiller, e Celso, interpretado por Caco Ciocler, em Salve Jorge, dão vida a um casal que passa por um processo difícil e doloroso de separação. E o pior: eles têm uma filha que está sofrendo com a situação. Ainda mais porque o pai inventa histórias para colocá-la contra a mãe. Fora da ficção, histórias semelhantes também podem acontecer e é preciso jogo de cintura - e bom senso - para não traumatizar a criança. “Um pai ou uma mãe é para o filho uma pessoa diferente da que é para a mulher ou marido. E isso tem que ficar claro para a criança porque, em algum momento, ela vai perceber a mentira”, diz Tiago Lupoli, psicólogo.
Quando a relação com os pais está mal resolvida e um fala mal do outro para o filho, ele pode ficar triste, agressivo e confuso, o que pode dificultar a convivência em casa e com as outras pessoas. O comportamento da personagem de Kiria Malheiros, a Raissa, prova que o processo pode ser doloroso para toda a família. A menina acaba rejeitando a mãe, entre muitos motivos, por medo de ser rejeitada. “Muitas vezes a criança não sabe explicar o motivo de estar triste. Ela pode achar que é porque está longe da mãe ou do pai, mas, na verdade, é porque pensa que o pai é um ‘monstro’, por exemplo”, afirma o psicólogo.
A melhor maneira de resolver o problema é estabelecer diálogo com o ex-companheiro e com o filho. “O pai ou a mãe que estiver se sentindo prejudicada tem que conversar e explicar o quanto a situação pode ser prejudicial. E ainda, buscar ajuda de um terapeuta ou analista, por exemplo”, diz Tiago. Para desfazer a imagem ruim da cabeça da criança, o pai pode passar mais tempo com ela. “O filho vai criar uma nova imagem a partir das experiências que ele vivencia. Mas vai ter uma nova frustração: por que o meu pai mentiu para mim sobre a minha mãe?”, continua.
Portanto, para evitar traumas, a separação precisa ser bem resolvida, pelo menos no que diz respeito aos filhos. “Os pais têm que entender que a briga é deles. Assim, têm que contar à criança que um ou outro vai sair de casa, mas que ainda vai amar, cuidar e estar perto dela”, afirma o psicólogo. Os dois não precisam contar juntos. “O ambiente precisa ser favorável à situação”, recomenda Tiago. Cada um pode contar de uma vez ou, se a situação entre o casal estiver bem resolvida, podem contar juntos.
Se a situação está bem explicada à criança e os pais se entendem bem, a nova rotina não vai gerar conflitos como os que acontecem em Salve Jorge. “É natural que cada casa tenha um funcionamento, pois trata-se, agora, de um outro núcleo familiar. Mas a mãe precisa saber o que acontece na casa do pai e vice-versa”, diz o psicólogo. Mesmo que o jantar aconteça em horários diferentes em cada casa, não tem problema. A única recomendação é: não ultrapasse os limites. “Bem-estar, edução e qualidade de vida vêm em primeiro lugar sempre”, aconselha o Tiago Lupoli.

Por: Juliana Cazarine

Mostrar-se imperfeito é uma virtude para quem tem um cargo de chefia



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    Não é porque você ocupa um cargo de chefia que não pode ter dúvidas. Se precisar, peça ajuda Não é porque você ocupa um cargo de chefia que não pode ter dúvidas. Se precisar, peça ajuda
Para ser um bom chefe, a lista de habilidades e competências desejáveis, pelo menos na teoria, é infinita: boa comunicação, visão de futuro, organização, senso de justiça, capacidade de equilibrar a carreira com a qualidade de vida, saber ouvir e motivar a equipe, obedecer prazos, atingir metas, ser criativo... Sob o ponto de vista prático, no entanto, encontrar um chefe com esse perfil é praticamente impossível.

"Eu mesma quando leciono a disciplina sobre liderança e apresento o perfil desejado pelo mercado comento com os meus alunos: se alguém já encontrou ou conhece esse ser, teve a sorte de ficar diante de um fenômeno", conta Vanderli Frare, coordenadora do curso de Gestão Estratégica de Pessoas do Ibmec-DF.

De acordo com especialistas em carreira, gestão e recursos humanos, um líder capacitado, hoje em dia, tem seus defeitos. E isso pode ser altamente produtivo para a equipe e a para empresa. Veja a seguir algumas falhas altamente perdoáveis e suas razões.


Reconhecer um erro


Alguns líderes ainda alimentam a crença de que um engano percebido por seu subordinado o desqualifica como profissional. Para Maria de Lurdes Zamora Damião, psicopedagoga da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), de São Paulo, enfraquecer esse mito "despe qualquer pessoa da fantasia de super-herói e a transforma em ser humano".

A humildade é uma característica fundamental da liderança. "Admitir que errou permite retomar o problema ou reconhecer uma outra solução, sem perder tempo com justificativas", afirma Joyce Ajuz Coelho, professora doutora de Gestão de Pessoas na ESPM-RJ. As equipes admiram líderes fortes, mas se identificam mais com aqueles que têm a coragem de se mostrar imperfeitos e dispostos a aprender com seus erros. A vulnerabilidade acaba gerando empatia.

Ter consciência de que precisa se aprimorar


Segundo Cristina Camargo, docente da BSP (Business School São Paulo), o líder eficaz é aquele que busca o autoconhecimento de forma contínua e, com isso, consegue ter uma percepção clara de seu perfil. "Ele sabe identificar quais competências são naturalmente mais desenvolvidas e quais precisa aprimorar. Dessa forma, pode encontrar nos vários perfis de sua equipe uma complementação ideal, também aprendendo com ela", diz a especialista.

Agir com emoção em alguns casos


O chefe que consegue associar emoção e razão pode elaborar ações mais equilibradas, empáticas e confiáveis. Em algumas circunstâncias, no entanto, é difícil administrar a dose. "Na hora de muita cobrança e pressão não é difícil que o chefe se estresse com a equipe ou com algum membro específico", declara Vanderli Frare, do Ibmec-DF.

Depois do ocorrido, mesmo que o líder esteja certo, é bom que explique os motivos de sua atitude para o funcionário. E, se for o caso, peça desculpas. É o momento, também, de dar um "feedback" construtivo sobre o que esperava como resposta daquela pessoa ou equipe. "Todo mundo entenderá e relevará o tom alterado", diz a especialista.

Pedir ajuda
 

Segundo a consultora de recursos humanos Daniela do Lago, até há pouco tempo era considerado competente o chefe que sabia fazer tudo em seu departamento. "Essa premissa mudou, felizmente. Hoje o líder precisa saber perguntar e escolher talentos certos para compor seu time. Então, nada mais natural que a pessoa desconheça como se faz determinada tarefa e que para isso peça ajuda", declara Daniela

A função principal de quem ocupa a liderança é dar suporte e assistência às necessidades da equipe, para atingir metas, o que, via de regra, exige lidar com conflitos e motivar os funcionários. "O verdadeiro líder é o que desenvolve pessoas e forma novos líderes. Ele se cerca de colaboradores inteligentes e que complementam as suas habilidades. Sendo assim, no trabalho em conjunto, a ajuda faz parte do processo", afirma Joyce Ajuz Coelho, da ESPM-RJ.

Admitir que sente inveja de algum iniciante talentoso


A inveja é uma emoção aprendida, incentivada pela comparação e pela competição. E senti-la é muito comum, principalmente no ambiente corporativo. "Os chefes que reconhecem e administram suas emoções buscam alternativas para neutralizar os efeitos das nocivas. Afinal, o problema não é a inveja, mas aquilo que o indivíduo faz de negativo quando a sente", afirma Maria de Lurdes Damião, professora da Fecap.

No trabalho, a inveja costuma vir acompanha de insegurança e medo de ser substituído por alguém mais talentoso. Para a consultora de RH Daniela do Lago, a melhor maneira de combater esse temor é investir no desenvolvimento profissional e manter suas competências alinhadas com as necessidades do mercado. "Transforme a inveja em admiração e busque se aprimorar", diz. Para Cristina Camargo, da BSP, esse é o momento de rever a trajetória e oferecer às pessoas aquilo que só a experiência traz: sabedoria.

De vez em quando desanimar ou reclamar


Desde que essas atitudes sejam rapidamente substituídas por um momento de reflexão sobre a melhor maneira de superar o desafio apresentado, não há mal algum em reclamar ou desanimar. A transparência, a confiabilidade e a justiça são algumas das características dos melhores chefes. "Sendo assim, é importante que manifestem seus sentimentos, sem, entretanto, deixar de apontar caminhos, pois inspirar é papel da liderança", conta Joyce Coelho.

Um dos maiores benefícios que o superior pode obter por ter conseguido criar uma equipe coesa e madura é a possibilidade de compartilhar não apenas os momentos de sucesso, mas suas preocupações. Abrir o diálogo para conversas cruciais reforça o elo da comunicação do time, para enfrentar os desafios profissionais. "É natural reclamar, porém, transformar reclamações em perguntas poderosas faz a diferença entre ser um líder otimista, que busca soluções, e um chefe que apenas usa o pessimismo como forma de  desabafo", fala Cristina Camargo.


Compreender que problemas pessoais interferem, sim, no trabalho


De acordo com a consultora de RH Daniela do Lago, analisar o lado pessoal dos funcionários faz do líder alguém mais humano, presente e mais próximo de seus subordinados. E isso também vale para o chefe, que não precisa se torturar, caso não tenha se saído bem em uma reunião no dia em que teve um problema sério em casa.
"Não somos seres fragmentados, portanto, não se deve esperar que os indivíduos se dividam em seres profissionais e pessoais", diz Cristina Camargo. "O líder que entende que seus colaboradores são pessoas que não conseguem simplesmente esquecer seus problemas em casa quando vão para o trabalho também desenvolve a habilidade de se mostrar mais humano e oferecer a compreensão necessária para ajudar seu time em busca de soluções".

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