segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Inteligência muda e gera comportamentos inteligentes

A inteligência é definida como a capacidade global do indivíduo de raciocinar e agir no seu ambiente, no contexto social e cultural.
Inclui todas as habilidades da mente: percepção, linguagem, memória, habilidade motora, capacidade de estimativa, planejamento, raciocínio lógico-matemático.
Dessa forma, são muitas as competências intelectuais que adquirimos ao longo da vida. Dentre elas:
- expressão e compreensão verbal;
- manuseio de objetos;
- flexibilidade de pensamento;
- criatividade;
- habilidade de calcular;
- formação de conceitos abstratos e de opinião;
- capacidade de indução e de inferência (capacidade de deduzir);
- capacidade de estimativa;
- capacidade de julgamento;

- capacidade de atenção, percepção e memória.
Inteligência gera comportamentos inteligentes

Todas as capacidades que adquirimos desde a infância e adolescência vão se aperfeiçoam ao longo da vida e seu ápice ocorre na vida adulta. Por isso existe a tendência de se associar sabedoria à velhice. Mas a inteligência muda ao longo da vida e as mudanças que ocorrem nos comportamentos geram outros comportamentos chamados de inteligentes. Ou seja, a capacidade para desempenhar algo como controlar finanças, falar em público e dirigir pode ser aperfeiçoada e gerar comportamentos cada vez mais competentes.
Cada vivência do mesmo tipo de situação, leituras, conversas e desafios experenciados são atualizados e ou reformulados a todo o momento, o que implica o crescimento de nosso conhecimento em relação ao mundo e em relação aos conhecimentos procedurais (agir em situações particulares), etc. Por isso, a inteligência é uma construção. O mundo não nos é dado pronto e acabado, construímos o nosso mundo. E essa construção sofre influência das nossas convicções, crenças, atitudes diante da situação, bem como de todos os nossos conhecimentos prévios armazenados e é por isso que envolve a memória.

Portanto, boa parte do conhecimento aprendido ou aprimorado pode ocorrer de forma inconsciente.

Os comportamentos inteligentes são expressos de várias formas. Desempenhos intelectuais são formas particulares e preferidas de processar informações, mas vão além de processá-las. São nossos esquemas mentais ou modelos mentais, também chamados modelos cognitivos, scripts mentais, estratégias e competências que se traduzem em inúmeras inteligências.
Oito tipos de inteligência:

1º) Inteligência prática

Envolve as competências para atividades do dia a dia, que permite a pessoa viver de forma independente. Refere-se às atividades que são na maioria das vezes orientadas às metas pessoais, ou seja, a atividade tem um objetivo, um propósito, como por exemplo, aprender um curso de artesanato, uma dança.
2º) Inteligência criativa
Refere-se à atividade inventiva, à capacidade do indivíduo criar algo que não existe para sua sobrevivência, significa ter um pensamento original. A criatividade se exprime de diferentes maneiras e uma das mais importantes na etapa adulta, é a capacidade de dar diferentes respostas perante as situações da vida. Significa saber lidar de forma criativa com adversidades, situações desafiadoras, etc.

3º) Inteligência tecnológica
Compreende a utilização de ferramentas para usar no seu ambiente: computadores, celular...
4º) Inteligência reprodutiva

Significa saber lidar com esquemas sequenciais, com algarismos, habilidade de lidar com tarefas numéricas.

5º) Inteligência emocional
Consiste em saber lidar com suas próprias emoções e de outrem e saber orientar pensamentos e ações na vida social, envolve empatia, autoconhecimento, automotivação e autovalorização.

6º) Inteligência social
É ter a capacidade de conhecer e se ajustar às regras sociais; saber como os comportamentos devem ser, internalizar normas e padrões aceitáveis de uma dada cultura e se comportar de maneira adequada em cada situação sociocultural. Significa cognição social.

Pesquisadores afirmam que todas as habilidades intelectuais utilizam uma capacidade intelectual geral, mas também recorrem a habilidades especializadas. O uso dessas depende da tarefa intelectual proposta, como por exemplo: tarefa numérica, controle de finanças, ministrar uma aula, um seminário, etc.

Existem duas dessas habilidades especializadas que podemos mencionar:
7ª) Inteligência fluída

É a capacidade da pessoa resolver problemas, sobretudo problemas novos. Inclui o raciocínio lógico e a formação de conceitos. Essa capacidade de resolver problemas não necessitam de instruções e de fatores socioculturais. Na maioria das vezes, seu funcionamento é influenciado por mecanismos biológicos e que independem de educação formal.

8ª) Inteligência cristalizada
Envolve conhecimentos que a pessoa adquiriu durante a vida por meio de sua experiência e história de vida. Aproxima do que geralmente chamamos de “sabedoria”. São as ações e capacidades de resolver problemas práticos por meio de experiências que se cristalizam e formam modelos cognitivos, modelos de conhecimentos que ajudam a atuar em diversas atividades. Diz respeito às competências que podem ser transmitidas de geração a geração. Portanto, podemos afirmar que sabedoria é cultura em ação. A pessoa é capaz de resolver problemas com base em experiências e conhecimentos existentes. Tanto problemas de origem práticas ou morais.

A inteligência cristalizada é influenciada pelas questões socioculturais e podem desenvolver-se com a idade e apresentar progressos. É fruto das nossas práticas culturais. São formas de pensamentos complexos e sofisticados que a pessoa aprimorou ao longo da vida. Podemos chamar de sabedoria.
A sabedoria se desenvolve numa vida rica em estímulos e experiências em associação com elementos motivacionais, sociais e de personalidade. A inteligência cristalizada e a sabedoria dependem da integração de funções biológicas e de experiência sociocultural.
O aumento de “estoque” de conhecimento pode facilitar o desempenho intelectual na vida adulta e na velhice. São essas as possiblidades que a inteligência nos dá. De atuar no mundo de diferentes maneiras utilizando o conhecimento para diversos fins e mudando e aprimorando habilidades e sempre aprendendo algo novo. E a linguagem sendo uma forma de ação no mundo, integrada com todas as outras capacidades cognitivas, é a principal habilidade do ser humano, pois a linguagem é uma ação conjunta, que nos permite a interação e construção de sentidos e significados das nossas ações no mundo.

A possibilidade de viver uma velhice normal, saudável e alcançar sabedoria é descrita em termos de poder vivê-la bem. Consiste em obter melhores resultados das capacidades que se tem.
Porém, envelhecer bem depende das chances do indivíduo usufruir de condições adequadas de educação, urbanização, habitação, saúde e trabalho durante todo o seu curso de vida. É evidente que essa adequação é relativa às estruturas e valores vigentes numa sociedade. Portanto, mudanças no desenvolvimento intelectual na velhice podem ocorrer de modo diferente para diferentes pessoas. Deve-se na medida do possível dar continuidade no desenvolvimento de habilidades intelectuais, recuperando os déficits, otimizando os talentos, aprendendo algo novo e compensando capacidades para preservar o potencial de desenvolvimento mental.

Assim, o que temos de mais precioso é a razão, a chave para desvendar o mundo e para aprimorar a si mesmo. A mente humana é um dom da vida. Suas possibilidades ao longo da vida são inúmeras, sempre há tempo para aprender, criar, imaginar, ensinar, decidir, experenciar, praticar atividades prazerosas, agir, cantar e acreditar. E fazendo vários tipos de atividades você não se prenderá a um tipo de raciocínio, se abra cada vez mais para novos talentos e possibilidades da mente humana.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ricas em sais minerais, águas termais auxiliam no cuidado da pele; conheça suas funções

Os especialistas recomendam usar a água termal em jatos sobre o rosto pela manhã e à noite, após tirar a maquiagem. Ela também pode ser usada durante o dia, para refrescar a pele em dias muito secos ou quentes
Pode até parecer mais uma invencionice do mundo da beleza, que a cada instante vêm com mais uma descoberta para estimular o consumo. Mas o uso dermatológico de águas termais é de conhecimento milenar: a alta concentração de sais minerais e de oligoelementos (microminerais) lhe confere propriedades terapêuticas, tais como função regeneradora, calmante, hidratante e, claro, refrescante – ainda mais para o verão escaldante que vem por aí.
Diferentemente das europeias, as brasileiras começam a adquirir o hábito usufruir das versões em sprays, cuja oferta cresce nas prateleiras. “Anos atrás, água termal se restringia ao uso no consultório para diminuir os incômodos dos pós-procedimentos estéticos por causa de sua ação calmante”, conta o dermatologista Jardis Volpe. “Hoje, ela foi parar nas casas e está se tornando mais um arsenal de beleza, como parte da rotina de cuidados diários”.
Segundo Volpe, os componentes presentes na sua composição ajudam ainda a recuperar a pele queimada, inclusive pelo sol, por causa da sua ação cicatrizante. Por isso é indicada também para amenizar a irritação da pós-depilação e pós-barba. Dermatologistas costumam recomendar água termal em casos de pele sensível e de dermatites, como rosácea, eczemas e psoríase.
Outra vantagem é a hidratação. A dermatologista Vivian Amaral explica que, durante a transpiração, a pele perde, juntamente com o suor, eletrólitos e minerais, como sódio, potássio e magnésio. “Borrifar água termal sobre a superfície cutânea é uma maneira de repor água e minerais eliminados”, orienta. “Por essa mesma razão, o produto pode ser utilizado para hidratar a pele em situações de baixa umidade do ar, como no inverno seco e em ambientes com ar condicionado”, diz.
A concentração de minerais ajuda a aliviar esses desconfortos, mas não substitui os hidratantes protetores que impedem a evaporação excessiva de água da pele, ressalta a dermatologista Ligia Kogos. Ela explica que esse produto também adquire função protetora contra os efeitos nocivos da poluição na pele, pois diluem as substâncias químicas que temporariamente se depositam na superfície da pele, minimizando a agressão na falta de tempo ou oportunidade de lavar o rosto.

As principais funções

As águas são classificadas de acordo com sua composição. E para cada característica, há uma indicação para um problema cutâneo; veja abaixo:
Ferruginosas (ferro): alergias e acne juvenil
Cloretadas sódicas (cloreto de sódio): aliviam pele irritada
Sulfurosas (tipo de enxofre): doenças da pele
Sulfatadas (tipo de enxofre): anti-inflamatório
Cálcicas (cálcio): eczemas e dermatoses
Silicatadas (sílica): anti-inflamatório e suavizante
Alcalinas (Ph): hidratam a pele
Ácidas (Ph): regularizam o Ph da pele
Oligominerais: higienizam a pele
FONTE: Comissão Permanente de Crenologia (estudo das águas minerais)
“É uma espécie de ‘lava- rápido’ da face, que pode ser aplicado ao longo do dia, mesmo sobre hidratante, filtro solar e maquiagem”, observa Ligia. “Convém lembrar, no entanto, que a água termal poderá diminuir a fixação de maquilagem que não seja à prova d’água, borrar pós, bases e diluir filtros e hidratantes”.
Vários estudos mostram os benefícios à pele causados principalmente pelos minerais que estão em maior quantidade na água, conferindo-lhe sua classificação (veja quadro ao lado). O professor de cosmetologia Maurício Pupo dá alguns exemplos: água termal rica em selênio e manganês ajuda na prevenção do envelhecimento, pois é antioxidante e combate os radicais livres. O magnésio tem maior ação calmante e ajuda a proteger a pele das agressões externas.
O enxofre estimula a eliminação de células mortas e, portanto, está associado ao rejuvenescimento, avisa Pupo. Já o silício estimula a produção de colágeno, ajudando a preencher as linhas de expressão e a dar mais firmeza à pele. “Mas é importante saber que os sais minerais não penetram na pele”, afirma o especialista. “Sua ação é superficial, agindo basicamente como hidratante por causa da sua capacidade de reter água.”
Conhecimento secular
Vem da antiguidade o hábito de usufruir das propriedades curativas das águas termais, pois era da natureza que a medicina se apropriava para tratar diversos males. Leonardo da Vinci se banhava na famosa fonte de Sirmione, que existe até hoje na Itália, para combater gota, doença que afeta as articulações. Rica em enxofre, tem ação anti-inflamatória.
Dentre as muitas fontes termais que existem no país europeu, a Acqua di Recoaro, na região do Veneto é considerada a mais curativa. Não à toa é vista como milagrosa. Um decreto criado no Império Romano considera crime hediondo sua adulteração, conta cosmetólogo Maurício Pupo. “Por ter combinação balanceada de sais minerais e gases, essa água é indicada para o tratamento de todas as doenças porque promove equilíbrio das funções corporais”, explica.
A França é outro país cujas águas termais são tradicionais. Lá estão as cidades com importantes fontes que dão o nome às marcas Avène, La Roche-Posay, Uriage e Vichy. Elas mantêm uma estação termal e utilizam a água como matéria-prima de seus dermocosméticos.
No Brasil, a tradição do uso de águas termais para fins curativos é incipiente. “Por isso, faltam investimentos para pesquisas”, afirma o geólogo Fábio Lazzerini, vice-presidente da Organização Mundial de Termalismo (OMTh). Em seu trabalho de doutorado, ele avaliou diversas amostras do território nacional e revela que ao menos 30 cidades têm potencial para se tornarem estância hidromineral.
A fonte de Águas de São Pedro, a 187 quilômetros de São Paulo, está entre as mais poderosas do País. É considerada semelhante à água italiana de Sirmione. Por ser uma das mais alcalinas e sulfurosas do mundo, é indicada para o tipo de pele brasileira mais comum, a oleosa, pois limpa intensamente e combate a oleosidade. Ainda no estado de São Paulo, existe a fonte termal de Ibirá, a 410 quilômetros da capital. Outra conhecida é a de Goiás, na cidade de Caldas Novas. Todas são classificadas como medicinais.
Porém, a composição entre as águas não indica qual é melhor do que a outra. “Cada fonte diferencia-se basicamente pela concentração de sais minerais, gases dissolvidos, radioatividade, pH e o equilíbrio de tudo isso”,  explica Lazzerini. “E, para cada característica, existe uma função terapêutica”, diz.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pare de desconfiar do seu médico após a consulta


Pesquisa mapeia as principais situações em que a conduta clínica desagrada os pacientes


Qual o principal indicador de que sua consulta médica foi boa: a duração? A disponibilidade do profissional? Para muitas pessoas, a consulta médica só pode ser considerada um sucesso quando o médico solicita diversos exames e prescreve medicamentos. "Do contrário, muitos pacientes já saem da clínica com o telefone nas mãos para agendar outra consulta ou até tomam medicamentos por conta própria", afirma o clínico-geral Alfredo Salim Helito, do Hospital Sírio-Libanês. Excluindo-se casos em que o especialista não é, de fato, qualificado, o resultado disso é o aumento dos custos com a saúde e perda de tempo.

A partir deste cenário, o National Physicians Alliance, nos Estados Unidos, conduziu um estudo com o objetivo de identificar procedimentos clínicos dispensáveis, tornando essas informações públicas para médicos e pacientes. As recomendações listadas foram testadas por 255 médicos e os resultados, publicados no Archives of Internal Medicine.

No Dia do Médico, especialistas brasileiros comentam os principais tópicos analisados pelos pesquisadores e explicam o que está por trás das conclusões. Use a lista na sua próxima consulta e evite desconfianças fora de hora.

Recomendação 1: Dispensar antibióticos para dor de garganta ou sinusite leve e moderada

"Antibióticos são medicamentos que têm poder de ação contra bactérias e a maioria das dores de garganta e sinusites são desencadeada por agentes virais, o que torna seu uso desnecessário", afirma o pediatra Sulim Abramovici, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. De acordo com o especialista, um bom exame clínico e o acompanhamento do paciente já dão indícios do tipo de infecção ao qual o paciente está exposto. O mau uso de antibióticos faz com que aconteça uma seleção natural de bactérias mais fortes no organismo, favorecendo infecções mais graves.

Academia é o lugar certo para você?

Descubra se o seu dia a dia e as suas metas são compatíveis com esse ambiente



Por mais tradicional e prática que a academia seja, nem sempre ela é o lugar ideal para quem quer abandonar a vida sedentária. "Dependendo do objetivo que se pretende alcançar, do local em que se mora e até da personalidade da pessoa, a academia pode não trazer os resultados esperados e pode até desestimular o praticante", conta o personal trainer Adriano Braga, de São Paulo. Para tirar a dúvida, o quiz abaixo apresenta opiniões de especialistas no assunto sobre quais são as características de um bom candidato à musculação. Respostas certas indicam que ela é o seu treino ideal. Respostas erradas sugerem praticar exercícios ao ar livre, em casa ou na academia do prédio

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Você sabe fazer exercícios para combater a obesidade?


A doença exige cuidado especial com a modalidade escolhida e com o ritmo de treino


 A atenção especial nos assentos de ônibus e aviões, o aumento das lojas com roupas em tamanhos especiais e os desfiles próprios para mulheres com medidas grandes não deixam dúvidas: a obesidade aparece cada vez mais como um problema de saúde pública e preocupa as autoridades no assunto. De acordo com dados do Ministério da Saúde e da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), 48,5% da população brasileira está acima do peso e 15,8% é obesa.

Reeducação alimentar e um programa bem elaborado de atividade física formam a dupla imbatível para reverter esse quadro. "Mas o treino de uma pessoa com obesidade é especial, o excesso de peso exige cuidados para evitar lesões e, ao mesmo tempo, proporcionar a queima de gordura e a perda de peso", afirma o fisioterapeuta Evaldo Bósio, da clínica Prime, de São Paulo. Os maiores riscos de um programa sem orientação estão relacionados à sobrecarga nas articulações e ao sistema cardiorrespiratório.

Alertas feitos, responda o quiz para aprender como iniciar a atividade física obtendo apenas benefícios para a saúde e comemore o Dia Mundial de Combate à Obesidade (11/10) afastando essa preocupação.

Comer frutas e verduras melhora o bem-estar mental


Sete porções diárias trazem mais felicidade e satisfação com a vida, aponta pesquisa


Um estudo desenvolvido pela Warwick Medical School, no Reino Unido, descobriu que comer muitas frutas e vegetais aumenta a satisfação com a vida, o bem-estar mental e a felicidade. Os resultados serão publicados essa semana no Social Indicators Research
Os pesquisadores colheram informações sobre os hábitos alimentares de 80 mil homens e mulheres na Grã-Bretanha, que responderam perguntas sobre o consumo diário de frutas e vegetais, a rotina de exercício físico, a situação no emprego e a incidência de hábitos como beber e fumar. Além disso, eles preencheram com notas de 1 a 10 os seus níveis de satisfação com a vida, o bem-estar mental, a felicidade, o nervosismo e a autoestima.
Analisados os resultados, os cientistas verificaram que quem comia cerca de sete porções de frutas e vegetais por dia era três vezes mais satisfeito com a própria vida, se comparado com aqueles que comiam menos. Quanto menos desses alimentos os indivíduos comiam, menos satisfeitos eles eram. O grupo das sete porções ou mais foi o que atingiu o pico de felicidade. A pesquisa não fez distinção entre os tipos de frutas e vegetais.
 Os pesquisadores afirmam que os resultados já eram esperados, uma vez que o consumo de frutas e verduras tem sido relacionado em estudos a diversos benefícios, como um menor risco de doença cardíaca e câncer, além de auxílio no controle do peso e da pressão arterial. Para os autores da pesquisa, as vitaminas e outros nutrientes presentes nas frutas ajudam o organismo a funcionar melhor, influenciando as funções cognitivas e áreas do cérebro responsáveis por combater o mau humor.

Inclua mais frutas e verduras na dieta com esses hábitos

Fontes de vitaminas e minerais, vegetais e frutas deveriam ser consumidos todos os dias em pelo menos cinco porções. Se essa regra ainda não faz parte da sua rotina, preste atenção às dicas das nutricionistas:

Peça suco

A maioria dos restaurantes já oferece opções de sucos naturais no cardápio. Por outro lado, não pense que beber sucos é uma alternativa ao consumo do alimento sólido, já que a bebida é muito mais calórica - por utilizar muitas frutas para fazer um copo - e você não aproveita as fibras presentes no bagaço e na casca.

Carregue na bolsa para o lanche

"Transportar frutas ou pequenos legumes para o trabalho deve ser encarado como um ato de cuidado com a saúde e com o corpo e não como um fardo ou sacrifício", aponta Amanda Epifanio Pereira, do Citen. Para o transporte, existem no mercado desde potinhos plásticos até recipientes no formato de cada fruta. Na ausência de protetores, invista na maçã ou nas cenouras do tipo mini, que são muito resistentes.

Crie vitaminas

Quanto maior a variedade, melhor. Assim, não tenha medo de criar combinações e misturar sabores. O único problema é que o alimento perde parte de suas fibras ao ser batido no liquidificador. Fique atento também para não deixar a bebida muito tempo parada. Ela deve ser consumida imediatamente após o preparo.

Faça combinações

Tem quem diga que as saladas e frutas não têm gosto. Contra isso, uma dica é combiná-las com alimentos que você gosta de comer: frango desfiado, atum, ovo, queijo branco, peito de peru e salmão. Segundo a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, são opções saudáveis que deixam a refeição mais completa. Nozes, castanhas, sementes de gergelim, ervilha, grão de bico e soja também podem entrar na mistura.

Inove no preparo

Alguns legumes apetecem mais quando cozidos ou refogados. Pense nisso antes de decidir o que vai ser servido cru na salada. "Mas não vale adicionar manteiga ou óleo demais no preparo", afirma a nutricionista Paula Castilho, da Sabor Integral Consultoria.

Substitua alimentos ricos em sódio com estas dicas e receitas


Reduzir sal e embutidos é um bom começo para prevenir e controlar hipertensão


Um estudo divulgado nesta terça-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que alguns alimentos "inocentes" possuem altas concentrações de sódio. Um exemplo é o queijo minas frescal, com uma concentração média de 505 mg de sódio por porção de 100 gramas - um quarto do total indicado. A pesquisa foi feita em 14 estados, mais o Distrito Federal, com base em quase 500 amostras de 26 categorias de alimentos coletados entre 2010 e 2011. Queijo parmesão, mortadela, macarrão instantâneo e biscoito de polvilho também estão no alto da lista.

De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, a recomendação de sódio para um adulto saudável é de 2.400 miligramas por dia, o equivalente a 5 gramas de sal ou uma colher de chá do alimento. Mas o cardápio diário do brasileiro costuma conter quase 12 gramas de sal por dia - mais que o dobro! Pedimos a uma equipe de nutricionistas que elaborassem dicas e receitas para dar uma boa amenizada nessa quantidade de sódio nas refeições. Confira.
Substitua o shoyuEm 15 ml de shoyu tradicional, há 818 mg de sódio. "Já a versão light apresenta uma redução de, pelo menos, 25% da quantidade desse nutriente", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. Entretanto, para diminuir ainda mais a ingestão de sódio no dia a dia, vale mergulhar sushis e sashimis em um simples suco de limão ou ainda em um molho mais elaborado, com limão, mostarda, cebola e azeite. 

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