quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mais de 90% dos portadores de hepatite C não sabem que têm a doença


 
 
Protagonista de uma pandemia silenciosa, a hepatite C é responsável por graves complicações como cirrose e até mesmo câncer de fígado. Em todo o mundo, estima-se que 90% das pessoas que possuem desconhecem que carregam a hepatite C.

Segundo a Dra. Maria Lucia Ferraz, vice-presidente da SBH (Sociedade Brasileira de Hepatologia), as estatísticas tornam urgentes novos meios de investigação:

— Menos de 10% das pessoas sabem que têm a doença. Assim, quase todos os infectados ainda precisam descobrir ou mesmo terminar a investigação para direcionar melhor o tratamento.

No Brasil, a doença causada pelo vírus VHC atinge cerca de 1,5% da população. Por demorar, em geral, 20 anos para apresentar sintomas, a hepatite C tem seu diagnóstico feito com anos de atraso. Hoje, o principal desafio é localizar todos aqueles que sofrem da doença. Sem uma complicação típica da doença — como vomitar sangue ou desenvolver cirrose — fica difícil descobrir quem têm ou não a doença, avalia Dr. Hugo Cheinquer, hepatologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Segundo ele, a doença é vista como uma bomba-relógio, com o número de infectados que apresentam complicações podendo explodir daqui a alguns anos.

— Quando a pessoa se infecta com o vírus da hepatite C ela não sente nada. O vírus pode ficar no organismo por até 20, 30 ou 40 anos sem causar nada, aparentemente. Somente então, quando se descobre um câncer de fígado, por exemplo, que a pessoa vem saber que tem a doença. Como, então, tratar uma pessoa que não sabe que tem a doença?

Um em cada cinco pacientes com hepatite C desenvolverão cirrose (alterações no fígado marcadas pelo excesso de tecido fibroso). Uma vez com cirrose, o paciente pode apresentar complicações como ascite (caracterizada pelo acúmulo de água na cavidade abdominal), encefalopatia hepática (quando o fígado não consegue mais remover as substâncias tóxicas no sangue e há piora na função cerebral), além de um tumor hepático.

Segundo relatório da Economist Intelligence Unit, intitulado “A Pandemia Silenciosa: Combatendo a Hepatite C com Políticas Inovadoras”, a doença “é uma das principais causas de cirrose e câncer de fígado primário – uma complicação com taxas de sobrevivência especialmente baixas”. Além disso, “o VHC é também a maior causa de transplantes de fígado no mundo”.

HIV

Atualmente, a doença mata mais do que o HIV. As estatísticas americanas a partir de 2007 mostraram que a mortalidade pela hepatite C ultrapassou a dw Aids. A notícia, explica Cheinquer, era esperada por conta do avanço no tratamento da Aids, auxiliado pelos poderosos coquetéis.

Além disso, segundo o documento, embora a magnitude da pandemia seja desconhecida devido à falta de diagnósticos possíveis, a OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que cerca de 150 milhões de pessoas no mundo vivam atualmente com a doença, que é infecciosa e transmitida pelo contato sanguíneo. Assim, a transmissão ocorre por compartilhamento de seringas contaminadas pelo usuário de drogas injetáveis, agulhas ou alicates não esterilizados.

A transmissão sexual é rara e só acontece quando há feridas na área genital que permitam o contato sanguíneo. Outro modo de transmissão, ainda, é o vertical, que pode ocorrer na hora do parto. Beijo na boca e objetos compartilhados na hora de comer e beber, como canudos e colheres, portanto, não transmitem a doença.

Cheinquer lembra que para diagnosticar a doença, para qual não existe vacina, os Estados Unidos decidiram fazer testes em toda população nascida entre 1945 e 1965. O objetivo, ele contou, é identificar ao menos 80% das pessoas com o vírus.

— A maioria dos países tem o mesmo problema hoje: a grande parte das pessoas infectadas está em cassa e não sabe que tem o vírus. Nosso desafio hoje é saber quem são esses pacientes.

O alerta deve ser redobrado. Por ser silenciosa, a doença é descoberta em um estágio já avançado. Em uma estimativa conservadora, o hepatologista alerta: entre 5% e 10% das pessoas infectadas pela hepatite C morrerão por complicações no fígado.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dor de cabeça e até cãibra podem incomodar nos dias de calor intenso



O tempo ensolarado é motivo de animação para muita gente, mas o calor intenso pode ser sinônimo de moleza, dores e mau-humor. Mas antes de ser uma questão de gosto, dias muito quentes podem sim interferir no funcionamento do organismo, causando uma série de sintomas. "A principal mudança do corpo e que pode ser a percussora de todas as alterações é a desidratação", afirma o fisioterapeuta especializado em fisiologia Felipe Gambetta Carmona, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Conheça os sintomas mais comuns nos dias de calor excessivo e veja como evitar essas mudanças:

Dores de cabeça

Segundo o fisioterapeuta Felipe, sentir dor de cabeça no verão ou dias de calor é um sinal de que o corpo está exposto a altas temperaturas de forma exagerada. "A dor acontece porque o organismo fica sobrecarregado na intenção de manter a temperatura do corpo estável", diz. A melhor forma de evitar essa situação é resfriar o corpo, ingerindo bastante líquido (água ou suco de frutas) e tomando um banho de morno para frio. "Se a dor persistir por longos períodos, o ideal é procurar um serviço médico."

Perdoei uma traição mas me tornei uma pessoa neurótica; e agora?


Perdoei uma traição mas me tornei uma pessoa neurótica; e agora?

 


Encarar a infidelidade nunca é fácil, pois entram em jogo fatores como autoestima, confiança, cumplicidade e vida sexual e muito mais. É claro que é possível superar o sofrimento inicial, perdoar e dar continuidade à relação.

O problema é que, frequentemente, o perdão não faz com que a pessoa traída se esqueça por completo do ocorrido, e passa a esconder sentimentos de dúvida, ciúme e um medo terrível de que uma nova traição aconteça.
Essa paranoia oferece o risco de colocar a perder um relacionamento que pode e vale a pena ser reconstruído. Para acabar com a insegurança –ou, pelo menos, mantê-la em um nível saudável e menos dolorosos– , confira três orientações básicas:
 

Perdoe de fato, não da boca pra fora

 
Segundo Thiago de Almeida, mestre pelo Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), não são poucas as pessoas que tentam evitar os conflitos para preservar a relação em momentos difíceis como uma traição."Há quem tente simplesmente colocar uma pedra sobre o assunto, em vez de esmiuçá-lo, o que transforma o perdão em algo superficial. Por fora, a pessoa quer mostrar que tudo está bem, mas internamente fica analisando o tempo todo o comportamento do parceiro, em busca de pistas sobre uma nova infidelidade", diz.

O psicólogo diz que quem foi traído e não consegue desculpar de verdade, em vez de gastar energia e se concentrar nos novos rumos do romance, começa a perseguir o outro, vasculhar suas coisas, seguir seus passos nas redes sociais. Por isso, discutir a relação é necessário para superar o problema. E isso não significa apontar os erros de cada um, mas assumir responsabilidades e novos comprometimentos.
 

Não se apegue detalhes

 
Questionar alguns pontos sensíveis do relacionamento para tentar elaborar ou até mesmo explicar a traição é uma coisa. Tentar descobrir os detalhes, inclusive os mais sórdidos, sobre em que circunstâncias ela aconteceu é outra bem diferente (e muito nociva). O que importa se o sujeito que a fez perder a cabeça é careca e tatuado? Faz diferença saber como é o carro da mulher com quem ele foi para a cama? Evite alimentar ainda mais a paranoia.
"Pior ainda é forçar o traidor a contar os pormenores sobre as relações sexuais que tiveram. Isso só serve para se machucar ainda mais, e em um momento em que é preciso ser uma pessoa inteira para reconstruir a autoestima e ter um olhar diferente sobre a relação", conta a psicóloga Raquel Fernandes Marques. Ela afirma, ainda, que em muitos casos o sexo só funcionou como uma válvula de escape, não como a motivação principal para a infidelidade. "É claro que é preciso conversar sobre o que houve, senão o tema vira tabu. Mas certas particularidades não têm a ver com a história do casal, e é ela que merece ser analisada", declara Raquel.
 

Dê um voto de confiança

 
Você perdoou a infidelidade, a convivência vai bem, seu parceiro parece realmente arrependido, mas a insegurança volta e meia marca presença na sua cabeça. Abra o jogo sobre seus sentimentos; afinal, o diálogo sempre é o melhor caminho para solucionar qualquer crise na vida de um casal. No entanto, não transforme as confissões em um mecanismo de cobrança e de vingança.

"Agir dessa forma é condenar ao fracasso um relacionamento com chances de dar certo, de se restabelecer", afirma a terapeuta sexual e de casal Carmen Janssen. Por mais que doa, ela explica que é preciso ter consciência de que, se a traição aconteceu, é porque houve espaço para a entrada de uma terceira pessoa.

Assumir a parcela de responsabilidade sobre o que houve é sinal de maturidade e ajuda a enxergar o parceiro como ele de fato é, e não sob a visão distorcida da mágoa e da raiva. "E é necessário dar um voto de confiança, acreditar na palavra alheia. Afinal, vocês construíram uma história juntos. Em vez de se concentrar nos erros, que tal pensar nas coisas positivas do relacionamento e, assim, seguir mesmo em frente?", diz Carmen.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Está difícil acordar cedo? Médica dá dicas para contornar o problema

 Como ninguém se prepara para voltar a acordar cedo no fim das férias ou dos feriados, é comum sentir os efeitos da privação de sono ao retomar a rotina

Com o fim das férias e o retorno do Carnaval, muita gente sofre para voltar à rotina de dormir e acordar no horário, em especial os adolescentes. Em alguns casos, o problema é crônico e chama-se "síndrome do atraso na fase de sono".
"Naturalmente, o adolescente tem uma tendência a dormir e acordar mais tarde", explica a neurologista Ana Karla Smith, do Instituto do Sono de São Paulo. A causa disso, segundo ela, é hormonal.
Como ninguém se prepara para voltar a acordar cedo no fim das férias ou dos feriados, é comum sentir os efeitos da privação de sono quando a rotina volta ao normal: falta de concentração e irritabilidade são alguns sintomas.Em alguns casos, o prejuízo é muito grande: a pessoa começa a faltar em compromissos, sente muita sonolência durante o dia e perde produtividade no trabalho ou na escola. Se o problema persiste por mais de 30 dias, os especialistas consideram que se trata da síndrome.Adaptar o relógio biológico à rotina inclui mudanças graduais, conta a especialista: a cada semana, a pessoa deve dormir alguns minutos mais cedo. Também é preciso controlar os estímulos à noite: TV, internet e exercícios físicos devem ser deixados de lado perto da hora de dormir.

Trabalho noturno e alimentação em horário irregular prejudicam a saúde 4



O trabalho noturno e a alimentação em horários irregulares se apresentam como perigos reais à saúde, assim como a obesidade, o transtorno metabólico e o diabetes, segundo um artigo publicado nesta quinta-feira na revista Current Biology.

Os pesquisadores, liderados por Shu-qun Shi, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Vanderbilt (Tennessee), descobriram que a ação da insulina sobe e baixa de acordo com o ritmo circadiano de 24 horas.

"Muitos processos fisiológicos possuem ritmos próprios de dia e noite, incluído o comportamento da alimentação, do metabolismo de lipídios e carboidratos e do sonho", revelou o artigo, que também indicou que estas oscilações diárias controlam o chamado "relógio circadiano" biológico.

O transtorno da sincronia no ritmo circadiano, que é uma das características do trabalho em jornadas noturnas, o desajuste que ocorre durante longas viagens de avião e os transtornos nas horas de sono "podem ter efeitos significativos sobre a regulação do peso corporal e sobre a homeostase de glicose e lipídios", acrescentou o estudo.

Os experimentos feitos com cobaias mostraram que, quando os animais não podem manter uma regularidade, o ciclo circadiano gira em torno de em uma modalidade resistente à insulina e propensa à obesidade.

"Estávamos acostumados a crer que algumas coisas eram tão importantes que deviam ser constantes", comentou Carl Johnson, do Departamento de Fisiologia e Biofísica da universidade citada e um dos idealizadores do estudo.

"Agora, nós sabemos que estes pontos-chaves do metabolismo mudam em função da hora do dia", acrescentou o pesquisador.

As cobaias normais se tornam resistentes à insulina durante o dia quando em geral estão dormindo, da mesma forma que a maioria dos animais sonâmbulos.

Os pesquisadores interferiram nessa regularidade, seja por defeito genético ou pela exposição constante à luz, e fizeram com que os ratos perdessem a noção das horas.

"Desde Claude Bernard, no século XIX, o conceito de homeostase como manutenção de um ambiente interno constante esteve profundamente enraizado em nossa ideia de como funcionam os organismos", descreveram os pesquisadores.

Mas, de acordo com o estudo, este é um conceito errado pela simples razão de que o ambiente do animal segue seu próprio ritmo diário. "A evolução favorece os organismos que possuem uma ótima resposta ao ambiente, e esta é rítmica", apontou Johnson.

Por isso, a ação da insulina e o metabolismo do açúcar no sangue estão vinculados à hora do dia e aos mecanismos internos que levam em conta essas horas.

Isto representa um problema para os humanos que vivem em um ambiente no qual manipulam a luz disponível às horas de provisão de comida abundante.

"As dietas mediterrâneas, nas quais a principal refeição do dia é feita ao meio dia, provavelmente sejam as mais sadias", declarou Johnson, que acrescentou que os jantares devem ser mais leves e que os lanches após o jantar não é tão indicado.

Professorinha Helena nua na internet ainda preocupa os pais de fãs Carrossel



Quando os diretores da versão brasileira da novela infantil Carrossel, do SBT, escalaram a intérprete da Professorinha Helena, nunca imaginaram que o passado artisticamente corajoso da atriz Rosanne Mulholland iria causar tanto constrangimento e até mesmo esbarrar numa polêmica sobre formação pedagógica.
Em Carrossel, ela é uma professora bondosa, doce e ética, idolatrada pelos seus alunos, uma heroína quase mitificada, mas fora da novelinha há um vasto material disponível na internet que exibe a protagonista nua ou em situações sensuais, fruto de trabalhos anteriores da atriz. 
No filme de José Eduardo Belmonte, A Concepcão (2005), ela aparece fazendo sexo com dois homens e em um beijo lésbico. Em Falsa Loura (2007), dirigido por Carlos Reichenbach, a moça se mostra em um nu frontal logo após ir para a cama com um menino de 14 anos.
Essas cenas estão disponíveis no Google e acabam criando situações embaraçosas para os pais das crianças fãs da novelinha, que usam com exaustão esse mecanismo de busca. A dona de casa Luciana Ezarani, 31 anos, confessou ao Virgula Famosos que descobriu as fotos da atriz nua, impressas da internet, dentro do álbum de figurinhas da novela Carrossel que ela havia dado ao seu filho G.S.E., de 7 anos. Janaina Carla Damasceno, 27 anos, uma professora do ensino fundamental na vida real, admitiu temer a “falta de respeito” a ela pelos alunos que descobrirem a “vida dupla” da professorinha Helena. 
Ao depararmos com essas questões, conversamos com a psicóloga Eunice Albano, 51 anos, com o intuito de desvendar o quanto a imagem de uma "professora" que aparece nua na internet vai interferir negativamente na formação da criança. “A imagem da professora na visão infantil funciona como um mito e os mitos ajudam a dar a maturidade necessária para enfrentar os desafios futuros”, afirma a psicóloga. E continua: “Depende de como essa criança está sendo preparada para lidar com a nudez nesta família, se como tabu será sim um problema, se como parte natural da vida, a criança passará incólume a isso”.
Já sobre o respeito em sala de aula, entre "aluno e professor", o Virgula Famosos buscou o parecer da pedagoga Camila Del Dono, 29 anos, que nos disse: “Por ainda necessitar de alguns elementos concretos para desenvolver suas aprendizagens, as crianças acabam sim por associar as imagens da professora que lhe dá aula, com a imagem da professora Helena de Carrossel. É importante estabelecer com as crianças uma relação entre aquilo que é real e aquilo que elas veem na televisão”. Apontando uma solução para a polêmica, a pedagoga sugere: “Talvez seja interessante a escola e a família realizarem um painel para os alunos conhecerem as profissões e quais atividades são realizadas dentro de cada uma delas, e assim explicar quais são as funções de uma atriz”.
Na reta final da novela com seus altos índices de audiência e esta instigante discussão relembra que Silvio Santos, 82 anos, o dono do SBT (portanto quem dá o aval para a escolha de seus funcionários), sabia do risco, pois ao receber a atriz Rosanne Mulholland em seu programa Jogo das Pistas, assim que ela foi escolhida para viver o papel de Helena fez a pergunta em tom de piada: “Você fez 11 filmes, e nesses filmes você já fez alguma cena muito ousada?” E ela responde “Já!” Então ele completa: “E como é que agora você vai ser a Professorinha Helena?” com os risos do auditório. Silvio encerra: “Olha só, com vocês a nova Professorinha Helena!” e segue seu programa.
O que se sabe é que Carrossel é a telenovela do SBT de maior audiência nos últimos 11 anos, e que Rosanne foi alçada ao estrelato com um trabalho elogiado e que por uma ou outra razão as crianças adoram: a Professorinha Helena. “Eu [a] amo muito e gostaria de ter uma [professora] igual. Na minha escola não existe ninguém tão linda e tão amorosa como ela” encerra nossa reportagem especial a menina A.L.D., de 9 anos.

Papa não sabia mais em quem confiar após escândalo, diz número dois do Vaticano



Após o escândalo do vazamento dos documentos confidenciais da Santa Sé, o papa Bento 16 tinha a impressão de não ter mais pessoas de confiança ao seu redor. Foi o que disse o  número dois da Secretaria de Estado do Vaticano, Angelo Becciu, ao jornal italiano "La Stampa" ao relembrar a gravidade do caso Vatileaks, que ganhou ainda mais notoriedade com o anúncio da renúncia do pontífice.

ENTENDA O PROCESSO SUCESSÓRIO DO PAPA

Quando o chefe da Igreja Católica renuncia a sua função ou morre, seu sucessor é eleito pelos cardeais reunidos em conclave na Capela Sistina, onde ficam isolados do mundo exterior.

Cinco cardeais brasileiros deverão participar do conclave que se reunirá para eleger o sucessor do papa Bento 16. Segundo a última lista do Vaticano, há um total de 116 cardeais aptos a votar no conclave.

Para poder votar na escolha do papa, o cardeal precisa ter menos de 80 anos. O Brasil tem um total de nove integrantes no Colégio Cardinalício do Vaticano, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite.
"Foi o momento mais difícil, as pessoas ficaram chocadas e indignadas com o vazamento que causou muita dor ao papa", afirmou ele.
Um relatório de 300 páginas encomendado pelo pontífice com o detalhamento das investigações devem ser repassados aos cardeais antes do conclave, que vai eleger o novo papa. 
Apesar de o conteúdo do relatório ser secreto, o jornal "La Repubblica" revelou que o documento descreve as lutas internas pelo poder e pelo dinheiro, assim como o sistema de chantagens internas baseadas em fraquezas sexuais, o chamado "lobby gay" do Vaticano.
 
Sob o título "Não fornicarás, nem roubarás, os mandamentos violados no relatório que sacudiu o Papa", o jornal italiano informou ainda que o relatório relata a existência de uma "rede transversal unida pela orientação sexual". "Pela primeira vez, a palavra homossexualidade foi pronunciada no apartamento papal", afirma o jornal.
 
Durante oito meses, conforme o "La Repubblica", os cardeais interrogaram diversos religiosos, dividindo-os por congregação e nacionalidade, e estabeleceram que existem vários grupos de pressão dentro do Vaticano, entre eles um sujeito a chantagem, a "impropriam influenciam" por sua homossexualidade.
 
Outro grupo se especializava em montar e desmontar carreiras dentro da hierarquia vaticana. Já o terceiro e último aproveitava para utilizar recursos multimilionários para seus próprios interesses à sombra da cúpula de São Pedro através do banco do Vaticano, de acordo com a publicação.
 
O jornal chegou inclusive a relacionar a existência do documento com à renuncia de Bento 16, que se convenceu de que um sucessor mais jovem, forte e enérgico era o melhor indicado para fazer a limpeza na milenar instituição.
 
A previsão é que Bento 16 encontre um espaço em sua agenda nos próximos seis dias para se reunir com os cardeais para comunicá-los sobre o conteúdo do relatório antes mesmo do conclave, que vai eleger o novo papa. Ainda não se sabe quando a reunião de cardeais eleitores terá início. Mas espera-se que o próximo pontífice seja conhecido até a Páscoa, no final de março.

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